Na madrugada de 25 de outubro de 2026, o candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, declarou que não reconhece a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e solicitou a anulação do pleito presidencial. O pedido foi feito em Brasília, poucos minutos após a divulgação oficial dos resultados que confirmaram a vitória do petista.
Reação dos partidos aliados
Até o momento, os principais partidos que haviam se aliado ao PL – MDB, Republicanos, União Brasil e PSD – já reconheceram oficialmente o resultado e parabenizaram Lula pela conquista. No Partido Progressista (PP), representado por Ciro Nogueira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), também confirmou a vitória do petista.
Mesmo dentro do próprio PL, há lideranças que se opõem à contestação do resultado. Contudo, a probabilidade de um pronunciamento oficial contrário ao de Flávio Bolsonaro é mínima, já que a decisão foi anunciada no domingo à noite, logo após a confirmação da vitória.
Impacto da prorrogação da votação
Um levantamento do G1 mostrou que pouco mais de 35 mil eleitores votaram após as 17h, horário em que o ministro Cristiano Zanin autorizou a prorrogação de duas horas ao final da eleição. Esse número representa menos de 0,1% do total de votos e não teria capacidade de alterar o placar final.
Mesmo que algumas seções fossem reabertas, a baixa taxa de comparecimento nas áreas onde o PL solicitou a extensão do horário não seria suficiente para mudar a diferença de 4,4 milhões de votos a favor de Lula.
Além disso, a abstenção foi menor no segundo turno comparada ao primeiro, indicando que a participação dos eleitores não foi comprometida pelos problemas relatados em algumas regiões.
Argumentos de Flávio Bolsonaro e críticas ao STF
Flávio Bolsonaro acusou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de agir em benefício de Lula, alegando parcialidade por ter sido advogado e indicado pelo presidente. Essa narrativa tem sido usada pelos bolsonaristas para questionar a legitimidade do processo eleitoral.
Entretanto, o próprio PL solicitou duas prorrogações de horário em localidades específicas, e nos locais onde a votação foi estendida, a taxa de abstenção também foi inferior, reforçando que a decisão de Zanin não favoreceu indevidamente nenhum candidato.
Analistas do governo Lula reconhecem que a medida de prorrogação foi controversa, mas apontam que o ministro possuía fundamentos técnicos para sua decisão, ainda que a proximidade política com o presidente seja usada como argumento de parcialidade pelos opositores.
Conclusão: números que afastam dúvidas
Com uma diferença de 4,4 milhões de votos, a vitória de Lula está amplamente confirmada pelos dados oficiais. A tentativa de anular o pleito, baseada em argumentos de suposta irregularidade na prorrogação, não encontra respaldo nas estatísticas de comparecimento.
Enquanto isso, a imprensa destaca que a maioria das legendas que apoiavam o PL já reconheceu o resultado, deixando Flávio Bolsonaro em relativo isolamento político dentro de sua própria agremiação.
- Partidos que reconheceram a vitória: MDB, Republicanos, União Brasil, PSD, PP.
- Partido que ainda não se posicionou oficialmente: PL (fora da declaração de Flávio).
- Diferença de votos: 4,4 milhões a favor de Lula.
- Eleitores que votaram após a prorrogação: ~35 mil.
- Abstenção no segundo turno: menor que no primeiro turno.








