Na manhã desta sexta‑feira, 11 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou de uma cerimônia no Pentágono que marcou o vigésimo quinto aniversário dos ataques de 11 de setembro. O evento reuniu autoridades militares, familiares das vítimas e representantes da sociedade civil para homenagear os quase três mil mortos e reafirmar o compromisso americano com a luta contra o terrorismo.
Comemoração no Pentágono
O Pentágono, sede do Departamento de Defesa, foi o palco central da cerimônia oficial. A escolha do local simboliza a resposta militar dos EUA ao ataque, que desencadeou a chamada “guerra ao terror”. O presidente chegou ao edifício acompanhado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e por membros da família de vítimas que ainda carregam as cicatrizes daquele dia.
Ao iniciar o programa, foi exibido um vídeo com imagens de arquivo que mostrava os aviões colidindo contra as Torres Gêmeas, o Pentágono e o voo United 93 que caiu na Pensilvânia. As imagens foram intercaladas com depoimentos de sobreviventes e de socorristas que trabalharam nas primeiras horas de resgate.
Em seguida, um minuto de silêncio foi observado, seguido por a salva de tiros e o toque da bandeira ao meio‑dia. O ritual seguiu a tradição estabelecida desde 2002, quando o primeiro memorial foi erigido em Nova York.
Discursos de Trump e Hegseth
Donald Trump subiu ao púlpito e, em duas frases curtas, enfatizou que o país “enfrentou de frente o mal genuíno” e que “nunca, nunca será esquecido e é por isso que lutamos hoje”. O presidente destacou que a determinação americana permanece inabalável e que a ameaça terrorista ainda exige vigilância constante.
Ele ainda lembrou que, após os ataques, os EUA lançaram operações militares em Afeganistão e Iraque, citando a necessidade de levar os responsáveis à justiça. Trump afirmou que, embora o mundo tenha mudado, a missão de proteger a liberdade permanece a mesma.
Pete Hegseth, ao lado de Trump, elogiou as equipes de emergência que responderam ao ataque e chamou os cidadãos americanos de “heróis que encararam a morte de frente”. Em seu discurso, Hegseth ressaltou que o 11 de setembro foi um dos dias mais sombrios da história americana, mas que “o mal não conseguiu prevalecer”.
Hegseth também afirmou que os EUA continuam enviando terroristas “para o inferno, que é onde eles pertencem” e concluiu com a frase: “Vamos terminar esta luta”. A retórica forte ecoou a política de segurança nacional que tem guiado a estratégia americana nas últimas décadas.
Memórias e reflexões nacionais
Além do evento no Pentágono, cidades como Nova York, Washington D.C. e Los Angeles organizaram cerimônias simultâneas. Em Nova York, o Memorial & Museum do 11 de Setembro recebeu milhares de visitantes, enquanto em Washington D.C. o National Mall foi iluminado com velas em homenagem às vítimas.
Um dos momentos mais emocionantes foi a leitura de nomes das vítimas, realizada por uma corista que recitou cada um dos 2.977 nomes em ordem alfabética. O público se manteve em silêncio, demonstrando respeito e solidariedade.
Para contextualizar os acontecimentos, segue uma lista resumida dos principais ataques de 11 de setembro de 2001:
- 08h46 – Primeiro avião atinge a Torre Norte do World Trade Center.
- 09h03 – Segundo avião colide com a Torre Sul.
- 09h37 – Voo American Airlines 77 colide com o Pentágono.
- 10h03 – Voo United 93 cai na Pensilvânia após a intervenção dos passageiros.
O impacto imediato dos ataques provocou a morte de quase três mil pessoas, mas as consequências de longo prazo foram ainda mais devastadoras. Milhares de moradores de Nova York sofreram problemas respiratórios crônicos devido à poeira tóxica liberada pelos edifícios desabados, aumentando o número total de vítimas ao longo dos anos.
Especialistas em saúde pública apontam que, até hoje, o número de mortes relacionadas à exposição à fumaça ultrapassa o total de vítimas no dia dos ataques. O governo federal tem investido em programas de assistência médica para os sobreviventes, mas ainda há muito a ser feito.
O legado do 11 de setembro também se reflete nas políticas de segurança internacional. A criação do Departamento de Segurança Interna (DHS) e a ampliação das agências de inteligência foram respostas diretas ao ataque. Além disso, a legislação antiterrorismo foi reforçada, alterando o panorama jurídico dos Estados Unidos.
Entretanto, críticos argumentam que algumas medidas adotadas comprometeram liberdades civis e geraram debates sobre vigilância em massa. O debate continua ativo, especialmente à medida que novas tecnologias de monitoramento são implementadas.
Nos últimos 25 anos, o país também tem comemorado atos de resiliência. Programas de educação sobre o terrorismo, iniciativas de apoio psicológico para veteranos e projetos de reconstrução urbana são exemplos de como a sociedade tem buscado transformar a dor em aprendizado.
Ao encerrar a cerimônia, Trump concluiu seu discurso com a frase “Nunca vamos nos esquecer, e é por isso que lutamos hoje”, reforçando a mensagem de que a memória coletiva deve servir de guia para as ações futuras.
O evento foi amplamente transmitido ao vivo por canais de notícias e redes sociais, alcançando milhões de espectadores ao redor do mundo. Comentários nas plataformas digitais destacaram a importância de lembrar o passado para evitar a repetição de tragédias semelhantes.
Em síntese, o 25º aniversário do 11 de setembro não apenas rememorou a perda de vidas inocentes, mas também reforçou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança global e a defesa dos valores democráticos. Enquanto o país avança, a esperança de que o terror nunca mais encontre terreno fértil permanece como o principal legado da memória desse dia sombrio.








