O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará a Nova York na noite de domingo, 20 de setembro de 2026, para participar da abertura da Assembleia‑Geral da Organização das Nações Unidas. A viagem, curta e focada, inclui a possibilidade de reunião com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que manifestou interesse em discutir pautas progressistas. O encontro, se confirmado, ocorrerá na residência oficial do embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil na ONU.
Contexto da visita à ONU
A presença de Lula em Nova York faz parte da agenda tradicional de chefes de Estado que utilizam a Assembleia‑Geral para apresentar discursos de abertura e reforçar posições diplomáticas. O presidente brasileiro tem como objetivo principal defender a agenda de desenvolvimento sustentável, a reforma do Conselho de Segurança e a cooperação Sul‑Sul.
Além do discurso, a delegação brasileira pretende participar de reuniões bilaterais com líderes de diferentes regiões, a fim de estreitar laços comerciais e políticos. A visita ocorre em um momento sensível, com as eleições presidenciais brasileiras se aproximando, o que aumenta a atenção da imprensa internacional sobre as declarações de Lula.
Possibilidade de reunião com Zohran Mamdani
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York eleito em 2025, é conhecido por sua postura socialista e por promover políticas de moradia acessível, transporte público verde e justiça climática. Segundo fontes da Casa Civil, Mamdani enviou um convite formal ao presidente brasileiro para participar de um evento que reunirá lideranças progressistas da cidade.
A proposta de Mamdani inclui a visita a um projeto de habitação popular em Brooklyn, seguido de um almoço de trabalho com representantes de organizações não‑governamentais locais. O objetivo seria trocar experiências sobre políticas de inclusão social e discutir possíveis parcerias entre Brasil e Nova York.
Entretanto, a assessoria de Lula enfatiza que a agenda do presidente será organizada em formato bilaterais, priorizando encontros com autoridades de países estratégicos. Por isso, a reunião com o prefeito ainda depende da disponibilidade de tempo e da avaliação de risco diplomático.
Cronograma da agenda bilaterais
Abaixo, o cronograma preliminar da visita de Lula aos Estados Unidos:
- Domingo, 20/09: chegada ao Aeroporto JFK e traslado para a hotelaria oficial.
- Segunda‑feira, 21/09: reunião com o prefeito Zohran Mamdani (caso seja confirmada) na residência do embaixador Sérgio Danese; encontros com representantes da ONU e da União Europeia.
- Terça‑feira, 22/09: discurso na Assembleia‑Geral da ONU; reunião com o secretário‑geral da ONU e com líderes de países da América Latina.
- Quarta‑feira, 23/09: retorno ao Brasil, com parada para entrevistas em Washington, D.C.
O cronograma pode sofrer ajustes de última hora, sobretudo se houver demandas urgentes de aliados estratégicos ou mudanças no calendário da ONU.
Implicações políticas e expectativas
A possível reunião com Mamdani tem repercussão tanto no cenário interno quanto externo. No Brasil, a iniciativa pode ser vista como um sinal de alinhamento com movimentos progressistas globais, reforçando a imagem de Lula como líder de esquerda no contexto internacional.
Nos Estados Unidos, a presença de um prefeito socialista em Nova York ao lado do presidente brasileiro pode gerar debates sobre a cooperação entre governos locais e nacionais. Analistas apontam que a troca de experiências em áreas como habitação social e energia limpa pode abrir portas para projetos conjuntos de financiamento.
Além disso, a visita de Lula à ONU oferece uma plataforma para discutir a reforma do Conselho de Segurança, tema que o Brasil tem defendido há anos. O presidente deve usar o discurso para destacar a necessidade de maior representatividade dos países em desenvolvimento nas decisões de paz e segurança globais.
Observadores políticos ressaltam que, apesar da agenda enxuta, cada encontro tem potencial de influenciar negociações comerciais, acordos climáticos e alianças estratégicas. A expectativa é que Lula retorne ao Brasil com compromissos firmados que possam ser anunciados durante a campanha eleitoral.
Em resumo, a viagem de Lula aos Estados Unidos combina a tradição diplomática da Assembleia‑Geral com a oportunidade de fortalecer laços com lideranças progressistas locais. Seja com o prefeito de Nova York ou com representantes de organismos internacionais, o presidente brasileiro tem a chance de projetar sua agenda de desenvolvimento e de justiça social em um palco global.








