A pesquisa realizada pelo PoderData em parceria com o Aya Bancah revelou, nesta segunda‑feira, 19 de outubro, que o senador Flávio Bolsonaro lidera em quatro das cinco regiões brasileiras, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a vantagem apenas no Nordeste. O levantamento, que abrangeu entrevistas entre 16 e 18 de outubro, traz números que podem influenciar a estratégia de campanha para o segundo turno, marcado para o domingo, 25 de outubro.
Distribuição regional das intenções de voto
No Sul, Flávio Bolsonaro concentra 62% das intenções de voto, superando Lula, que registra 32%. Essa diferença de 30 pontos percentuais representa a maior vantagem regional do candidato do PL. A margem de erro nessa região foi calculada em 4,7 pontos percentuais.
O Centro‑Oeste apresenta um cenário favorável ao senador, com 60% das preferências contra 36% de Lula. A diferença de 24 pontos indica uma liderança confortável, embora a margem de erro seja mais alta, atingindo 6,5 pontos percentuais. Esses números sugerem que o eleitorado dessa região ainda pode apresentar alguma volatilidade.
No Sudeste, Flávio obtém 53% das intenções de voto, enquanto Lula chega a 42%. A diferença de onze pontos percentuais, embora menor que nas regiões Sul e Centro‑Oeste, ainda garante a liderança do candidato do PL. A margem de erro aqui é a mais baixa entre as regiões, 2,8 pontos percentuais, o que confere maior confiabilidade ao resultado.
O Nordeste, por sua vez, é a única região em que Lula supera Flávio, registrando 61% das intenções de voto contra 34% do senador. A vantagem de 27 pontos percentuais coloca o presidente como favorito nessa parte do país. A margem de erro regional foi de 3,4 pontos percentuais, indicando um cenário relativamente estável para o petista.
No Norte, a disputa está praticamente equilibrada, com 47% de apoio a Flávio e 46% a Lula. A diferença de apenas um ponto percentual, somada a 4% de eleitores que declararam voto em branco ou nulo e 3% que não souberam responder, cria um cenário de empate técnico. A margem de erro regional, de 6,3 pontos percentuais, reforça a possibilidade de mudanças nos últimos dias de campanha.
Para facilitar a visualização dos resultados, segue um resumo dos percentuais por região:
- Sul: Flávio 62% – Lula 32% (margem de erro 4,7)
- Centro‑Oeste: Flávio 60% – Lula 36% (margem de erro 6,5)
- Sudeste: Flávio 53% – Lula 42% (margem de erro 2,8)
- Nordeste: Lula 61% – Flávio 34% (margem de erro 3,4)
- Norte: Flávio 47% – Lula 46% (margem de erro 6,3)
Análise das margens de erro e diferenças entre os candidatos
As margens de erro apresentadas variam de 2,8 a 6,5 pontos percentuais, refletindo a heterogeneidade das amostras regionais. Regiões com maior número de entrevistados, como o Sudeste, tendem a apresentar margens menores, conferindo maior precisão aos resultados. Por outro lado, áreas com menor densidade populacional, como o Norte, exibem margens mais amplas, indicando maior incerteza.
Quando se consideram apenas os votos válidos – excluindo brancos, nulos e indecisos – Flávio Bolsonaro lidera com 52% das intenções, enquanto Lula tem 48%. Essa diferença de quatro pontos percentuais contrasta com a situação de empate observado na pesquisa anterior, realizada entre 13 e 15 de outubro, quando ambos os candidatos estavam com 50% dos votos válidos.
A variação entre as duas rodadas de pesquisa sugere um movimento de eleitores indecisos em direção ao candidato do PL nas últimas 48 horas. Essa migração pode ser atribuída a fatores como debates recentes, visitas a estados-chave e a intensificação de campanhas nas redes sociais.
Implicações para a segunda volta e cenários futuros
Os resultados regionais apontam para estratégias distintas nas campanhas. No Sul e Centro‑Oeste, Flávio Bolsonaro pode focar na consolidação de sua base, reforçando mensagens de segurança e desenvolvimento econômico. Já no Nordeste, Lula tem a oportunidade de aprofundar sua presença, destacando políticas sociais e investimentos em infraestrutura.
No Sudeste, a disputa permanece competitiva, e ambos os candidatos deverão intensificar esforços de mobilização, sobretudo em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. O pequeno diferencial de onze pontos percentuais indica que pequenas variações de opinião podem ser decisivas.
O Norte, com seu empate técnico, torna‑se um campo de batalha crucial para conquistar eleitores indecisos. Campanhas de visitação, alianças com lideranças locais e mensagens direcionadas a questões regionais podem ser determinantes para romper o impasse.
Além das estratégias regionais, a pesquisa destaca a importância dos eleitores que ainda não definiram seu voto. Aproximadamente 7% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou indeciso, constituindo um bloco que pode ser decisivo nas urnas. Mobilizar esse contingente exigirá mensagens claras sobre propostas de governo e a capacidade de entrega.
Possíveis cenários para a segunda volta incluem:
- Manutenção da liderança de Flávio nas regiões Sul, Centro‑Oeste e Sudeste, combinada com ganhos de Lula no Nordeste, resultando em um resultado nacional apertado.
- Reversão de tendência no Norte, com Lula conquistando pequenos votos adicionais e equilibrando o placar nacional.
- Um aumento significativo de votos em branco ou nulos, que poderia reduzir a margem de vitória de qualquer candidato.
Em síntese, a pesquisa evidencia uma polarização regional que deverá moldar as estratégias de campanha nas próximas semanas. Com o segundo turno se aproximando, os candidatos terão que adaptar suas mensagens, reforçar alianças e buscar convencer o eleitorado ainda indeciso para garantir a vitória nas urnas.








