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Itens de K‑pop no Rock in Rio 2026 podem chegar a R$ 600: skzoos, lightsticks e photocards

Na sexta‑feira, dia 11 de setembro, o Rock in Rio 2026 recebeu uma multidão de fãs de K‑pop que levaram ao festival itens de colecionismo que podem custar até seiscentos reais. O evento, realizado na Cidade do Rock, contou com apresentações de grupos como Stray Kids, Hwasa e Nexz, além de transmissões ao vivo pelo Multishow e Canal Bis.

Photocards: coleções e trocas entre fãs

Os photocards são fotos impressas de artistas que se tornaram objetos de desejo nas comunidades de fãs. Normalmente colados em capas de celular, eles ajudam a identificar a filiação a um fandom específico, como o “tribo” dos admiradores de um determinado ídolo.

Além de servir como decoração, os photocards são usados como moeda de troca. Em filas e encontros informais, fãs negociam imagens raras, criando verdadeiras redes de intercâmbio. Uma seguidora chegou a confeccionar um cinto personalizado usando vários photocards alinhados.

Os preços variam de acordo com a edição e a popularidade do artista. Enquanto alguns cartões são distribuídos como brindes gratuitos, outros chegam ao mercado por valores entre R$ 20 e R$ 50. Essa faixa de preço torna o item acessível, mas ainda assim desejado.

Skzoos do Stray Kids: preço e popularidade

Os skzoos são pelúcias oficiais da banda Stray Kids, que ganharam status de símbolo entre os fãs brasileiros. Cada figura representa um dos membros e costuma ser exibida com orgulho nas áreas de convivência do festival.

O custo desses bichinhos varia consideravelmente. Na loja oficial, os skzoos podem ser encontrados nos seguintes intervalos de preço:

  • Modelo padrão: R$ 100 a R$ 210
  • Versão limitada: R$ 250 a R$ 310

Essa variação reflete a exclusividade da edição e a demanda do público. Muitos fãs chegam ao Rock in Rio com vários skzoos, formando verdadeiros grupos temáticos que chamam a atenção dos demais participantes.

Além do valor monetário, os skzoos funcionam como ponto de conexão social. Quando dois fãs exibem pelúcias diferentes, a curiosidade surge imediatamente, gerando conversas espontâneas que podem se transformar em amizades duradouras.

Lightsticks: luzes que custam até R$ 600

Os lightsticks são bastões de luz personalizados que acompanham as performances ao vivo, sincronizando cores e vibrações com as músicas. Cada grupo de K‑pop tem seu modelo exclusivo, reconhecível pelos fãs.

Entre os exemplos mais comentados estão os “moobongs” da banda Mamamoo, usados também pelos fãs da integrante Hwasa durante sua apresentação solo. No Brasil, esses bastões chegam a custar cerca de R$ 300.

Para o Stray Kids, o lightstick oficial tem preço entre R$ 230 e R$ 560, dependendo da edição e dos acessórios incluídos. Já o modelo do grupo Nexz está anunciado por aproximadamente R$ 368.

Esses dispositivos não são apenas objetos de consumo; eles criam um espetáculo visual coletivo. Quando milhares de luzes piscam ao ritmo da música, o efeito cria uma atmosfera única que reforça o sentimento de pertencimento ao fandom.

A troca de freebies na fila e a experiência dos fãs

Antes mesmo dos portões do Rock in Rio se abrirem, os fãs já se organizavam para trocar “freebies” – pequenos brindes como adesivos, doces, chaveiros e cartões temáticos. Muitos chegam ao festival com sacolas recheadas de itens preparados em casa.

Uma fã descreveu seu ritual de montagem: cada saquinho continha duas balas, um adesivo e pequenas estrelas brilhantes. Ela distribuía os pacotes enquanto recebia lembrancinhas de outros participantes, fomentando um clima de camaradagem.

A troca acontece em diferentes momentos da espera: na fila, nos pontos de alimentação e até nas áreas de descanso. Cada oferta de presente abre espaço para uma conversa, permitindo que desconhecidos se tornem amigos antes mesmo do primeiro show.

Esse intercâmbio de brindes também funciona como estratégia de divulgação. Quando um fã exibe um item exclusivo, como um photocard raro ou um skzoo de edição limitada, ele chama a atenção de outros colecionadores, gerando curiosidade e desejo de adquirir o mesmo objeto.

Além dos objetos físicos, a troca de freebies cria memórias afetivas que permanecem muito depois do festival. Muitos participantes guardam os sacos recebidos como lembrança de um momento de conexão autêntica com a comunidade K‑pop.

Impacto econômico e cultural do K‑pop no Rock in Rio

O ingresso de grupos de K‑pop ao line‑up do Rock in Rio representa um marco cultural significativo. Pela primeira vez, artistas como Stray Kids são os headliners do festival, atraindo um público jovem e altamente engajado.

Esse engajamento se traduz em movimentação econômica nas áreas de merchandising. Vendedores ambulantes aproveitam a fila para comercializar produtos oficiais e artesanais, enquanto lojas online registram picos de vendas nas semanas que antecedem o evento.

Os valores elevados dos itens – especialmente os lightsticks que podem chegar a R$ 600 – refletem tanto a qualidade dos materiais quanto a exclusividade da marca. Essa combinação de fatores faz com que os fãs estejam dispostos a investir quantias consideráveis para garantir seu lugar no universo visual do K‑pop.

Do ponto de vista da mídia, a transmissão ao vivo do festival em múltiplas plataformas amplia ainda mais a exposição dos produtos. Ao assistir ao show, espectadores de todo o país podem observar os milhares de lightsticks sincronizados, despertando o interesse em adquirir o próprio bastão.

Assim, o K‑pop não apenas enriquece a programação musical do Rock in Rio, mas também impulsiona uma cadeia de consumo que envolve produção, distribuição e comércio de artigos colecionáveis.

Perspectivas para os próximos dias de festival

O segundo final de semana do Rock in Rio 2026 continua com uma programação diversificada. No Palco Mundo, além de Stray Kids, Hwasa e Nexz, o DJ brasileiro Alok apresenta o projeto Keep Art Human, que combina música eletrônica com performances de dança.

No Palco Sunset, o foco recai sobre jazz, soul, R&B e MPB, com o jamiroquai como headliner. Artistas como PJ Morton, Luedji Luna e Zaynara também compõem o line‑up, oferecendo opções para diferentes gostos musicais.

Para os fãs de K‑pop, os dias que se seguem prometem mais oportunidades de exibir seus itens de coleção. Cada apresentação é um convite para acender o lightstick, exibir o skzoo ou trocar photocards, reforçando o senso de comunidade.

Com transmissões ao vivo programadas para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, o festival garante que quem não puder estar presente fisicamente ainda assim acompanhe a energia dos shows e a vibração dos fãs.

Em resumo, a presença marcante de itens de K‑pop no Rock in Rio evidencia como a cultura sul‑coreana se integra ao cenário musical brasileiro, criando uma experiência única que combina som, luz e colecionismo.

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