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Aprovação de Lula sobe e desaprovação cai, aponta pesquisa Quaest antes do segundo turno

A mais recente pesquisa da Quaest indica que o governo de Luiz Inácio Lula registra aumento da aprovação e queda da desaprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento foi realizado entre 17 e 20 de outubro, poucos dias antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A amostra abrangeu todo o território nacional, refletindo tendências em diferentes regiões.

Metodologia e abrangência da pesquisa

A Quaest entrevistou 2.154 eleitores, selecionados de forma aleatória para garantir representatividade nas cinco regiões do país. Cada entrevista seguiu rigoroso protocolo, com perguntas padronizadas e aplicação presencial ou por telefone, conforme as restrições sanitárias vigentes.

O instituto divulgou margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, parâmetros que conferem credibilidade ao resultado. Esses indicadores são padrão em pesquisas eleitorais de grande porte, permitindo comparações confiáveis com levantamentos anteriores.

Além da distribuição geográfica, a amostra considerou faixa etária, gênero, escolaridade e renda, assegurando que grupos demográficos distintos fossem adequadamente representados. Essa abordagem evita vieses que poderiam distorcer a percepção da popularidade do presidente.

Principais resultados: aprovação supera desaprovação

O levantamento revela que 48% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 38% manifestam desaprovação. Os 14% restantes se declararam indecisos ou sem opinião formada sobre o desempenho do governo.

Esse recuo da desaprovação é significativo, pois historicamente nenhum presidente conseguiu se reeleger com índice de desaprovação superior ao de aprovação. O movimento observado pela Quaest, portanto, coloca o petista em posição favorável para o segundo turno.

  • Aprovação: 48%
  • Desaprovação: 38%
  • Indecisos: 14%

Comparado ao levantamento anterior, realizado em agosto, a aprovação subiu 5 pontos percentuais, enquanto a desaprovação recuou 4 pontos. Essa tendência positiva coincide com a intensificação de políticas sociais anunciadas nos últimos meses.

Impacto das políticas recentes na popularidade

Entre as medidas que ganharam destaque nas entrevistas, o perdão de dívidas dos microempreendedores individuais (MEI) foi citado como fator de alívio financeiro para milhares de trabalhadores informais. O governo também encerrou a escala 6×1, que obrigava trabalhadores a laborar seis dias seguidos, gerando alívio para a classe trabalhadora.

Outra ação que recebeu elogios foi a antecipação do pagamento do Bolsa Família, permitindo que famílias de baixa renda recebessem recursos antes do início do mês. Essa antecipação foi percebida como um apoio crucial em um período de alta inflação.

  • Perdão de dívidas dos MEI
  • Fim da escala 6×1
  • Antecipação do pagamento do Bolsa Família
  • Ampliação de programas de crédito rural
  • Investimentos em infraestrutura urbana

Especialistas apontam que a combinação dessas políticas cria um efeito de “bondade” que se reflete diretamente nas avaliações de aprovação. Quando o governo oferece benefícios tangíveis, a percepção de competência e empatia tende a melhorar.

Entretanto, a pesquisa também revelou críticas a áreas como segurança pública e política externa, indicando que a aprovação ainda não é unânime. Os eleitores que desaprovam apontam, sobretudo, a falta de resultados concretos no combate à criminalidade em grandes centros urbanos.

Perspectivas para o segundo turno

A penúltima pesquisa da Quaest, registrada no TSE sob o código BR-08535/2026, serve como termômetro para a corrida presidencial que culminará no domingo, 25 de outubro. A expectativa é de que a última sondagem, prevista para 24 de outubro, confirme ou ajuste as tendências observadas.

Analistas políticos destacam que, se a aprovação continuar a superar a desaprovação, Lula terá vantagem estratégica nas urnas, especialmente entre eleitores indecisos que ainda não definiram seu voto. O desempenho nas capitais e nos estados-chave será decisivo para o resultado final.

Além disso, a campanha dos adversários tem intensificado ataques à gestão econômica, buscando reverter a percepção positiva criada pelas políticas sociais recentes. O debate público, portanto, deve girar em torno de questões como inflação, desemprego e segurança, que ainda permanecem como pontos sensíveis.

Em síntese, a pesquisa Quaest demonstra que o governo Lula está conseguindo reverter parte da rejeição acumulada nos primeiros meses de mandato, graças a um conjunto de ações voltadas para a população vulnerável. O desafio agora será manter esse impulso até o dia da votação.

Os próximos dias serão decisivos para consolidar a imagem de um presidente que, segundo os números, está mais próximo de conquistar a maioria dos eleitores do que nunca. A campanha deverá focar em reforçar os benefícios já percebidos, ao mesmo tempo em que apresenta propostas concretas para os setores ainda críticos.

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