Na manhã da sexta‑feira (11), antes da abertura dos portões da Cidade do Rock, fãs de K‑pop formaram uma longa fila para assistir ao show do Stray Kids, e vendedores ambulantes aproveitaram a espera para oferecer acessórios com a imagem dos integrantes do grupo.
Fila de fãs e oportunidade de negócio
O clima era de entusiasmo e ansiedade. Enquanto a chuva fina caía sobre o local, milhares de admiradores do Stray Kids aguardavam a entrada no Palco Mundo. Foi nesse cenário que alguns empreendedores de rua identificaram um nicho de consumo imediato.
João, Eduardo, Luan e Bruna, entre outros, chegaram bem antes da abertura oficial, por volta das quatro da manhã, para montar suas barracas improvisadas. Eles carregavam caixas, mesas dobráveis e, principalmente, produtos que celebravam a identidade visual do grupo sul‑coreano.
Ao observar a movimentação, os vendedores perceberam que a fila não era apenas um obstáculo logístico, mas também um ponto de encontro de fãs dispostos a gastar com itens exclusivos. Essa constatação transformou a espera em um verdadeiro mercado temporário.
Os produtos e seus preços
Os itens mais vendidos foram leques, fotos impressas e mini‑bonecos da linha SKZOO, inspirados nos membros do Stray Kids. Cada leque trazia o rosto de um integrante, com cores vibrantes e detalhes que remetiam ao estilo visual das capas de álbuns.
Os preços variavam entre R$ 25 e R$ 40, dependendo do tipo de produto e da complexidade da impressão. As fotos, geralmente em formato A5, custavam R$ 30, enquanto os bonecos colecionáveis, mais elaborados, eram vendidos por R$ 40.
Para facilitar a visualização, segue a lista de produtos mais populares:
- Leque com rosto de Lee Know – R$ 25
- Leque com rosto de Bang Chan – R$ 25
- Foto em alta resolução do grupo – R$ 30
- Mini‑boneco SKZOO (personagem inspirado) – R$ 40
Além dos itens impressos, alguns vendedores ofereciam capas de celular e adesivos personalizados, que complementavam o portfólio e aumentavam o ticket médio.
Como os vendedores se diferenciam
Um dos diferenciais foi a produção artesanal dos produtos. João explicou que a gráfica responsável pelas impressões pertence à sogra, que também é fã do grupo e ajudou a criar os designs. Cada leque era dobrado à mão, e as fotos eram cortadas com cuidado para garantir qualidade.
Os vendedores também se destacaram pelo conhecimento aprofundado sobre o Stray Kids. Eles identificavam cada integrante, falavam sobre as músicas mais recentes e até sugeriam quais itens combinavam melhor com o estilo de cada fã.
Essa abordagem consultiva criou uma experiência de compra mais pessoal. Quando um cliente perguntava quem era o “Hyunjin”, o vendedor respondia rapidamente, apontando a foto correspondente e oferecendo o leque daquele integrante.
Além disso, a maioria dos vendedores utilizava uniformes simples – camisetas pretas com o logotipo do Stray Kids – que reforçavam a identidade visual e facilitavam a identificação pelos fãs na fila.
Impacto no Rock in Rio e perspectivas
O movimento de vendas ambulantes não passou despercebido pelos organizadores do festival. Embora a política oficial proíba a comercialização de produtos não autorizados dentro dos limites do evento, a presença desses vendedores nas áreas externas gerou uma renda extra para a comunidade local.
Para os fãs, a oportunidade de adquirir itens exclusivos antes mesmo de entrar no recinto foi vista como um benefício adicional da experiência do Rock in Rio. Muitos relataram que os leques ajudaram a se refrescar durante a chuva e ainda serviram como lembrança da primeira vez que viram o Stray Kids ao vivo.
Do ponto de vista econômico, estima‑se que os vendedores tenham faturado entre R$ 5 mil e R$ 8 mil apenas na manhã de sexta‑feira, considerando a alta demanda e a margem de lucro dos produtos artesanais.
Olhar para o futuro, os empreendedores planejam expandir a linha de produtos para os próximos shows de K‑pop no festival, incluindo camisetas, bonés e até acessórios de tecnologia como fones de ouvido personalizados.
Essa estratégia demonstra como eventos de grande porte podem criar oportunidades de micro‑empreendedorismo, especialmente quando há um público jovem, conectado e disposto a investir em itens que expressem sua identidade cultural.
Em resumo, a fila do Stray Kids no Rock in Rio se transformou em um micro‑mercado vibrante, onde a criatividade, o conhecimento musical e a capacidade de adaptação geraram lucro e reforçaram a relação entre fãs e artistas.








