Lula venceu a disputa presidencial no segundo turno em 2024, ampliando seu número de votos em cidades que antes eram consideradas desfavoráveis ao PT. A contagem finalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou um crescimento significativo nas urnas paulistas. O resultado mostra a força do petista em um dos maiores colégios eleitorais do país.
Desempenho de Lula em municípios estratégicos
Em Campinas, a segunda maior cidade do interior paulista, o candidato do PT aumentou sua votação em quase 62 mil eleitores. No primeiro turno, recebeu 241.972 votos; no segundo, chegou a 303.914. Apesar de Flávio Bolsonaro ter vencido a cidade, o avanço de Lula foi notável.
Ribeirão Preto também registrou um salto expressivo. O petista passou de 33,99% para 42,18% dos votos válidos, ganhando 35.265 eleitores a mais. O adversário manteve a maioria, mas o diferencial de crescimento favoreceu Lula.
No ABC Paulista, região tradicionalmente ligada ao PT, o presidente consolidou sua vitória em São Bernardo do Campo, enquanto em Santo André ficou a poucos pontos do rival, com 49,71% dos votos.
Comparativo entre os dois turnos
O aumento de votos de Lula foi consistente em toda a capital e no interior. Em Guarulhos, a segunda maior cidade do estado, ele subiu 67.863 votos, passando de 286.898 para 364.761. Já Flávio Bolsonaro avançou 29.784 votos, mas ainda ficou à frente.
Esses números revelam que, apesar de perder alguns municípios, o presidente petista conseguiu ampliar sua base em áreas que antes eram consideradas antipetistas. O crescimento percentual médio foi de 27,4% em todo o estado.
O comparativo entre os turnos evidencia uma tendência de reversão de apoio em locais onde o PT já tinha presença histórica, mas que haviam sido dominados por opositores nas eleições anteriores.
Impacto político e projeções futuras
São Paulo, que representa 21,48% do eleitorado nacional, foi decisivo para a vitória de Lula em 2022 e reforça seu peso nas próximas disputas. O aumento de votos em cidades como Campinas e Ribeirão Preto indica que o PT pode consolidar alianças regionais.
Analistas apontam que a estratégia de campanha focada em infraestrutura, saúde e educação teve ressonância positiva entre eleitores urbanos. A presença de lideranças locais também contribuiu para a reversão de votos.
O cenário sugere que, nas próximas eleições municipais e estaduais, o PT terá maior competitividade, especialmente em municípios que demonstraram abertura ao candidato presidencial.
- Campinas: +62 mil votos para Lula
- Ribeirão Preto: +35 mil votos
- Guarulhos: +68 mil votos
- São Bernardo do Campo: vitória consolidada
Esses resultados reforçam a importância de campanhas segmentadas e do investimento em comunicação digital, que tem sido um diferencial nas disputas eleitorais recentes.
Além disso, a participação de movimentos sociais nas cidades analisadas foi crucial para mobilizar eleitores indecisos e fortalecer a presença do PT nas urnas.
O aumento de apoio também reflete a percepção de que as políticas públicas implementadas pelo governo federal tiveram impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos paulistas, sobretudo nas áreas de saúde e assistência social.
Em termos de projeções, especialistas acreditam que o PT pode buscar recuperar municípios que ainda permanecem fora da sua base, utilizando os aprendizados obtidos nesta eleição.
O desempenho em cidades anteriormente antipetistas demonstra que o eleitorado está mais aberto a propostas de centro-esquerda, sobretudo quando associadas a resultados concretos.
Para o futuro, a estratégia do partido deve incluir a ampliação de parcerias com lideranças locais, investimento em tecnologia de dados e fortalecimento de redes de apoio nas áreas urbanas.
O cenário político em São Paulo continua dinâmico, e a capacidade de adaptação do PT às demandas regionais será determinante para manter o impulso conquistado nas eleições presidenciais.
Em síntese, a vitória de Lula no segundo turno, aliada ao aumento de votos em cidades estratégicas, sinaliza uma mudança no mapa eleitoral paulista, que pode influenciar decisões políticas nos próximos anos.








