Em março de 2024, a montadora japonesa revelou a nova geração do City, mantendo a faixa de preços entre R$ 117 mil e R$ 156 mil. O lançamento ocorreu nas instalações da Honda no Brasil, com foco em atualizar o visual e os equipamentos sem alterar a mecânica. A estratégia busca enfrentar a pressão dos modelos chineses que chegam ao mercado com preços mais agressivos.
Novas linhas de design
Todo o conjunto visual recebeu atenção especial, sobretudo na dianteira. Os para-choques foram redesenhados e agora apresentam linhas mais agressivas, enquanto os faróis ganharam tecnologia Full LED em todas as versões, proporcionando melhor iluminação e um aspecto moderno.
Nas versões mais esportivas, como a Touring e a RS, uma faixa iluminada em LED conecta os faróis, funcionando também como luz de posição. Essa solução traz um toque de sofisticação que antes era exclusivo de modelos premium.
O logotipo da Honda ganhou uma moldura pintada na cor da carroceria, criando a impressão de que o capô está mais longo. A grade superior adota um padrão de colmeia com leve inclinação, reforçando a identidade visual da marca.
O sedã apresenta uma entrada de ar inferior em formato de trapézio invertido, com barras horizontais, enquanto o hatch mantém a grade em colmeia, acompanhada de uma seção pintada que segue a mesma tonalidade da pintura.
Na traseira, o sedã recebeu um para-choque trapezoidal e refletores verticais nas extremidades, além de rodas de liga leve de 16 polegadas com acabamento em cinza ou preto, dependendo da versão.
Tecnologia e equipamentos
O facelift trouxe upgrades significativos no interior, destacando-se a central multimídia de 10 polegadas, agora padrão nas versões mais caras. O sistema suporta Android Auto e Apple CarPlay, garantindo conectividade total para o motorista.
Além da tela maior, foram adicionados sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de partida em rampa, recursos que elevam o nível de conforto e segurança.
- Ar-condicionado automático digital
- Direção elétrica
- Volante multifuncional com comandos de áudio
- Retrovisores elétricos com desembaçador
O painel de instrumentos passou a exibir um display digital de 7 polegadas, que apresenta informações de consumo, navegação e alertas de manutenção de forma clara e intuitiva.
Motorização e desempenho
Apesar das mudanças estéticas e tecnológicas, a motorização permanece inalterada. O City continua equipado com o motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, capaz de gerar 126 cavalos de potência tanto com etanol quanto com gasolina.
O torque máximo chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, oferecendo resposta adequada para o trânsito urbano e para viagens em rodovias. A transmissão automática CVT mantém a mesma programação, incluindo a função de freio-motor que aumenta a resistência ao descer ladeiras.
O consumo oficial varia entre 13,5 km/l com gasolina e 9,8 km/l com etanol no ciclo misto, números que permanecem competitivos dentro da categoria.
Durante os testes realizados em trechos sinuosos e em rodovias, o comportamento do motor se mostrou previsível e estável, sem surpresas desagradáveis. A ausência de alterações mecânicas garante que a manutenção continue simples e de baixo custo, um ponto valorizado pelos proprietários atuais.
Preço e estratégia de mercado
A decisão de não reduzir os preços foi deliberada. A Honda aposta na lealdade dos clientes e em um pós‑venda reconhecido pela confiabilidade. Ao manter a faixa de valores, a marca procura preservar sua margem frente à concorrência dos veículos chineses, que costumam oferecer preços mais baixos, mas com histórico de durabilidade ainda incerto.
Com a nova versão RS, a montadora adiciona um apelo esportivo sem elevar drasticamente o custo, tentando atrair um público jovem que busca estilo e tecnologia. As versões hatch e sedã continuam disponíveis em níveis de acabamento que atendem desde o comprador econômico até o que deseja mais luxo.
Em resumo, a atualização foca em melhorar a percepção estética e tecnológica do modelo, mantendo a mecânica comprovada. Essa estratégia pode ser eficaz para quem já tem afinidade com a marca e valoriza a rede de concessionárias e o suporte pós‑venda.








