A pesquisa BTG/Nexus divulgada em 19 de outubro de 2026 revelou o panorama atual da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. O levantamento, realizado por telefone com 2.002 eleitores, mostrou que o candidato do centro‑direita tem vantagem em determinados grupos demográficos, enquanto o ex‑presidente lidera em outros. Os dados apontam um cenário nacional quase equilibrado, mas com diferenças marcantes nos perfis dos eleitores.
Diferenças de preferência por sexo
Entre as mulheres, Lula mantém a dianteira com 52,6% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 40,1%. O restante se divide entre votos em branco, nulos e indecisos, que somam cerca de 7,3%.
Já entre os homens, a situação se inverte: Flávio Bolsonaro alcança 53,7% e Lula fica com 38,3%. Aproximadamente 8% dos homens optam por voto em branco ou nulo, e 2,2% ainda não decidiram.
Essas disparidades revelam que o gênero continua sendo um dos fatores mais preditivos nas eleições brasileiras, refletindo diferenças de percepção sobre políticas sociais e econômicas.
Para facilitar a visualização, segue um resumo em lista:
- Mulheres: Lula 52,6% | Flávio 40,1%
- Homens: Flávio 53,7% | Lula 38,3%
Idade e região: quem ganha onde?
Na faixa etária de 16 a 24 anos, Lula lidera com 52,8% contra 36,2% de Flávio, indicando forte apelo entre os jovens. O percentual de votos em branco ou nulo nesta faixa chega a 9,2%.
Entre eleitores de 25 a 40 anos, Flávio vira a maré, conquistando 54,3% e deixando Lula com 39,6%. Essa diferença sugere que o candidato tem maior ressonância com a população economicamente ativa.
Para os eleitores entre 41 e 59 anos, os números se aproximam: Lula 47,2% e Flávio 45,9%, indicando uma disputa mais equilibrada na classe média madura.
Já na categoria de 60 anos ou mais, Lula retoma a liderança com 48,5%, enquanto Flávio registra 42,6%.
Geograficamente, o Nordeste se destaca como reduto de Lula, que alcança 66,2% dos votos contra apenas 27,9% de Flávio. No Sul, a situação se inverte, com Flávio obtendo 61% e Lula 31,4%.
O Norte e Centro‑Oeste também favorecem o senador, que soma 56,8% contra 39,3% de Lula. No Sudeste, Flávio lidera com 49,2% frente a 40,8% do ex‑presidente.
- Nordeste: Lula 66,2% | Flávio 27,9%
- Sul: Flávio 61% | Lula 31,4%
- Norte/Centro‑Oeste: Flávio 56,8% | Lula 39,3%
- Sudeste: Flávio 49,2% | Lula 40,8%
Educação e renda: perfis econômicos em foco
Eleitores com ensino fundamental dão a Lula 53,2% das preferências, enquanto Flávio fica com 36,3%. Entre os que têm ensino médio, a balança se inclina para o senador, que registra 51% contra 45% de Lula.
No nível superior, Flávio amplia sua vantagem, atingindo 53,4% das intenções de voto, enquanto Lula recua para 37,1%.
Quanto à renda, os eleitores que recebem até um salário mínimo escolhem Lula em 59% dos casos, comparado a 31,4% para Flávio. Na faixa de um a dois salários mínimos, Lula ainda lidera com 55,4% contra 36,5%.
Quando a renda ultrapassa dois salários mínimos, a tendência se reverte: entre quem ganha de dois a cinco salários, Flávio obtém 52% e Lula 39,7%. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, Flávio consolida a liderança com 56,9% contra 38,9% de Lula.
- Ensino Fundamental: Lula 53,2% | Flávio 36,3%
- Ensino Médio: Flávio 51% | Lula 45%
- Ensino Superior: Flávio 53,4% | Lula 37,1%
- Renda ≤ 1 SM: Lula 59% | Flávio 31,4%
- Renda > 5 SM: Flávio 56,9% | Lula 38,9%
Religião, conclusão e perspectiva de empate técnico
Entre os católicos, Lula tem 52,7% das intenções, enquanto Flávio registra 42,4%. Já entre os evangélicos, o cenário se inverte drasticamente: Flávio alcança 62,1% e Lula apenas 31,6%.
Entrevistados de outras religiões e os que se declaram sem religião também favorecem Lula, com 52,4% e 50% respectivamente, contra 35,4% e 32,7% de Flávio.
Os números mostram que, apesar de um panorama nacional quase empatado – 46,5% para Flávio e 45,9% para Lula – as diferenças de perfil são pronunciadas. Nos votos válidos, a pesquisa indica um empate técnico de 50,3% a 49,7% a favor de Flávio.
Esses resultados sugerem que a campanha de ambos os candidatos precisará ajustar estratégias para conquistar eleitores nos segmentos onde ainda são minoritários. A mobilização de jovens, mulheres e eleitores de baixa renda pode ser decisiva para o presidente, enquanto Flávio deve reforçar sua presença entre os eleitores mais educados e de alta renda.
Com a 18ª rodada da pesquisa concluída, o cenário permanece dinâmico, e os próximos dias podem trazer novas movimentações nas urnas, especialmente nas regiões onde a disputa está mais acirrada.








