Mestrinho fez sua segunda passagem pelo Rock in Rio, apresentando o forró em sua essência mais pura. O show ocorreu no dia 12 de setembro, no Palco Global Village, e trouxe ao público a combinação única entre sanfona e a tradição do ritmo nordestino.
A estreia de Mestrinho no Rock in Rio
Em 2024, o sanfoneiro de 37 anos conquistou o público ao abrir o festival com um repertório que misturava clássicos do forró e hinos do rock internacional. Ele iniciou sua apresentação com “A Volta da Asa Branca” e “Que Nem Jiló”, demonstrando a força melódica da sanfona.
Logo em seguida, inseriu trechos de “Love of My Life” e “We Are The Champions”, do Queen, além de “Sweet Child O’ Mine”, dos Guns N’ Roses. Essa fusão mostrou a versatilidade do instrumento, capaz de dialogar com diferentes estilos sem perder a identidade.
A escolha de repertório não foi aleatória; Mestrinho sempre foi fã de rock, citando influências como Queen, Beatles e David Bowie. Ele explicou que a sanfona pode ser universal, desde que o músico compreenda a sensibilidade de cada gênero.
O artista destacou que o Rock in Rio tem aberto espaço para o forró desde a primeira edição, em 1985, quando nomes como Elba Ramalho e Alceu Valença subiram ao palco. Hoje, ele vê o festival como um ambiente que mistura gêneros e mantém a essência musical.
A importância do forró no festival
Para Mestrinho, a presença do forró no Rock in Rio é “satisfatória” e demonstra que há uma dosagem correta entre os estilos. Ele afirma que o festival, embora tenha o nome rock, nunca deixou de ser um evento de música abrangente.
O sanfoneiro ressalta que artistas como Dominguinhos e Gilberto Gil foram fundamentais para entender que a música pode transitar livremente entre gêneros. Dominguinhos, seu ídolo, mostrou que a sanfona tem lugar em qualquer cenário musical.
Gilberto Gil, por sua vez, exemplifica a capacidade de um artista de se reinventar, gravando discos de reggae, MPB e outros ritmos sem perder sua identidade. Mestrinho usa esses exemplos como inspiração para sua própria trajetória.
Ele ainda destaca que a amizade e a colaboração são pilares essenciais em sua carreira. Trabalhou ao lado de Dominguinhos por muitos anos e participou da “Última Turnê” de Gilberto Gil, experiências que ampliaram sua visão musical.
Projetos e influências que marcam sua carreira
Em 2025, Mestrinho lançou o projeto “Dominguinho”, ao lado de João Gomes e Jota.Pê, que se tornou um marco importante. O trio já está em sua segunda turnê nacional, celebrando a herança do grande sanfoneiro.
O artista relata que o projeto mudou sua vida não apenas financeiramente, mas também emocionalmente. Ele afirma que a parceria nasceu da amizade e da afinidade, e não apenas de critérios técnicos.
Ele descreve o “Dominguinho” como um ponto de virada: “Já tinha uma carreira estável, mas esse projeto elevou tudo a outro patamar”. O reconhecimento trouxe novas oportunidades e reforçou seu compromisso com o forró.
Além desses projetos, Mestrinho mantém uma lista de influências que guiam seu trabalho diário:
- Dominguinhos – mestre da sanfona e mentor.
- Gilberto Gil – exemplo de versatilidade artística.
- Queen – referência de criatividade e energia no palco.
- Beatles – inspiração melódica e inovadora.
- David Bowie – ousadia e reinvenção constante.
Essas influências ajudam a moldar seu repertório, que combina tradição e modernidade. Cada apresentação busca equilibrar o respeito às raízes do forró com a experimentação de novos sons.
No Rock in Rio, Mestrinho pretende reforçar que a sanfona tem lugar ao lado de guitarras e baterias, mostrando que o forró pode ser tão grandioso quanto qualquer outro gênero. Seu objetivo é que o público saia do festival com a sensação de ter vivenciado algo genuíno e emocionante.
Com a energia contagiante de suas performances, ele espera inspirar novos músicos a explorar a sanfona como instrumento universal. A mensagem central é clara: a música transcende fronteiras quando há sensibilidade e respeito pelos diferentes estilos.








