A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta‑feira, 17 de setembro de 2026, indica que a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro permanece estável para o segundo turno. Os números mostram 46 % de intenção de voto para o petista e 44 % para o liberal, mantendo o mesmo cenário das duas semanas anteriores.
Estabilidade nas intenções de voto
Desde o início de setembro, as intenções de voto entre os dois candidatos não sofreram alterações significativas. A margem de erro de dois pontos percentuais mantém ambos dentro do mesmo intervalo, o que impede conclusões definitivas sobre vantagem.
Os apoiadores de Lula continuam a apontar para a experiência de governo e a agenda social como principais atrativos. Já os eleitores de Flávio enfatizam a promessa de liberalismo econômico e a ruptura com o establishment.
Essa constância gera um clima de suspense nos bastidores políticos, pois campanhas ainda buscam estratégias para romper o impasse. Analistas apontam que pequenos movimentos de opinião podem mudar o panorama nas próximas semanas.
Contexto histórico das pesquisas
Nas quatro rodadas recentes do Datafolha, os percentuais permaneceram praticamente inalterados. Em 2 de setembro, Lula registrou 46 % e Flávio 44 %, exatamente como em 10 e 17 de setembro.
No primeiro turno, Flávio chegou a subir ligeiramente, dentro da margem de erro, emparelhando‑se tecnicamente com Lula. Essa oscilação breve gerou expectativa de um possível virada, mas não se consolidou.
O histórico de pesquisas mostra que o eleitorado brasileiro costuma se firmar nas últimas semanas antes da votação. Por isso, a estabilidade observada pode ser um indicativo de que a decisão final ainda está em aberto.
Entretanto, fatores externos como debates, escândalos ou mudanças econômicas podem alterar rapidamente a percepção dos eleitores. O próximo mês será decisivo para medir a resiliência desses números.
Metodologia do Datafolha
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em todo o país entre 15 e 17 de setembro, garantindo representatividade nacional. A amostra inclui diferentes regiões, faixas etárias, gêneros e níveis de escolaridade.
A margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos foi calculada com nível de confiança de 95 %. Esse padrão segue as boas práticas de pesquisa eleitoral no Brasil.
O protocolo de registro na Justiça Eleitoral, BR-04029/2026, assegura a transparência e a legalidade do levantamento. Todos os procedimentos foram auditados por órgãos independentes.
Além da pergunta direta sobre intenção de voto, o questionário incluiu questões sobre avaliação de desempenho dos candidatos, temas prioritários e percepção de credibilidade. Esses dados complementares ajudam a entender o contexto por trás dos números.
- 2.002 entrevistas realizadas
- Margem de erro: ±2 %
- Nível de confiança: 95 %
- Registro judicial: BR-04029/2026
Impactos políticos e estratégias de campanha
Com a estabilidade dos números, ambas as campanhas estão revisando suas táticas de comunicação. O foco tem sido reforçar a mensagem central e mobilizar bases regionais.
Lula intensificou a presença em estados-chave como Minas Gerais e Bahia, onde ainda busca ampliar a vantagem. Eventos presenciais e visitas a lideranças locais são parte da estratégia.
Flávio, por sua vez, tem investido em debates televisivos e em redes sociais, buscando atrair eleitores indecisos. A retórica liberal e a crítica ao establishment têm sido constantes em seus discursos.
Os partidos aliados também desempenham papel crucial, pois a coesão interna pode influenciar a capacidade de mobilização. Em ambos os lados, há discussões sobre a inclusão de novos nomes nas listas de apoio.
Especialistas alertam que a proximidade dos resultados pode levar a alianças inesperadas, sobretudo entre candidatos de partidos menores que ainda não declararam apoio. Essas negociações podem mudar o cenário final.
Além disso, a conjuntura econômica, marcada por inflação moderada e crescimento discreto, tem sido usada como argumento por ambos os lados. Enquanto Lula destaca políticas sociais, Flávio enfatiza a necessidade de reformas estruturais.
Os sindicatos e movimentos sociais permanecem vigilantes, pois a mobilização de massa pode influenciar a decisão dos indecisos. Manifestos e comícios ainda são previstos para as próximas semanas.
Por fim, a imprensa tem papel de amplificador das mensagens, mas também de crítico das promessas. A cobertura equilibrada pode contribuir para que o eleitorado tenha acesso a informações claras e precisas.
Em resumo, a pesquisa revela um duelo congelado, mas o campo ainda está aberto a mudanças. O próximo mês será decisivo para observar se algum candidato conseguirá romper o impasse e conquistar a maioria absoluta.








