Home / Política / Datafolha revela que 76% da população acredita que ministros do STF têm poder excessivo

Datafolha revela que 76% da população acredita que ministros do STF têm poder excessivo

Uma pesquisa divulgada neste sábado (12) indica que 76% dos brasileiros consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal exercem poder demais. O levantamento, realizado entre 8 e 10 de setembro, contou com 2.002 entrevistados em todo o país. Os resultados apontam também uma queda na confiança institucional e ressaltam a importância do STF para a democracia.

Contexto e principais resultados da pesquisa

A pesquisa Datafolha foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O questionário abordou três temas centrais: poder dos ministros, confiança no tribunal e percepção sobre a sua função democrática.

Os números revelam que:

  • 76% dos entrevistados afirmam que os ministros do STF têm poder demais.
  • 18% discordam dessa afirmação.
  • 3% permanecem neutros.
  • 4% não souberam responder.

Quanto à reputação do STF, 77% acreditam que a população confia menos no tribunal agora do que no passado. Apenas 16% discordam dessa percepção, enquanto 3% se mantêm indecisos e 4% não responderam.

Por outro lado, a pesquisa mostra que 71% consideram o STF essencial para proteger a democracia brasileira. Esse apoio contrasta com a desconfiança expressa em relação ao poder dos ministros.

Detalhes da crise institucional no Supremo

A crise no STF ganhou força após a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre o caso do banco Master. O documento, tornado público em 1º de setembro, contém mensagens enviadas pelo ex‑banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro e incluem pedidos de orientação e proteção diante das investigações. Parte do conteúdo foi trocada antes da primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em novembro de 2025.

A Procuradoria‑Geral da República (PGR) solicitou a nulidade do relatório, e o plenário do STF ainda deve decidir sobre o assunto. Enquanto isso, o ministro André Mendonça, relator do caso, tem sido alvo de acusações de monitoramento ilegal pela Polícia Federal.

Em 3 de setembro, Moraes apresentou indícios de irregularidades contra Mendonça, citando possíveis crimes como improbidade administrativa e abuso de autoridade. No entanto, os documentos continham ressalvas de que não possuíam valor probatório.

Com base nas alegações, Moraes pediu a investigação de Mendonça no inquérito das fake news, do qual era relator. Mendonça, por sua vez, alegou ter sido monitorado e questionou a validade dos documentos usados contra ele.

O ministro Edson Fachin interveio, retirando o pedido de investigação de Mendonça e assumindo a relatoria do caso. Essa decisão gerou novas tensões entre os ministros.

Repercussões políticas e institucionais

A disputa chegou ao comando da Polícia Federal quando, em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento do diretor‑geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, alegando monitoramento ilegal.

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração de Rodrigues e Almada, criando duas decisões conflitantes. Fachin, presidente do STF, suspendeu ambas as medidas, mantendo Rodrigues no cargo e exigindo explicações ao diretor‑geral da PF.

Andrei Rodrigues, em manifestação enviada a Fachin na sexta‑feira (11), negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular pela inteligência da corporação, em cumprimento de ordem judicial.

Para discutir o relatório da PF e a situação institucional, Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário para terça‑feira (15). A reunião deve analisar a validade dos documentos, o alcance das investigações e os limites do poder dos ministros.

Especialistas apontam que a crise pode aprofundar a polarização política e afetar a credibilidade do Judiciário. Alguns sugerem a necessidade de reformas que aumentem a transparência e o controle externo sobre as decisões do STF.

Ao mesmo tempo, a maioria dos entrevistados ainda vê o tribunal como guardião da democracia, indicando que, apesar das críticas, a instituição mantém um papel central na proteção dos direitos fundamentais.

O debate público sobre o equilíbrio entre poder judiciário e demais poderes continua, e a próxima sessão do STF será observada de perto por toda a sociedade.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loader-image
Guarulhos, BR
2:21 pm, set 17, 2026
temperature icon 13°C
Chuva irregular nas proximidades
1025 mb
Hora
3:00 pm
temperature icon
12°/13°°C 0.01 mm 29% 14 Km/h 87% 1024 mb 0 cm
6:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0.01 mm 35% 13 Km/h 94% 1025 mb 0 cm
9:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 37% 12 Km/h 95% 1026 mb 0 cm
12:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 35% 12 Km/h 93% 1025 mb 0 cm
3:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 32% 11 Km/h 93% 1024 mb 0 cm
6:00 am
temperature icon
11°/12°°C 0 mm 30% 12 Km/h 91% 1025 mb 0 cm
9:00 am
temperature icon
13°/15°°C 0.01 mm 24% 13 Km/h 80% 1026 mb 0 cm
12:00 pm
temperature icon
16°/17°°C 0 mm 18% 10 Km/h 70% 1023 mb 0 cm