Na noite de segunda‑feira, 7 de setembro de 2026, o cantor Belo subiu ao Palco Favela do Rock in Rio e entregou um espetáculo que reafirmou o pagode como forma de poesia. O show, que durou 52 minutos, marcou a presença do artista no maior festival de música da América Latina.
Belo no Palco Favela: um retorno triunfal
Vestido com um conjunto prateado que refletia as luzes do palco, Belo iniciou a apresentação com o sucesso “Perfume”, um dos maiores hits da sua carreira. A abertura trouxe imediatamente a plateia para um clima de nostalgia e romance, com a voz do cantor descrevendo o aroma da amada que paira no ar.
Ao longo da apresentação, o artista fez uma viagem pelas suas principais composições, demonstrando a versatilidade que o tornou um ícone do pagode contemporâneo. Cada música foi acompanhada por arranjos que mesclavam instrumentos acústicos e eletrônicos, reforçando a ideia de que a tradição pode conviver com a inovação.
- Perfume
- Adrenalina
- Preciso Te Amar
- Vício
- Razão da Minha Vida
- Mel
- Desse Jeito é Ruim Para Mim
O público, que ocupava todos os cantos do Palco Favela, respondeu com gritos de “Belo!” a cada refrão, demonstrando a conexão profunda entre o artista e seus fãs. Mesmo diante de artistas de outros gêneros, como Jon Batiste, a energia do pagode dominou o ambiente.
O espetáculo: música, dança e cenografia
Além da voz marcante, o show contou com uma produção visual impressionante. Mais de dez dançarinas vestidas de top e sainhas sambavam sincronizadas ao redor de Belo, criando um efeito visual de movimento constante.
Ao fundo, uma cidade cenográfica simulava lajes, mesas de bar e até uma quadra de basquete, remetendo ao cotidiano das favelas que inspiram as letras do cantor. Essa ambientação reforçou a mensagem de que o pagode nasce das ruas e das histórias de quem vive nelas.
Os efeitos de iluminação foram usados para destacar momentos de maior carga emotiva. Quando Belo cantou “Desse Jeito é Ruim Para Mim”, as luzes ficaram mais suaves, permitindo que a letra poética ganhasse ainda mais destaque.
Os seguranças do festival, que estavam filmando com seus celulares, foram capturados cantando o refrão de “Recomeçar”, mostrando que a música de Belo transcende o palco e contagia todos os presentes.
Significado cultural e a escolha de Belo
Em entrevista ao G1, semanas antes do show, Belo explicou que sua ligação com o pagode vai além da música: “O Favela tem mais a ver comigo e com todo o meu povo do pagode, preto e de periferia”. Essa declaração reforça a identidade cultural que o artista carrega e que ele trouxe ao Rock in Rio.
Durante a apresentação, Belo afirmou estar “representando a Baixada” e convocou o público a transformar o Palco Favela no maior de todos. Essa postura reforça a ideia de que o palco não é apenas um espaço físico, mas um símbolo de resistência e afirmação.
O festival reconheceu a importância de Belo ao conceder-lhe o título de embaixador do Palco Favela nesta edição. Na comunidade, a coroa já era dele há tempos, e o show serviu como confirmação desse status.
Ao encerrar, o artista agradeceu ao público e reforçou seu compromisso com a música popular brasileira, prometendo continuar a levar o pagode para grandes palcos sem perder a essência das raízes. O encerramento foi marcado por um último refrão que ecoou por toda a área do festival, deixando uma sensação de celebração coletiva.








