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Calendário e novidades das pesquisas eleitorais antes do segundo turno de 2026

Na véspera do segundo turno da eleição presidencial, prevista para 24 de outubro de 2026, os institutos de pesquisa encerraram o prazo legal para registrar seus levantamentos, segundo determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo se encerrou na segunda‑feira, 19 de outubro, e as divulgações se estenderão até o dia da votação, permitindo que o eleitorado acompanhe as tendências de apoio entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Calendário das pesquisas divulgadas na última semana

O TSE informou que, até o sábado, 24 de outubro, serão publicados ao menos cinquenta levantamentos. Desses, vinte‑e‑oito têm abrangência nacional, enquanto os demais focam em estados decisivos no segundo turno.

Os institutos que registraram pesquisas no domingo, 18 de outubro, e que terão seus resultados publicados no sábado, 24, são:

  • AtlasIntel
  • Datavero
  • Datafolha
  • Nexus
  • Quaest
  • França
  • CNT/MDA

Na véspera da eleição, ainda será possível consultar os estudos de Futura Inteligência, Palver, Instituto Phoenix & Associados, Veritá e Colectta.

Os dias seguintes trazem novas divulgações:

  • Terça‑feira, 20: Vetor, França, Veritá, Alfa Inteligência e Real Time Big Data.
  • Quarta‑feira, 21: Quaest, Ideia, Futura Inteligência, Gerp e Palver.
  • Quinta‑feira, 22: Datafolha, PoderData/Aya e Indexa.
  • Sexta‑feira, 23: Ipespe, Vox, Real Time Big Data, Alfa Inteligência e Veritá.

Novas regras do TSE para o sistema PesqEle

Em 2026, o TSE aprimorou o sistema PesqEle, que controla o registro das pesquisas eleitorais. As mudanças visam detalhar a metodologia e aumentar a transparência, sem criar novas obrigações para as empresas.

O aprimoramento foi resultado de um parecer técnico elaborado por um grupo de trabalho, após reunião entre o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e representantes do setor de pesquisa. A Resolução‑TSE nº 23.600/2019 continua sendo a base normativa, mas agora exige a divulgação de informações mais completas.

Entre os requisitos reforçados, estão a necessidade de informar o período de coleta, a margem de erro, o nível de confiança, o número de entrevistas realizadas, o nome da entidade responsável e o número de registro da pesquisa. Essa padronização ajuda a evitar interpretações equivocadas e fortalece a confiança do público nos dados divulgados.

Distribuição das pesquisas por região e estado

Das vinte‑e‑oito pesquisas de abrangência nacional, a maioria concentra-se nas capitais e nas regiões metropolitanas, onde a densidade populacional permite amostras mais representativas. As demais pesquisas são direcionadas a estados que podem influenciar o resultado final do segundo turno.

Os estados contemplados nas pesquisas estaduais são Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e o Distrito Federal. Cada um desses territórios possui particularidades eleitorais que podem alterar o balanço de apoio entre os candidatos.

Por exemplo, no Acre, a disputa tem sido marcada por uma forte presença de lideranças locais que podem mobilizar eleitores indecisos. Já no Distrito Federal, a polarização entre os dois candidatos tem se refletido em margens de erro menores, indicando um cenário mais competitivo.

Impacto das pesquisas no eleitorado e no debate público

As pesquisas eleitorais exercem papel central na formação da opinião pública, especialmente nas semanas que antecedem o voto. Quando os resultados são divulgados, eles costumam gerar reações imediatas nas redes sociais, nos noticiários e nos debates entre partidos.

Especialistas apontam que a transparência metodológica, agora reforçada pelo TSE, pode reduzir a propagação de informações falsas e aumentar a credibilidade dos números apresentados. No entanto, ainda há risco de que manchetes sensacionalistas distorçam os dados, sobretudo quando a margem de erro é pequena.

Além disso, a divulgação constante de novas pesquisas cria um ambiente de pressão sobre as campanhas. Os candidatos podem ajustar suas estratégias de comunicação e de mobilização de eleitores com base nas tendências observadas, buscando consolidar apoios ou reconquistar eleitores perdidos.

É importante lembrar que o registro da pesquisa no PesqEle não obriga a sua divulgação, nem implica que o TSE faça qualquer controle prévio sobre os resultados. A responsabilidade pela interpretação dos números permanece com a sociedade civil, a imprensa e os analistas políticos.

Com o prazo final de registro expirado e a agenda de publicações definida, o eleitor brasileiro terá acesso a um fluxo intenso de dados nas próximas 48 horas. Esse panorama oferece a oportunidade de analisar de forma crítica as informações, comparando metodologias, margens de erro e amostras, antes de exercer o direito de voto no dia 24 de outubro.

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