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Eleitores apontam que crise no STF prejudica mais Lula que Flávio Bolsonaro, revela pesquisa AtlasIntel

A pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel mostrou, na manhã de 17 de setembro de 2026, que a maioria dos brasileiros acredita que a crise envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afeta mais a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que a campanha do senador Flávio Bolsonaro. O levantamento, que entrevistou 5.018 eleitores em todo o país, traz um panorama importante para o cenário político que se aproxima das eleições de 2026.

Contexto da crise no STF

Desde o início do ano, o STF tem sido palco de intensos debates públicos, com decisões que reverberam em diversas áreas da sociedade, desde a economia até os direitos civis. A instabilidade institucional gerada por divergências entre ministros e a pressão de grupos políticos tem alimentado um clima de incerteza que, segundo analistas, pode influenciar diretamente a percepção dos eleitores sobre os candidatos.

Para o presidente Lula, que busca a reeleição, a crise representa um risco adicional, pois pode ser associada a falhas de governança e à incapacidade de controlar as instituições. Já para Flávio Bolsonaro, que tenta se consolidar como líder da direita, a mesma crise pode ser vista como uma oportunidade de criticar o governo e ganhar apoio entre eleitores insatisfeitos.

O cenário se complica ainda mais com o escândalo envolvendo o Banco Master, que tem sido alvo de investigações sobre fraudes financeiras. Esse caso tem sido usado por ambos os lados do espectro político para reforçar narrativas de corrupção ou de perseguição política.

Metodologia e resultados da pesquisa

O AtlasIntel conduziu o estudo entre os dias 11 e 16 de setembro, aplicando questionários presenciais e por telefone. A amostra, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, foi ponderada para refletir a distribuição demográfica de eleitores em todas as regiões do Brasil.

Os entrevistados responderam a duas perguntas centrais: primeiro, se a crise no STF prejudica mais a campanha de Lula ou a de Flávio Bolsonaro; segundo, qual grupo político consideram mais envolvido nas supostas fraudes do Banco Master.

Os resultados foram claros:

  • 49,5% dos respondentes acreditam que a crise no STF é mais prejudicial para a candidatura de Lula.
  • 20,9% dizem que a mesma crise afeta mais a campanha de Flávio Bolsonaro.
  • 30,6% consideram que a crise não tem impacto significativo em nenhum dos dois candidatos.

Quanto ao Banco Master, houve um empate técnico: 41,2% apontaram o grupo bolsonarista como mais envolvido, enquanto 40,2% citaram o grupo lulista. Os 18,6% restantes não identificaram nenhum dos dois grupos como principal responsável.

Esses números representam uma mudança perceptível em relação a pesquisas realizadas em março de 2026, quando a maioria dos eleitores associava o escândalo do Banco Master predominantemente ao governo Lula.

Implicações políticas e perspectivas

Os dados sugerem que a crise no STF pode se tornar um fator de desvantagem para Lula, especialmente se a narrativa de instabilidade institucional for explorada pelos adversários. O presidente tem buscado minimizar o impacto, destacando avanços em políticas sociais e econômicas, mas a percepção pública pode ser mais sensível a questões institucionais.

Para Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica que ainda há espaço para ampliar a crítica ao STF e usar a crise como alavanca de campanha. Contudo, a diferença de percepção – menos de um terço dos eleitores – demonstra que a estratégia ainda precisa ser refinada para ganhar maior adesão.

Os analistas políticos apontam que a proximidade dos resultados pode levar a uma intensificação das campanhas de comunicação, com ambos os candidatos investindo em mídia digital, debates televisivos e alianças estratégicas para mudar a narrativa.

Além disso, o empate no quesito do Banco Master indica que a polarização continua alta, mas que a população está cada vez mais cética em relação a acusações de corrupção que não são acompanhadas de provas concretas. Essa postura pode reduzir a eficácia de ataques baseados exclusivamente em denúncias sem fundamentação.

O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026 garante a transparência dos dados e permite que partidos e candidatos utilizem as informações para ajustar suas estratégias de campanha.

Em síntese, a pesquisa AtlasIntel oferece um termômetro valioso da opinião pública em um momento crítico para a democracia brasileira. Enquanto a crise no STF permanece como ponto de tensão, a forma como Lula e Flávio Bolsonaro reagirem a essa percepção poderá definir, em grande parte, o rumo das eleições que se aproximam.

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