A Apple apresentou nesta última semana o novo MacBook Pro com tela ProLED XDR sensível ao toque, disponível nas lojas e no site oficial da empresa no Brasil. O modelo chega como a primeira máquina da marca a incorporar tecnologia touch semelhante à de smartphones, marcando um marco na linha de notebooks da companhia. O lançamento ocorre sob a liderança do novo CEO John Ternus, que tem impulsionado inovações de hardware e software.
Inovações da tela ProLED XDR touch
A principal novidade do aparelho está na tela ProLED XDR, que a Apple descreve como “a melhor tela de notebook do mundo”. Trata‑se de um painel OLED duplo que oferece brilho extremo, contraste profundo e cores com alta precisão, ideal para profissionais de design e edição de vídeo.
Além da qualidade visual, a tela agora responde ao toque, proporcionando “um jeito totalmente novo de interagir com o conteúdo”, segundo o comunicado da empresa. O sensor está integrado ao painel, permitindo que o usuário sinta que está realmente tocando nos elementos da interface, sem atrasos perceptíveis.
Essa integração traz benefícios práticos, como a possibilidade de usar gestos multitouch para edição de timelines, zoom em imagens ou navegação entre abas de forma mais intuitiva. A Apple afirma que a resposta ao toque é “incrivelmente refinada e responsiva”, alinhada ao padrão de usabilidade de seus dispositivos móveis.
Configurações e opções que elevam o preço
O preço base do MacBook Pro varia entre R$ 34.999,00 para o modelo de 14 polegadas com chip M5 Pro e R$ 57.999,00 para a versão de 16 polegadas com chip M5 Max. Contudo, ao combinar todas as opções premium, o valor final pode chegar a R$ 182.827,80.
A seguir, apresentamos a lista de personalizações que compõem o custo máximo:
- Escolha da tela: modelo padrão ou versão com nanotextura (+R$ 1.800,00).
- Processador: chip M5 Max (opção mais cara).
- CPU/GPU: 18 núcleos de CPU e 40 núcleos de GPU (+R$ 5.400,00).
- Memória unificada: 128 GB de RAM (+R$ 24.000,00).
- Armazenamento: SSD de 16 TB (+R$ 84.000,00).
- Assinaturas de software: Final Cut Pro, Logic Pro e AppleCare Protection Plan (+valor finalizando em R$ 182.827,80).
Essas escolhas são feitas no configurador online da Apple, onde o cliente pode selecionar cada componente e observar o impacto no preço em tempo real.
O aumento de preço não se limita apenas ao hardware; a inclusão de softwares profissionais e planos de suporte estendido também contribui significativamente para o valor final, tornando o dispositivo um pacote completo para criadores de conteúdo.
Impacto no mercado e percepções dos consumidores
Com um preço superior a R$ 180 mil, o MacBook Pro ultrapassa o valor de veículos populares como o BYD Dolphin, gerando debates sobre acessibilidade e posicionamento de mercado. Analistas apontam que a Apple está mirando um nicho extremamente especializado de profissionais que demandam performance máxima e estão dispostos a investir em ferramentas de ponta.
Entretanto, a introdução da tela sensível ao toque pode abrir portas para novos fluxos de trabalho, especialmente em áreas como edição de vídeo 8K, modelagem 3D e produção musical avançada. A capacidade de combinar poder de processamento, armazenamento massivo e interatividade tátil cria um ecossistema que pode justificar o investimento para estúdios e agências de alto nível.
Por outro lado, críticos questionam se a adição do toque realmente agrega valor suficiente para justificar o salto de preço. Alguns usuários tradicionais de macOS preferem a experiência de teclado e trackpad, temendo que a funcionalidade touch possa introduzir distrações ou exigir adaptações de software.
Independentemente das opiniões, o lançamento demonstra a estratégia da Apple de diferenciar seus produtos por meio de inovações de hardware exclusivas, reforçando sua imagem de marca premium. O MacBook Pro com ProLED XDR touch estabelece um novo patamar de preço e tecnologia no segmento de notebooks de alto desempenho.








