Em entrevista concedida nesta terça‑feira, 3 de setembro de 2026, Alexandre Correa abordou a recente decisão da Justiça que rejeitou seu pedido de alimentos compensatórios na disputa com a apresentadora Ana Hickmann. O empresário, que tem sido protagonista de uma série de processos judiciais, manifestou profunda perplexidade ao receber o resultado e explicou o contexto financeiro que o levou a solicitar a compensação.
O que motivou o pedido de alimentos compensatórios
Correa esclareceu que a solicitação não tinha vínculo com a subsistência pessoal, mas sim com a necessidade de equilibrar um desequilíbrio patrimonial que surgiu após a ruptura da relação com Hickmann. Segundo ele, a medida visava corrigir a perda de acesso ao pró‑labore, à divisão de lucros e aos documentos da empresa que administravam em conjunto.
Ele ressaltou que, desde novembro de 2023, ficou impossibilitado de exercer suas funções na companhia, o que gerou um impacto direto em sua renda e nos bens que antes compartilhava com a ex‑companheira. “Os alimentos compensatórios foram pleiteados para que diminuísse o desequilíbrio patrimonial que houve na minha vida”, afirmou o empresário.
Detalhes da decisão judicial e seus efeitos retroativos
A justiça, ao analisar o pedido, concluiu que não havia fundamento legal para conceder a pensão pretendida, mantendo a decisão que nega o pagamento dos alimentos. Correa questionou a aplicação retroativa da nova decisão, argumentando que os efeitos deveriam ser considerados a partir de novembro de 2023, data em que perdeu o acesso à empresa.
Ele ainda alegou que nunca recebeu os valores que supostamente teriam sido depositados em sua conta, o que, segundo sua interpretação, invalida qualquer obrigação de pagamento retroativo. “Portanto, se a outra parte tivesse pago, coisa que não fez, como ficaria isso?”, indagou o empresário.
O termo “indigno” e a reação de Correa
Durante o processo, o termo “indigno” foi utilizado para caracterizar a conduta de Correa, gerando incômodo ao empresário. “Eu fui chamado de indigno”, disse ele, destacando que a palavra trouxe um desconforto emocional e afetou sua imagem pública.
Correa enfatizou que nunca foi condenado por crimes ou irregularidades que lhe foram atribuídas nas peças processuais. Ele reforçou que sua participação em podcasts e entrevistas tem como objetivo apresentar sua versão dos fatos, sem receber qualquer remuneração por isso.
Acusações de agressão e uso de CNPJ de “laranja profissional”
Em relação às acusações de agressão contra Ana Hickmann, Correa reiterou que nega veementemente qualquer ato violento, afirmando que nunca houve registro de denúncia formal nesse sentido. Além disso, ele refutou a alegação de que teria adquirido um CNPJ de um suposto “laranja profissional” para fraudar a justiça.
O empresário também garantiu que nunca recebeu condenação por desvio de patrimônio ou falsificação de documentos, e que as acusações que circulam na mídia não foram provadas em juízo.
Resumo dos argumentos de Alexandre Correa
- Alimentos compensatórios buscavam equilibrar perda patrimonial, não subsistência.
- Perdeu acesso ao pró‑labore e à divisão de lucros desde novembro de 2023.
- Questiona a retroatividade da decisão que nega o pagamento.
- Rejeita o uso do termo “indigno” como ofensivo.
- Negou agressão, uso de CNPJ de laranja e condenações por crimes financeiros.
Com a manutenção da decisão judicial, Alexandre Correa terá de arcar com as obrigações financeiras já estabelecidas no processo, incluindo o pagamento de R$ 60 mil ao advogado Edu Guedes. O caso continua em pauta na mídia, alimentando discussões sobre a transparência nas relações empresariais e os limites da exposição pública de figuras públicas.








