Na última quarta‑feira, 28 de outubro, o cantor Zé Felipe, de 28 anos, revelou que foi diagnosticado com síndrome do piriforme, uma condição que provoca dores intensas nos glúteos e pode irradiar para as pernas. O anúncio foi feito durante uma transmissão ao vivo no Instagram, onde o artista respondeu perguntas de fãs sobre o incômodo que sentia há semanas.
Diagnóstico e relato do artista
Zé Felipe contou que procurou um ortopedista depois de notar que a dor não diminuía com repouso. Inicialmente, ele suspeitou de ciática, mas exames de imagem mostraram que o nervo estava sendo comprimido ao lado do músculo piriforme, e não pela coluna vertebral.
Em um story publicado na sexta‑feira, 23 de outubro, o cantor relatou que recebeu uma injeção que trouxe alívio parcial, mas que o tratamento completo ainda estava em curso. Ele informou que segue a prescrição médica, inclui fisioterapia e faz ajustes na rotina de treinos para evitar sobrecarga.
O artista enfatizou que a condição, embora dolorosa, não é considerada grave quando tratada corretamente. Ele também pediu que os seguidores fiquem atentos a sinais semelhantes, especialmente quem pratica exercícios intensos ou passa longas horas sentado.
O que é a síndrome do piriforme?
A síndrome do piriforme é causada por irritação ou compressão do nervo ciático por um músculo pequeno localizado profundamente na região dos glúteos. Quando o piriforme apresenta espasmos, inflamação ou aumento de volume, ele pode pressionar o nervo que passa próximo, gerando dor que se estende pela parte posterior da coxa até o pé.
Essa condição costuma ser confundida com problemas na coluna, como hérnia de disco, porque os sintomas são muito parecidos. No entanto, a origem está no músculo, não nas vértebras, o que exige um diagnóstico diferenciado.
Especialistas apontam que a variação anatômica do nervo ciático – que pode atravessar ou circundar o piriforme – aumenta a vulnerabilidade de algumas pessoas. Essa particularidade explica por que nem todos que praticam exercícios desenvolvem a síndrome.
Causas, sintomas e fatores de risco
Os principais fatores associados ao desenvolvimento da síndrome do piriforme incluem:
- Movimentos repetitivos que sobrecarregam o músculo, como corrida, ciclismo e levantamento de peso.
- Posturas prolongadas em que o quadril permanece em flexão, como ficar sentado por muitas horas.
- Traumas diretos na região dos glúteos, como quedas ou impactos durante atividades esportivas.
- Alterações anatômicas que fazem o nervo ciático passar por dentro do piriforme.
Os sintomas mais comuns são:
- Dor profunda na nádega, frequentemente descrita como “queimadura”.
- Irradiação da dor para a parte posterior da coxa e, em casos mais avançados, até o pé.
- Formigamento ou sensação de “agulhadas” na perna afetada.
- Desconforto ao caminhar, subir escadas ou ficar em pé por longos períodos.
Os profissionais de medicina esportiva alertam que a dor costuma piorar ao realizar movimentos de rotação externa do quadril, como ao cruzar as pernas ou ao fazer agachamentos profundos.
Tratamento e recomendações dos especialistas
O tratamento da síndrome do piriforme costuma ser multidisciplinar. O ortopedista Helio Okamura recomenda iniciar com medidas conservadoras, como:
- Uso de anti‑inflamatórios e analgésicos prescritos para reduzir a inflamação.
- Fisioterapia focada em alongamento e fortalecimento dos músculos do quadril.
- Aplicação de técnicas de liberação miofascial para aliviar a tensão do piriforme.
- Evitar atividades que provoquem dor intensa, substituindo-as por exercícios de baixo impacto, como natação ou hidroginástica.
Em casos mais resistentes, pode ser indicada a infiltração de corticoide no músculo, como a que Zé Felipe recebeu, ou até mesmo cirurgia para descompressão do nervo ciático. No entanto, a cirurgia é considerada último recurso.
André Pedrinelli ressalta que a prevenção é fundamental: manter a postura correta ao sentar, fazer pausas regulares para caminhar e incluir alongamentos diários do piriforme na rotina de treinamento. Ele também sugere que atletas e praticantes de musculação ajustem a carga e a técnica para evitar sobrecarga excessiva.
Para quem já sente os primeiros sinais, a orientação é procurar um médico especialista em medicina esportiva ou ortopedia o quanto antes, pois o diagnóstico precoce facilita a recuperação e reduz o risco de cronicidade.
Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes relata melhora significativa em poucas semanas e retorno às atividades normais sem dor. Zé Felipe, que segue as recomendações médicas, já percebe alívio progressivo e espera voltar aos palcos em breve, sem restrições.








