Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta‑feira (21) mostrou que 47% dos eleitores afirmam que não votariam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de jeito nenhum, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) chegou a 52%. O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistados em todo o Brasil.
Rejeição de Lula no segundo turno
Os números apontam uma leve queda na rejeição ao petista, que passou de 53% na pesquisa anterior (14 de outubro) para 47% agora. Ainda assim, quase metade dos eleitores considera Lula uma opção inviável, o que pode influenciar decisivamente o resultado do segundo turno.
O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Esses parâmetros conferem credibilidade ao panorama apresentado, que reflete a percepção do eleitorado brasileiro em um momento crítico da campanha.
Rejeição de Flávio Bolsonaro por perfil demográfico
Os dados revelam diferenças marcantes entre os grupos analisados. Entre as mulheres, 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 42% rejeitam Lula. Nos homens, a rejeição ao petista é de 53% e a de Flávio Bolsonaro, de 46%.
Quando a religião é considerada, 60% dos evangélicos dizem que não votariam em Lula, contra 37% que rejeitam Flávio Bolsonaro. Entre os católicos, 58% rejeitam o candidato do PL e 41% o presidente.
O programa Bolsa Família também evidencia disparidades: 68% dos beneficiários afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto apenas 27% rejeitam Lula. Já entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, 60% rejeitam Flávio Bolsonaro e 39% não votariam em Lula.
- Mulheres: 57% contra Flávio, 42% contra Lula
- Homens: 46% contra Flávio, 53% contra Lula
- Evangelicos: 37% contra Flávio, 60% contra Lula
- Católicos: 58% contra Flávio, 41% contra Lula
- Beneficiários do Bolsa Família: 68% contra Flávio, 27% contra Lula
- Renda ≤ 2 salários mínimos: 60% contra Flávio, 39% contra Lula
Análise regional e implicações políticas
O recorte geográfico indica que a maior rejeição a Lula ocorre no Sul, onde 59% dos eleitores afirmam que não votariam nele. Por outro lado, Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste, com 65% dos entrevistados rejeitando o candidato.
Essas diferenças regionais podem ser decisivas para a estratégia de campanha de ambos os candidatos. Enquanto Lula pode buscar reforçar sua base no Centro‑Oeste e no Norte, Flávio Bolsonaro precisa repensar sua mensagem no Nordeste, onde a resistência é mais acentuada.
Além dos números, a pesquisa traz insights sobre o perfil do eleitor indeciso, que ainda representa uma parcela relevante do universo votante. A mobilização desses eleitores pode mudar o rumo da disputa, especialmente nos estados com margens apertadas.
Em síntese, a pesquisa Quaest oferece um retrato detalhado das rejeições atuais, destacando como gênero, religião, renda e região influenciam a percepção dos candidatos. O cenário indica uma corrida acirrada para o segundo turno, onde cada ponto percentual pode ser decisivo.








