Um choque entre dois helicópteros ocorreu na manhã de terça‑feira, 3 de novembro de 2026, nas proximidades da base do Monte Everest, em Gorakshep, Nepal. As aeronaves, que se preparavam para pousar, colidiram a poucos metros do solo, provocando a morte de um turista indiano e ferindo gravemente um neozelandês.
Detalhes do acidente
As imagens de segurança capturaram o instante exato em que as duas máquinas se aproximaram uma da outra durante a fase final de descida. O helicóptero AS‑350, registrado sob a matrícula 9N‑AJR e operado pela Fishtail Air, foi o primeiro a tocar o solo, seguida imediatamente pela segunda aeronave que tentou desviar.
Testemunhas relataram que o barulho dos rotores aumentou antes do impacto, indicando que os pilotos perceberam a proximidade, mas não tiveram tempo suficiente para executar manobras evasivas. O choque foi tão violento que fragmentos de metal se espalharam sobre a neve, dificultando a visualização dos corpos.
Segundo o comunicado oficial da companhia aérea, todos os ocupantes – pilotos, tripulantes e passageiros – foram rapidamente evacuados por equipes de resgate que já operavam na região. Os feridos foram transportados de helicóptero para Katmandu, onde receberam atendimento médico especializado.
- Vítima fatal: turista indiano, 42 anos.
- Ferido grave: turista neozelandês, 35 anos, com lesões múltiplas.
- Tripulação: dois pilotos e um mecânico, sem ferimentos graves.
As autoridades nepalesas abriram uma investigação preliminar para determinar as causas exatas do acidente, analisando fatores como condições climáticas, falhas técnicas e possíveis erros humanos.
Repercussões e respostas das autoridades
Imediatamente após o incidente, o Departamento de Aviação Civil do Nepal (CAAN) enviou uma equipe de peritos para o local. O objetivo é coletar evidências, examinar os destroços e entrevistar os sobreviventes.
A Fishtail Air declarou que uma equipe de engenharia já está trabalhando na avaliação técnica dos helicópteros, enquanto equipes de resgate permanecem no terreno para garantir a segurança dos demais turistas que ainda se encontravam na região.
O governo nepali, por sua vez, anunciou a suspensão temporária das operações de pouso e decolagem de helicópteros na zona de Gorakshep, até que sejam concluídas as inspeções de segurança. Essa medida visa evitar novos incidentes enquanto as causas são apuradas.
Especialistas em aviação ressaltam que o clima imprevisível do Himalaia, aliado ao tráfego intenso de voos de turismo, aumenta o risco de colisões. Recomendações incluem a implementação de sistemas de controle de tráfego aéreo avançado e a adoção de protocolos de comunicação mais rígidos entre as companhias.
Impacto no turismo de aventura
O Monte Everest continua a ser um dos destinos mais procurados por aventureiros de todo o mundo. Contudo, acidentes como este podem gerar dúvidas sobre a segurança dos voos de apoio logístico, essenciais para trekkers e alpinistas.
Agências de viagens já começaram a revisar seus pacotes, oferecendo opções de transporte terrestre alternativo ou garantindo que os helicópteros contratados possuam certificações de segurança adicionais.
Além disso, a comunidade de trekking está se mobilizando para criar grupos de apoio a vítimas de acidentes aéreos, fornecendo assistência psicológica e financeira aos familiares afetados.
Apesar do choque, as autoridades esperam que a temporada de expedições ao Everest continue, mas com regras mais rigorosas e maior monitoramento das operações aéreas. A expectativa é que, com as lições aprendidas, futuros incidentes sejam evitados.
O incidente também reacendeu o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura de comunicação nas áreas remotas do Himalaia, como estações de rádio de alta frequência e satélites de monitoramento de voo.
Em resumo, o acidente de 3 de novembro de 2026 serve como um alerta para todos os envolvidos – operadores de helicópteros, autoridades reguladoras e turistas – sobre a importância de priorizar a segurança em ambientes tão desafiadores quanto o cume do Everest.








