O Governo de São Paulo iniciou, neste domingo (1°), a operação da nova concessão da Rota Mogiana, que inclui a construção de mais de 36 quilômetros de ciclovias nas rodovias do interior paulista. O projeto visa melhorar a mobilidade de trabalhadores, moradores e turistas que utilizam a bicicleta, além de ampliar a segurança para pedestres e usuários de transporte coletivo. As obras fazem parte de um programa de investimentos de R$ 9,4 bilhões ao longo de 30 anos.
Ciclovias: extensão e municípios beneficiados
A rede cicloviária será distribuída em dois eixos principais. Na SP-107, conhecida como Rodovia Prefeito Aziz Lian, serão instalados 25,1 km de ciclovias que cruzam os municípios de Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse. Na SP-342, ou Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, a extensão será de 11,8 km, atendendo a região de Águas da Prata.
Esses trechos foram escolhidos por sua proximidade com áreas urbanas, facilitando tanto deslocamentos cotidianos quanto o cicloturismo. A expectativa é que ciclistas tenham vias seguras e bem sinalizadas, reduzindo o risco de acidentes e incentivando o uso da bicicleta como alternativa ao carro.
Além das vias principais, o plano contempla a integração das novas ciclovias com estruturas já existentes, como ciclofaixas municipais e rotas de lazer. Essa conexão deve criar um corredor contínuo que favoreça o deslocamento entre cidades e regiões turísticas.
Planejamento e segurança para ciclistas e pedestres
Antes de iniciar as obras, a concessionária realizará um levantamento detalhado dos fluxos de ciclistas. O estudo incluirá contagens de usuários, identificação dos pontos de maior demanda e análise de situações de risco nas rodovias.
Com base nesses dados, serão definidas intervenções específicas para melhorar a circulação nos acostamentos e nas vias marginais. A segurança dos pedestres também receberá atenção especial, com melhorias nas passarelas e travessias.
- Instalação de iluminação LED de alta eficiência em passarelas.
- Adaptação de rampas e corrimãos para acessibilidade universal.
- Integração de sinalização tátil e auditiva para pessoas com deficiência visual.
- Reforço da sinalização horizontal e vertical para ciclistas e pedestres.
Essas ações visam garantir que pedestres e ciclistas possam transitar com tranquilidade, reduzindo conflitos entre diferentes modos de transporte.
Melhorias nos pontos de ônibus e acessos urbanos
O contrato da concessão prevê a modernização de 135 pontos de ônibus ao longo da Rota Mogiana. As intervenções contemplarão a ampliação de áreas de embarque, instalação de abrigos confortáveis e melhoria da sinalização de rotas.
Além disso, serão realizados ajustes nos acessos aos pontos de parada, facilitando o embarque e desembarque de passageiros, sobretudo nas proximidades dos perímetros urbanos dos municípios atendidos.
Essas melhorias têm como objetivo tornar o transporte coletivo mais atrativo, contribuindo para a redução do uso de veículos particulares e, consequentemente, para a diminuição da emissão de gases poluentes.
Impactos econômicos e expectativas para a região
Com a implantação das ciclovias, espera‑se um aumento significativo no fluxo de cicloturismo, gerando receita para o comércio local, hotéis, restaurantes e serviços de aluguel de bicicletas. A infraestrutura também pode estimular novos negócios voltados à mobilidade sustentável.
Os 96 quilômetros de vias marginais e os 151 dispositivos de acesso e entroncamento previstos no projeto vão melhorar a conexão entre as rodovias e as áreas urbanas. Essa separação entre tráfego local e de longa distância deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez do trânsito.
Todo o conjunto de obras será acompanhado e fiscalizado pela Artesp, garantindo o cumprimento dos prazos e a qualidade das intervenções. A iniciativa representa um marco para a mobilidade no interior paulista, alinhando desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e inclusão social.








