Um tubarão que se tornou atração turística em Busan está gravemente debilitado e pode sobreviver por apenas duas semanas, segundo especialistas. O animal foi avistado pela primeira vez em 18 de setembro no canal do parque do Porto Norte e, desde então, tem sido monitorado intensamente. As autoridades locais buscam alternativas para garantir sua segurança antes que o tempo se esgote.
Contexto da aparição e popularização
O tubarão, apelidado de Bukang-i, recebeu o título de embaixador honorário da cidade logo após atrair multidões ao canal. Visitantes registraram o animal nas redes sociais, gerando curiosidade nacional e internacional. A presença inesperada de um predador marinho em um espaço urbano despertou tanto fascínio quanto preocupação entre os moradores.
Com cerca de três metros de comprimento, o espécime chamou a atenção por sua aparência imponente e comportamento incomum dentro de um canal de água doce. A espécie, embora adaptada a ambientes costeiros, conseguiu se manter em águas confinadas por mais de um mês, apesar das tentativas de liberação.
Sinais de fraqueza e possíveis causas
O ictiólogo Choi Yoon, professor emérito da Universidade Nacional de Kunsan, observou que o tubarão apresenta sinais claros de desgaste físico. Em entrevista à SBS, ele descreveu que o animal bateu a cabeça na parede do canal na segunda‑feira, 19 de outubro, possivelmente por perda de força e percepção.
Além do impacto, foram registradas lesões na nadadeira peitoral direita, que apresentava coloração esbranquiçada, indicando possível dano ou infecção. O especialista também apontou a queda da temperatura da água como fator agravante, reduzindo o metabolismo e a energia disponível para o animal.
O Instituto Nacional de Ciências da Pesca, responsável pelo monitoramento, informou que não observou o tubarão se alimentando desde sua captura. Embora a espécie possa sobreviver entre um e dois meses sem alimento, o gasto energético acumulado durante o período de confinamento pode ter esgotado suas reservas.
Histórico das tentativas de resgate
Desde o primeiro avistamento, duas operações foram realizadas para conduzir o tubarão ao mar aberto. Ambas falharam, e o animal acabou retornando ao interior do canal. Os detalhes das intervenções são:
- 29 de setembro: equipes usaram embarcações e jatos de água para guiar o tubarão até a saída do canal.
- 2 de outubro: uma rede de grandes dimensões foi lançada na esperança de capturar e transportar o animal.
Em ambas as ocasiões, o tubarão mostrou resistência ao esforço de ser retirado, possivelmente devido ao estresse e à fadiga acumulados. Após as tentativas frustradas, as autoridades optaram por monitorar o animal, aguardando que ele saísse por conta própria.
Próximos passos e expectativas
Com a deterioração do estado de saúde, as autoridades de Busan planejam apresentar um novo plano de resgate ainda nesta semana. O objetivo é encontrar uma solução que minimize o risco de mortalidade e garanta a integridade física do tubarão.
Especialistas sugerem que o transporte para águas mais profundas, onde a temperatura seja mais estável, pode aumentar as chances de sobrevivência. No entanto, a logística de mover um predador de três metros de comprimento requer equipamentos especializados e equipe treinada.
Enquanto isso, o público continua acompanhando o desenrolar dos fatos, demonstrando preocupação e apoio às iniciativas de preservação. A situação destaca a necessidade de protocolos claros para lidar com animais selvagens que invadem áreas urbanas.
Em resumo, a combinação de lesões, falta de alimento e condições ambientais adversas coloca o futuro do tubarão em risco iminente. A comunidade científica e as autoridades locais trabalham em conjunto para buscar a solução mais viável antes que o prazo estimado de duas semanas se esgote.








