Na manhã de sexta‑feira, 11 de setembro, milhares de fãs de K‑pop já ocupavam a entrada da Cidade do Rock, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, antes mesmo da abertura oficial dos portões do festival. O clima frio e a chuva não impediram que mais de duzentas pessoas esperassem ansiosas, demonstrando a força da comunidade sul‑coreana no Brasil.
A madrugada na Cidade do Rock: preparação dos fãs
Os primeiros relatos apontam que o movimento começou por volta das 5h30, quando ainda era quase impossível enxergar o céu devido à neblina que se formava sobre a pista de dança improvisada. Jovens carregavam mochilas, capas de chuva e guarda‑chuvas coloridos, transformando a fila em um verdadeiro desfile de moda urbana.
Além dos itens de proteção contra o tempo, muitos fãs traziam objetos pessoais que simbolizavam seu amor pelos grupos, como fotos autografadas, lightsticks personalizados e camisetas com slogans em coreano. Esses acessórios funcionam como bandeiras que reforçam a identidade coletiva dentro da multidão.
Conforme as horas avançavam, a energia do grupo aumentava. Conversas animadas sobre coreografias, letras de músicas e curiosidades sobre a vida dos idols preenchiam o ar, criando um ambiente quase tão vibrante quanto o próprio palco do festival.
O line‑up de K‑pop e a expectativa pelos artistas
O destaque da segunda semana do Rock in Rio foi, sem dúvidas, o Palco Mundo dedicado ao K‑pop. O grupo sul‑coreano Stray Kids assumiu a posição de headliner, marcando a primeira vez que um artista desse gênero lidera o festival.
Ao lado de Stray Kids, o público também aguardava a apresentação do grupo Nexz e da cantora Hwasa, que prometem trazer performances de alta energia e coreografias elaboradas.
- Stray Kids – Headliner
- Nexz – Abertura
- Hwasa – Show especial
Para muitos fãs, a presença desses artistas representa a consolidação do K‑pop como força global, capaz de atrair multidões em um dos maiores eventos musicais da América Latina.
Além das atrações coreanas, o DJ brasileiro Alok trouxe ao festival o espetáculo “Keep Art Human”, que combina música eletrônica com um extenso grupo de bailarinos, criando um contraste visual entre a cultura ocidental e oriental.
Clima, infraestrutura e estratégias dos organizadores
Apesar da chuva fina que começou por volta das 4h, a organização do Rock in Rio manteve a estrutura de segurança e assistência ao público, oferecendo pontos de aquecimento, distribuidores de água quente e áreas cobertas para quem precisava se abrigar.
Os organizadores também reforçaram a comunicação via aplicativos móveis, enviando alertas sobre a abertura dos portões, localização de banheiros e opções de alimentação. Essa estratégia ajudou a reduzir a ansiedade dos fãs que esperavam por informações precisas.
Para evitar aglomerações excessivas, a equipe de segurança adotou um controle de fluxo por setores, permitindo que grupos menores de pessoas entrassem de forma escalonada, mantendo o distanciamento recomendado.
Impacto cultural e perspectivas para as próximas edições
O sucesso da madrugada de K‑pop no Rock in Rio demonstra a crescente influência da cultura sul‑coreana no Brasil, especialmente entre os jovens que consomem música, moda e conteúdo digital de forma integrada.
Especialistas apontam que eventos como esse podem abrir portas para mais colaborações entre artistas ocidentais e coreanos, gerando novos projetos musicais e oportunidades de negócios no mercado de entretenimento.
Para as próximas edições do festival, a expectativa é que a programação inclua mais blocos dedicados a gêneros internacionais, reforçando a proposta de diversidade musical que tem sido a marca registrada do Rock in Rio.
Enquanto isso, os fãs que passaram a noite na fila continuam celebrando nas redes sociais, compartilhando fotos, vídeos e depoimentos que reforçam o sentido de comunidade e pertencimento a um movimento global.








