Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) mostrou que Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para um eventual segundo turno em Minas Gerais. O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, com 1.506 entrevistados a partir de 16 anos. Apesar da vantagem de 3 pontos percentuais, a margem de erro de três pontos deixa os candidatos tecnicamente empatados.
Desempenho por gênero e faixa etária
Nos segmentos de gênero, a preferência por Flávio supera a de Lula entre os eleitores masculinos, enquanto as mulheres mostram uma leve inclinação ao petista. A diferença de apoio entre os gêneros está dentro da margem de erro de três a quatro pontos, o que indica que o cenário ainda pode mudar.
Entre os jovens de 16 a 34 anos, Flávio registra 42% das intenções, enquanto Lula tem 35%. Já no grupo de 35 a 59 anos, a vantagem diminui, com 39% para Flávio e 38% para Lula. Na faixa de 60 anos ou mais, o apoio se equilibra ainda mais, com 38% para ambos os candidatos. Cada faixa etária tem margens de erro que variam de cinco a quatro pontos percentuais.
Análise por escolaridade e renda
O nível de escolaridade também influencia a distribuição das intenções de voto. Entre eleitores com ensino fundamental, Flávio lidera com 41%, enquanto Lula tem 36%. No médio, a diferença é menor, 40% a 38%. Entre os que têm ensino superior, a disputa fica ainda mais apertada, com 39% para Flávio e 38% para Lula, dentro de uma margem de erro de seis pontos.
Quando a renda familiar é considerada, os eleitores que recebem até dois salários mínimos apresentam 42% de apoio a Flávio e 34% a Lula. Entre quem ganha entre dois e cinco salários, a vantagem de Flávio cai para 39% contra 36% de Lula. Já os que recebem mais de cinco salários mínimos mostram uma quase igualdade, 38% a 37%, com margens de erro de cinco pontos.
Perfil religioso e orientação política
Entre os eleitores que se declaram católicos, Flávio tem 40% de apoio, enquanto Lula tem 36%. Já os evangélicos, a preferência por Flávio aumenta para 43%, com Lula em 33%, refletindo uma margem de erro de cinco pontos.
Na divisão política, os eleitores que se identificam como lulistas dão a Lula 45% de apoio, enquanto Flávio obtém 33%. Por outro lado, os independentes mostram 39% para Flávio e 35% para Lula. Os eleitores de direita não bolsonarista dão a Flávio 38% e a Lula 36%.
- Feminino – margem de erro: 3 pontos percentuais
- Masculino – margem de erro: 4 pontos percentuais
- 16 a 34 anos – margem de erro: 5 pontos percentuais
- 35 a 59 anos – margem de erro: 4 pontos percentuais
- 60 anos ou mais – margem de erro: 5 pontos percentuais
- Fundamental – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Médio – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Superior – margem de erro: 6 pontos percentuais
- Até 2 salários mínimos – margem de erro: 5 pontos percentuais
- Mais de 2 a 5 salários mínimos – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Mais de 5 salários mínimos – margem de erro: 5 pontos percentuais
- Branca – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Parda – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Preta – margem de erro: 7 pontos percentuais
- Católica – margem de erro: 3 pontos percentuais
- Evangélica – margem de erro: 5 pontos percentuais
- Lulista – margem de erro: 6 pontos percentuais
- Esquerda não lulista – margem de erro: 7 pontos percentuais
- Independente – margem de erro: 4 pontos percentuais
- Direita não bolsonarista – margem de erro: 5 pontos percentuais
- Bolsonarista – margem de erro: 6 pontos percentuais
O resultado da Quaest reforça a tradição de Minas Gerais como o “estado pêndulo” nas eleições presidenciais. Desde 1989, todos os presidentes eleitos conquistaram a maioria dos votos no estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do país.
Nas eleições de 2022, Lula venceu em Minas Gerais com 50,20% dos votos, enquanto Jair Bolsonaro ficou com 49,80%. No cenário nacional, o petista alcançou 50,90% dos votos válidos, e o candidato do PL, 49,10%.
Com a pesquisa indicando uma liderança de Flávio, mas dentro da margem de erro, analistas políticos alertam que a campanha ainda tem muito caminho pela frente. Estratégias de mobilização, alianças regionais e debates podem alterar significativamente o panorama até o dia da votação.
O número de registro da pesquisa no TSE é MG-04716/2026, e o nível de confiança adotado foi de 95%, garantindo a robustez dos resultados apresentados.








