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Flávio Bolsonaro supera Lula em seis cidades americanas enquanto Lula vence Nova York no segundo turno

Lula e Flávio Bolsonaro disputaram a votação dos brasileiros residentes nos Estados Unidos no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo, 26 de outubro, em onze cidades norte‑americanas. O senador Flávio Bolsonaro obteve vantagem em seis municípios, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em cinco, inclusive em Nova York, revertendo o resultado do primeiro turno.

Resultados por cidade

Os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostraram que a disputa foi bastante acirrada em todas as localidades. Em Nova York, Lula conquistou a maioria dos votos válidos, revertendo a derrota sofrida no primeiro turno. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro manteve a liderança em cidades como Orlando, Miami, Houston, Dallas e San Francisco.

A seguir, a distribuição dos vencedores por cidade:

  • Nova York: vitória de Lula
  • Orlando: vitória de Flávio Bolsonaro
  • Miami: vitória de Flávio Bolsonaro
  • Houston: vitória de Flávio Bolsonaro
  • Dallas: vitória de Flávio Bolsonaro
  • San Francisco: vitória de Flávio Bolsonaro
  • Chicago: vitória de Lula
  • Boston: vitória de Lula
  • Atlanta: vitória de Lula
  • Philadelphia: vitória de Lula
  • Seattle: vitória de Lula

A margem geral entre os candidatos foi de cerca de 21 mil votos a favor de Flávio Bolsonaro, considerando a soma dos resultados de todas as cidades. Essa diferença, embora pequena em termos percentuais, evidencia a importância estratégica do voto da diáspora brasileira nos EUA.

Comparativo entre o primeiro e o segundo turnos

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia vencido em Nova York por uma margem que chegou a 12 mil votos, sinalizando um apoio inicial forte nas áreas metropolitanas. Contudo, o segundo turno trouxe uma mobilização diferente, com campanhas intensas nas redes sociais e visitas de representantes de Lula a comunidades brasileiras.

A virada em Nova York ocorreu graças a dois fatores principais: a ampliação da base de eleitores que compareceram às urnas e a mudança de posicionamento de eleitores indecisos que, no segundo turno, preferiram o candidato que representava a continuidade das políticas sociais. O resultado final em Nova York ficou em torno de 34 mil votos para Lula contra 32 mil para Flávio Bolsonaro.

Em cidades onde Flávio Bolsonaro manteve a liderança, como Orlando e Miami, a diferença de votos variou entre 3 mil e 7 mil, indicando que a vantagem do candidato foi consolidada ao longo da campanha de segundo turno.

Participação dos eleitores brasileiros nos EUA

O TSE registrou que 265.411 brasileiros estavam aptos a votar nas eleições de 2026 a partir dos Estados Unidos. Desses, apenas 32,3% compareceram às urnas, o que significa uma taxa de abstenção de 67,7% – um índice historicamente alto para a comunidade expatriada.

Vários especialistas apontam que a baixa participação pode estar ligada à dificuldade de acesso a locais de votação, ao desconhecimento dos procedimentos de votação eletrônica e ao cansaço político após um ciclo eleitoral intenso. Ainda assim, os eleitores que compareceram demonstraram um engajamento significativo, influenciando diretamente o resultado de cidades estratégicas.

Os dados de comparecimento por cidade revelam diferenças marcantes: Nova York registrou a maior taxa de comparecimento, com 38% dos eleitores aptos comparecendo, enquanto Orlando ficou abaixo de 30%. Essa disparidade reforça a necessidade de campanhas de conscientização mais robustas nos estados com menor participação.

Impacto político da votação no exterior

Embora o número absoluto de eleitores brasileiros nos EUA seja pequeno em relação ao total nacional, o peso simbólico da votação no exterior tem ganhado destaque nas estratégias de campanha. O fato de Flávio Bolsonaro ter vencido em mais cidades, porém ter perdido em Nova York, gera discussões sobre a eficácia das mensagens direcionadas a comunidades específicas.

Para o governo Lula, a vitória em Nova York representa um sinal de que a agenda de políticas sociais e de apoio à diáspora está ressoando entre os eleitores expatriados. Já para a bancada do PL, a maioria das cidades conquistadas pode ser usada como argumento de que há um apoio significativo ao discurso conservador entre os brasileiros que vivem nos EUA.

Analistas sugerem que, nos próximos anos, os candidatos deverão investir ainda mais em campanhas digitais, em parcerias com associações de brasileiros no exterior e em facilitação logística para o voto. A tendência é que a participação da diáspora cresça, tornando-se um fator decisivo em eleições futuras.

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