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Viradas inesperadas nas urnas do exterior nas eleições 2026 entre Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro protagonizaram reviravoltas decisivas nas urnas do exterior durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo, 25 de outubro. O confronto entre os dois candidatos revelou mudanças de posicionamento em cinco países ou territórios onde a comunidade brasileira votou. Essas alterações influenciaram o placar final do pleito, demonstrando a importância do voto dos expatriados.

Cenário geral das votações no exterior

De acordo com levantamento do g1, baseado nos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva foi o mais votado em 62 países e territórios, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em 38. Essa distribuição mostra que, apesar da vantagem numérica de Lula, o adversário conseguiu avançar em locais estratégicos, revertendo resultados obtidos no primeiro turno.

Nos últimos anos, o voto no exterior tem ganhado relevância nas eleições brasileiras, pois a comunidade de brasileiros residentes fora do país supera a marca de quatro milhões de eleitores. Esse contingente pode ser decisivo em disputas apertadas, como demonstrado nas cinco localidades analisadas.

Os países onde houve reviravolta

As mudanças de posicionamento ocorreram em Costa Rica, Guiana Francesa, Malásia, México e Venezuela. Em três desses lugares, Flávio Bolsonaro superou Lula, enquanto nos outros dois o petista recuperou a liderança.

  • Costa Rica: Flávio avançou com margem de 12 votos, revertendo a vantagem inicial de Lula.
  • Guiana Francesa: O candidato de Flávio conquistou 9 votos a mais que o petista, alterando o resultado do primeiro turno.
  • Malásia: A virada mais apertada, com Flávio vencendo por apenas três votos.
  • México: Lula retomou a liderança com vantagem de 41 votos, mostrando a competitividade do pleito.
  • Venezuela: O petista reconquistou a maioria, superando Flávio por 27 votos.

Essas reviravoltas foram registradas após a apuração dos votos enviados pelos consulados e embaixadas, que costumam demorar mais que a contagem interna ao país. A diferença de poucos votos evidencia como cada sufrágio pode ser decisivo.

Análise dos resultados e comparativo com 2022

Quando comparado ao segundo turno de 2022, Lula recebeu 47.249 votos a mais no exterior nesta edição de 2026. No pleito de 2022, ele havia obtido 152.905 votos (51,28%) contra 145.264 (48,72%) de Jair Bolsonaro, então presidente. O aumento de votos demonstra um crescimento da mobilização da diáspora em favor do petista.

Entretanto, a performance de Flávio Bolsonaro indica que a base de apoio do presidente Jair ainda mantém força considerável entre os brasileiros que vivem fora do país. Em especial, a vitória em Malásia, Costa Rica e Guiana Francesa aponta para estratégias de campanha eficazes nesses locais.

Especialistas em ciência política ressaltam que a diferença de poucos votos em alguns países pode ser atribuída a fatores como a presença de comunidades de trabalhadores temporários, estudantes universitários e empresários que tendem a apoiar candidatos com políticas econômicas mais liberais.

Além disso, a logística de votação no exterior, que depende de postos de voto em consulados, pode gerar variações na participação. Em alguns casos, a falta de informação sobre a data de votação ou dificuldades de acesso ao local de votação podem reduzir a quantidade de eleitores efetivos, ampliando o peso de cada voto.

Outro ponto relevante é a influência das redes sociais e de grupos de apoio que mobilizam eleitores expatriados. Campanhas digitais focadas em plataformas como WhatsApp, Telegram e Facebook foram intensificadas por ambos os candidatos, buscando alcançar eleitores que não têm contato direto com a campanha presencial.

O cenário futuro indica que, nas próximas eleições, o voto no exterior continuará a ser monitorado de perto pelos partidos. Estratégias de engajamento, parcerias com associações de brasileiros no exterior e a ampliação de postos de voto são medidas que podem alterar ainda mais o panorama.

Em síntese, as eleições de 2026 reforçaram a importância do voto dos brasileiros que residem fora das fronteiras nacionais. Enquanto Lula consolidou sua liderança em grande parte dos territórios, Flávio Bolsonaro demonstrou capacidade de virar o jogo em locais estratégicos, provando que a disputa ainda está longe de ser decidida apenas pelo voto interno.

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