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Aumento de casos de mpox no Rio: o que saber sobre transmissão, sintomas e vacinação

Em setembro e outubro de 2024, a capital fluminense registrou 74 novos casos de mpox, um salto de sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado. O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina e enviou 2 mil doses ao Rio, elevando o total disponível para a região. O cenário nacional, porém, continua muito abaixo do pico de 2022, com 665 casos confirmados em 2024.

Crescimento dos casos no Rio de Janeiro

Os números divulgados pela Secretaria de Saúde do Rio mostram que a maioria das infecções foi confirmada em unidades de pronto‑atendimento e hospitais públicos. O aumento repentino despertou a atenção das autoridades, que intensificaram a vigilância epidemiológica e a comunicação com a população.

Embora o surto seja concentrado na capital, cidades do interior também relataram casos isolados, indicando que o vírus ainda circula em diferentes regiões do estado. Os profissionais de saúde alertam para a necessidade de diagnóstico rápido, pois o tratamento precoce pode reduzir complicações.

O Ministério da Saúde, ao autorizar a compra de 20 mil doses, pretende reforçar os estoques do SUS e garantir que as unidades de saúde tenham disponibilidade para vacinação de grupos de risco. Até o momento, 3,5 mil doses já foram destinadas ao Rio em 2024, incluindo as enviadas diretamente pelo governo federal.

Como a mpox se transmite e quais são os riscos

A transmissão da mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões cutâneas ou mucosas de pessoas infectadas. O vírus também pode ser espalhado por secreções corporais, como saliva, e por objetos contaminados.

Os principais modos de transmissão são:

  • Contato pele a pele com lesões ativas;
  • Beijo ou troca de saliva quando há lesões na boca ou nos lábios;
  • Compartilhamento de toalhas, roupas, lençóis ou utensílios pessoais;
  • Exposição prolongada a secreções respiratórias em ambientes fechados.

É importante destacar que a mpox não se espalha pelo ar da mesma forma que o sarampo ou a gripe. O risco aumenta em situações de contato íntimo ou durante atividades que envolvem proximidade física prolongada.

Pessoas com sistema imunológico comprometido – como portadores de HIV não tratados, transplantados ou pacientes em quimioterapia – apresentam maior vulnerabilidade a formas mais graves da doença. Mesmo assim, a letalidade global permanece abaixo de 1% nos surtos recentes.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Os primeiros sinais da mpox podem ser confundidos com outras infecções virais, como febre, dor de cabeça e mal‑estar geral. Dentro de 1 a 3 dias, surgem lesões na pele que evoluem de manchas ou pequenas bolhas para pústulas e, finalmente, crostas.

As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, inclusive na região genital, na boca e nas mãos. Em alguns casos, elas surgem sem febre prévia, dificultando o reconhecimento precoce.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Febre baixa a moderada;
  • Linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos);
  • Erupções cutâneas que evoluem de maculas a vesículas e crostas;
  • Prurido ou dor nas áreas afetadas.

O diagnóstico é confirmado por PCR a partir de amostras de lesões ou de secreções orais. O tratamento de suporte, que inclui hidratação, analgésicos e cuidados com a higiene das lesões, é suficiente para a maioria dos pacientes.

Em casos de alto risco, antivirais como o tecovirimat podem ser prescritos, reduzindo a duração dos sintomas e a carga viral. No entanto, o acesso a esses medicamentos ainda é limitado em algumas regiões.

Vacinação e medidas de prevenção

A vacina contra a mpox, baseada em vírus vaccinia atenuado, foi incluída no calendário do SUS para grupos prioritários. As doses disponíveis em 2024 são destinadas a:

  1. Profissionais de saúde que atuam em áreas de risco;
  2. Pessoas com imunodeficiência comprovada;
  3. Indivíduos que tiveram contato próximo com casos confirmados;
  4. População geral em áreas com alta incidência.

A vacinação é feita em duas doses, com intervalo de quatro semanas entre elas. Estudos mostram que a imunização reduz significativamente a gravidade da doença e a probabilidade de transmissão.

Além da vacinação, as autoridades recomendam medidas simples para evitar a infecção:

  • Lavar as mãos com água e sabão após contato com pessoas ou objetos suspeitos;
  • Evitar tocar em lesões cutâneas de terceiros;
  • Não compartilhar itens pessoais como toalhas, roupas íntimas ou utensílios de higiene;
  • Usar máscara em ambientes fechados onde haja contato próximo prolongado com pessoas sintomáticas.

Se houver suspeita de mpox, o indivíduo deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e, se necessário, isolamento até a confirmação laboratorial. O isolamento geralmente dura até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

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