Na véspera do segundo turno das eleições estaduais, a pesquisa Quaest divulgada neste sábado (24) apontou que Allyson, candidato da União, obteve 51% dos votos válidos no Rio Grande do Norte, enquanto Cadu de Lula, do PT, ficou com 49%. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 24 de outubro, pouco antes da votação, e reflete a intenção de voto dos eleitores elegíveis no estado.
Contexto da pesquisa Quaest
A Quaist é uma das empresas de pesquisa de opinião que tem contrato com a Justiça Eleitoral para divulgar resultados oficiais de intenção de voto. A pesquisa apresentada neste sábado mostra um cenário de quase empate entre os dois candidatos que disputarão o segundo turno no RN. Essa proximidade indica que a corrida está altamente competitiva e que pequenos movimentos de eleitores indecisos podem mudar o resultado final.
Além de medir a preferência entre Allyson e Cadu de Lula, a pesquisa também trouxe informações sobre a parcela de eleitores que ainda não decidiu, bem como a quantidade de votos em branco e nulos. Esses números são fundamentais para entender o grau de consolidação do voto e a volatilidade do eleitorado na reta final da campanha.
Metodologia e margem de erro
O levantamento foi encomendado pela Inter TV e contou com a participação de 2.154 eleitores com idade a partir de 16 anos, selecionados por amostragem aleatória em todo o território do Rio Grande do Norte. A margem de erro declarada é de 2 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, com um nível de confiança de 95%.
Para calcular os votos válidos, a Quaist utilizou o modelo “likely voter”, que considera apenas eleitores com maior propensão a comparecer às urnas. Dessa forma, foram excluídos da conta os votos em branco, nulos e as abstenções, bem como os eleitores que ainda estavam indecisos no momento da entrevista.
- Entrevistas realizadas entre 23 e 24 de outubro.
- Amostra de 2.154 eleitores com 16 anos ou mais.
- Margem de erro de ±2 pontos percentuais.
- Nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número TSE: RN-01264/2026, garantindo a transparência e a rastreabilidade dos dados coletados.
Análise dos resultados e perspectivas
Entre os eleitores que já declararam voto em um dos candidatos, 90% afirmaram que sua decisão é definitiva, enquanto 9% ainda consideram mudar de ideia. Esse pequeno percentual de eleitores voláteis pode ser decisivo, sobretudo em um cenário onde a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro.
Os resultados também revelam que a participação de eleitores indecisos permanece relevante. Quando a proporção de indecisos é alta, indica que o voto ainda não está totalmente consolidado, aumentando a possibilidade de alterações de tendência nos últimos dias de campanha.
Além disso, a pesquisa mostrou que, ao incluir votos em branco, nulos e indecisos, o panorama geral pode mudar levemente, mas a liderança de Allyson nos votos válidos se mantém. Essa diferença, embora estreita, já garante ao candidato da União a vantagem de precisar apenas de 50% dos votos válidos mais um voto para vencer no segundo turno.
Observadores políticos apontam que a campanha de Allyson tem se concentrado em promessas de desenvolvimento econômico e segurança pública, enquanto Cadu de Lula tem enfatizado a continuidade dos projetos sociais e a ampliação de investimentos em infraestrutura. Essas estratégias distintas podem influenciar os eleitores que ainda estão indecisos.
É importante notar que a pesquisa espontânea, na qual os eleitores respondem sem ter acesso a uma lista de candidatos, apresentou resultados semelhantes, reforçando a consistência dos dados coletados. Essa consistência aumenta a credibilidade da pesquisa e indica que a preferência atual dos eleitores está bem distribuída entre os dois candidatos.
Por fim, a divulgação desses números serve como um termômetro para as campanhas, permitindo ajustes de estratégia nas últimas horas antes da votação. Tanto Allyson quanto Cadu de Lula terão que intensificar o contato com o eleitorado, reforçar suas propostas e buscar convencer os indecisos para garantir a vitória no segundo turno.








