Thais Russomano, renomada pesquisadora em medicina espacial, morreu neste sábado, 17 de outubro, em Porto Alegre. Ela tinha 63 anos e estava internada no Hospital Moinhos de Vento para tratamento oncológico.
Carreira acadêmica e primeiras conquistas
Formada pela Universidade Federal de Pelotas, Russomano destacou-se cedo ao ingressar em programas avançados de pesquisa. Seu mestrado foi concluído em parceria com a NASA, onde aprofundou conhecimentos sobre fisiologia humana em ambientes de microgravidade.
Essas formações abriram portas para colaborações internacionais, permitindo que a cientista contribuísse em projetos de grande relevância para a exploração espacial.
Contribuições para a medicina espacial
Um dos marcos da sua trajetória foi a co‑criação do método Evetts‑Russomano, uma técnica de reanimação cardiopulmonar adaptada para a microgravidade. Essa abordagem possibilita que astronautas recebam assistência vital mesmo fora da Terra, aumentando as chances de sobrevivência em missões de longa duração.
A inovação foi testada em simulações de voo e recebeu reconhecimento em conferências científicas globais. O método também influenciou protocolos de segurança em estações orbitais.
Atuação em instituições de prestígio
Além da NASA, a pesquisadora trabalhou no King’s College de Londres, onde liderou estudos sobre os efeitos da radiação cósmica no organismo humano. Também colaborou com a Agência Espacial Alemã (DLR), contribuindo para projetos de habitats lunares.
Mesmo com compromissos no exterior, Russomano manteve laços estreitos com o Rio Grande do Sul, participando de eventos acadêmicos e orientando estudantes da região.
- Desenvolvimento de protocolos de emergência em gravidade zero;
- Publicação de mais de 40 artigos em revistas científicas de alto impacto;
- Mentoria de jovens pesquisadores brasileiros interessados em ciência espacial;
- Participação em comitês de avaliação de projetos da ESA e da NASA.
Desafio pessoal e legado
Em 2022, Thais recebeu o diagnóstico de um câncer agressivo, o que a levou a buscar tratamento no Hospital Moinhos de Vento. Apesar da doença, ela continuou a orientar pesquisas e a participar de webinars, demonstrando resiliência e compromisso com a ciência.
Seu falecimento foi sentido profundamente por colegas, estudantes e pela comunidade científica internacional, que destacaram sua capacidade de unir rigor técnico e empatia humana.
O legado de Russomano permanece vivo nos protocolos de reanimação que salvam vidas em missões espaciais e nas gerações de cientistas que ela inspirou.
Para homenagear sua trajetória, a coluna GENTE agora está presente no Instagram, onde será possível acompanhar memórias e mensagens de reconhecimento à sua vida e obra.








