Na noite de sexta‑feira, 23 de outubro, a TV Globo transmitiu ao vivo o último debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O programa, apresentado por César Tralli, contou com a presença dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e abordou os principais desafios do país antes da votação marcada para domingo, 25.
Detalhes do debate e sua importância
O debate foi exibido simultaneamente nas plataformas da Globo, na GloboNews e no portal g1, garantindo amplo alcance ao eleitorado. A escolha da emissora reflete a tradição de debates televisivos como ferramenta de informação e confronto de propostas, sobretudo em um pleito tão polarizado.
Além de servir como espaço para esclarecimento de políticas públicas, o debate também funcionou como termômetro da opinião pública. Analistas apontam que a performance dos candidatos pode influenciar indecisos e reforçar a base de apoio de cada um.
O formato incluiu blocos temáticos, perguntas cruzadas entre os candidatos e um momento livre para críticas mútuas. Cada candidato teve tempo igual para responder, seguindo regras de tempo estabelecidas pela produção.
Principais questões abordadas pelos candidatos
Durante a transmissão, foram levantados quinze tópicos centrais que refletem as demandas regionais e nacionais. As perguntas alternaram entre questões de infraestrutura, salário mínimo, agronegócio, saúde e educação, demonstrando a amplitude dos desafios que o futuro presidente deverá enfrentar.
- Infraestrutura e exportação – Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre projetos de portos e rodovias.
- Salário mínimo no Sudeste – Lula interrogou Flávio sobre a política salarial na região mais industrializada.
- Tratamento ao agronegócio no Centro‑Oeste – Flávio buscou esclarecimentos sobre incentivos ao setor.
- Reajuste do salário mínimo no Sul – Lula abordou a necessidade de ajustes regionais.
- Saneamento básico na Região Norte – Flávio destacou a carência de serviços essenciais.
- Planos para o Nordeste – Lula pediu detalhes sobre investimentos na zona.
- Políticas sociais e licença‑maternidade – Lula trouxe à tona direitos trabalhistas.
- Dívida pública e juros – Flávio indagou sobre a estratégia fiscal do governo.
- Melhorias no SUS e saúde pública – Lula exigiu compromissos com a rede de saúde.
- Endividamento dos brasileiros – Flávio questionou medidas de alívio ao consumidor.
- Ensino integral e educação – Lula enfatizou a necessidade de ampliação escolar.
- Retomada de territórios – Flávio abordou políticas de segurança pública.
- Bloco de tema livre – os candidatos trocaram acusações sobre gestão passada.
- Considerações finais de Lula – o candidato resumiu suas propostas e visão de país.
- Considerações finais de Flávio Bolsonaro – o candidato destacou seu plano de governo.
Cada um desses pontos foi explorado em perguntas diretas, forçando os candidatos a apresentarem números, metas e justificativas. Por exemplo, ao ser questionado sobre a dívida pública, Lula destacou a necessidade de renegociação de contratos externos e a priorização de investimentos em infraestrutura como forma de gerar crescimento.
Já na discussão sobre o SUS, Flávio Bolsonaro enfatizou a importância de parcerias público‑privadas para ampliar a capacidade de atendimento, enquanto Lula ressaltou a universalidade do sistema e a necessidade de mais recursos federais.
Nas questões regionais, como o saneamento básico no Norte, ambos concordaram que a falta de investimento afeta a qualidade de vida, mas divergiram nas estratégias: Lula propôs um programa federal de concessões, enquanto Flávio sugeriu incentivos fiscais para empresas privadas.
Reações e considerações finais
Ao término do debate, a reação nas redes sociais foi imediata. Comentários elogiaram a clareza de algumas respostas, mas também apontaram para momentos de confrontos acalorados, especialmente no bloco livre onde acusações sobre corrupção e gestão foram trocadas.
Especialistas em comunicação política observaram que o desempenho de Lula foi marcado por um tom conciliador, buscando construir consenso em torno de políticas sociais. Flávio, por sua vez, adotou uma postura mais agressiva, enfatizando a necessidade de reformas estruturais e redução de gastos.
As considerações finais de Lula reforçaram a agenda de inclusão social, investimentos em energia renovável e fortalecimento da indústria nacional. Já Flávio encerrou destacando a importância de modernizar a máquina pública, reduzir a burocracia e promover a abertura de mercados.
Com o segundo turno marcado para domingo, 25 de outubro, o debate serviu como último grande momento de confronto antes da votação. Ele deve influenciar tanto eleitores indecisos quanto aqueles que ainda ponderam entre as propostas apresentadas.
Para quem deseja rever a íntegra do debate, a Globo disponibiliza o vídeo completo em sua plataforma de streaming, além de trechos segmentados que facilitam a análise de cada tema abordado.
Em síntese, o debate de 2026 reafirmou a complexidade dos desafios brasileiros e a necessidade de escolhas informadas pelos cidadãos. O futuro do país dependerá da capacidade dos candidatos de transformar promessas em políticas efetivas.








