No segundo turno da eleição presidencial de 2026, realizado no domingo, 25 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os resultados com 100% das seções apuradas, destacando as maiores vantagens entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em diferentes estados do Brasil. Os números revelam contrastes marcantes entre as regiões, indicando padrões de apoio que podem influenciar a agenda política nos próximos anos.
Desempenho de Lula nos estados nordestinos
No Piauí, o candidato do Partido dos Trabalhadores obteve 75,88% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro, que ficou com 24,12%. A diferença de 51,76 pontos percentuais representa a maior vantagem registrada entre os dois concorrentes em todo o país.
Seguindo a lista, a Bahia registrou uma vantagem de 42,62 pontos percentuais a favor de Lula, consolidando o Nordeste como bastião do petista. Em Maranhão, a margem foi de 39,46 pontos, enquanto em Sergipe o candidato do PT venceu por 39,41 pontos percentuais.
Na Pernambuco, a diferença chegou a 38,90 pontos percentuais, reforçando a consistência do apoio ao petista nos estados da região. Esses cinco estados nordestinos somam mais da metade das maiores vantagens de Lula, evidenciando a força do seu projeto na área.
- Piauí: 75,88% x 24,12% (diferença de 51,76 pontos)
- Bahia: 68,??% x 25,??% (diferença de 42,62 pontos)
- Maranhão: 69,??% x 29,??% (diferença de 39,46 pontos)
- Sergipe: 69,53% x 30,12% (diferença de 39,41 pontos)
- Pernambuco: 68,??% x 29,??% (diferença de 38,90 pontos)
Além desses, Lula venceu em todos os nove estados do Nordeste, totalizando a maioria dos votos na região. No conjunto nacional, o petista foi o mais votado em 13 estados, demonstrando um alcance significativo além do Nordeste.
Vantagens de Flávio Bolsonaro nos estados do Norte, Sul e Centro‑Oeste
No Norte, a maior vantagem de Flávio Bolsonaro ocorreu em Roraima, onde obteve 72,46% dos votos válidos contra 27,54% de Lula, resultando em 44,92 pontos percentuais de diferença.
Rondônia também favoreceu o candidato do PL, que recebeu 69,61% dos votos, superando o petista por 39,22 pontos percentuais. No Acre, a margem foi de 38,?? pontos, mantendo a tendência de apoio ao candidato nas fronteiras setentrionais.
Deslocando-se para o Sul, Santa Catarina registrou 68,??% de votos para Flávio, com uma vantagem de 38,84 pontos percentuais sobre Lula. Essa vitória reforça a presença do PL em estados tradicionalmente conservadores.
No Centro‑Oeste, Mato Grosso destacou‑se com 66,??% de apoio a Flávio, gerando uma diferença de 35,?? pontos percentuais. Além desses, o candidato do PL venceu em 13 estados e no Distrito Federal, abrangendo toda a região Sul e Centro‑Oeste.
- Roraima: 72,46% x 27,54% (diferença de 44,92 pontos)
- Rondônia: 69,61% x 30,39% (diferença de 39,22 pontos)
- Santa Catarina: 68,??% x 29,??% (diferença de 38,84 pontos)
- Mato Grosso: 66,??% x 31,??% (diferença de 35,?? pontos)
Esses resultados revelam uma divisão geográfica clara, com o candidato do PL consolidando apoio nas regiões Norte, Sul e Centro‑Oeste, enquanto Lula mantém a hegemonia no Nordeste.
Análise das margens mais estreitas e do resultado nacional
Entre os estados com menor diferença entre os candidatos, Minas Gerais apresentou a menor margem, com apenas 0,86 ponto percentual: Lula recebeu 50,43% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 49,57%.
Em seguida, Tocantins registrou uma diferença de 2,74 pontos percentuais, com 51,37% dos votos para Flávio e 48,63% para Lula. Essas duas unidades federativas demonstram disputas acirradas que poderiam ter alterado o panorama nacional.
No âmbito nacional, considerando votos do Brasil e do exterior, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%. A diferença de 3,58 pontos percentuais foi suficiente para garantir a segunda consecutiva vitória do petista.
Esses números indicam que, embora o candidato do PL tenha conquistado importantes blocos regionais, a soma das margens em todo o território brasileiro favoreceu o retorno de Lula à Presidência. O cenário político futuro dependerá de como cada candidato utilizará os resultados regionais para fortalecer suas bases e negociar alianças no Congresso.








