O segundo turno da disputa pelo governo do Espírito Santo continua extremamente acirrado, com a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça‑feira, 20 de outubro, mostrando um empate técnico entre os candidatos. A pesquisa, realizada entre 15 e 19 de outubro, ouviu 1.600 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O resultado indica que a corrida pode se decidir ainda no domingo, 25 de outubro, quando os eleitores vão às urnas.
Cenário atual da disputa
O ex‑deputado estadual e ex‑prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do partido Republicanos, aparece na frente com 52% dos votos válidos, enquanto o atual governador Ricardo Ferraço, do MDB, registra 48%. Apesar da diferença numérica, os dois candidatos permanecem dentro da margem de erro, o que caracteriza um empate técnico.
Essa situação mantém o Espírito Santo como o último colégio eleitoral do Sudeste que ainda não concluiu seu processo democrático, já que as demais unidades da região encerraram as eleições em 4 de outubro. A incerteza aumenta a expectativa dos analistas políticos, que apontam para um possível clima de instabilidade nas próximas semanas.
Detalhes da pesquisa
A pesquisa foi registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código ES‑06599/2026. O método utilizado incluiu entrevistas presenciais e por telefone, garantindo representatividade nos principais municípios do estado, como Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari.
Os entrevistados foram selecionados por amostragem aleatória estratificada, o que assegura que diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e classes sociais estejam adequadamente representadas. O levantamento também considerou a intenção de voto dos eleitores indecisos, que ainda podem mudar de opinião até o dia da votação.
- Entrevistados: 1.600 eleitores
- Período da coleta: 15 a 19 de outubro
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- Resultado: Pazolini 52% x Ferraço 48%
Implicações políticas
Se Lorenzo Pazolini mantiver a liderança e for eleito, ele se tornará o terceiro governador do Sudeste filiado ao Republicanos, ao lado de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais. Essa convergência fortalece a aliança regional que tem apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) à Presidência da República.
Além disso, a vitória de Pazolini consolidaria uma “tropa sudestina” de políticos que se posicionam contra a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual governador do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), também faz parte desse bloco, o que pode gerar uma articulação estratégica nas próximas eleições nacionais.
Por outro lado, uma eventual vitória de Ricardo Ferraço representaria a continuidade do MDB no poder estadual, mantendo um equilíbrio de forças entre os partidos centrais e de direita no Sudeste. Essa alternativa poderia abrir espaço para negociações diferentes no cenário nacional, sobretudo em temas como infraestrutura, segurança pública e políticas de desenvolvimento econômico.
Próximos passos e expectativas
Com a data de 25 de outubro se aproximando, as campanhas intensificam suas estratégias de mobilização nas redes sociais, com anúncios de última hora e visitas a comunidades estratégicas. Os candidatos também têm investido em debates televisivos, buscando convencer os eleitores indecisos que ainda podem definir o resultado final.
Especialistas recomendam que os eleitores verifiquem a procedência das informações, evitem notícias falsas e compareçam às urnas com a documentação em dia. O Tribunal Superior Eleitoral reforça a importância da votação consciente e do respeito ao processo democrático.
Independentemente do desfecho, o segundo turno no Espírito Santo será observado de perto por todo o país, já que pode servir de termômetro para as próximas disputas políticas em nível nacional. O resultado poderá influenciar alianças, estratégias de campanha e até a agenda legislativa nos próximos anos.








