Para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 25 de outubro, a Justiça Eleitoral modificou o endereço de 4.352 seções em todo o Brasil. As mudanças afetam menos de 1% das 499.248 seções, mas são essenciais para garantir a segurança e a acessibilidade dos eleitores.
Motivos que levaram à mudança de mais de quatro mil locais de votação
As alterações foram motivadas por situações de emergência e por ajustes de última hora nas instalações. Em vários municípios, obras nas escolas que servem como pontos de votação não foram concluídas a tempo, o que impediu o uso das estruturas previstas.
Além das obras inacabadas, a falta de energia elétrica em alguns prédios obrigou a transferência das seções para locais que dispõem de geradores ou rede estável. Essa medida evita atrasos na abertura das urnas e garante que a votação ocorra dentro do horário oficial, das 8h às 17h.
Problemas de acessibilidade também foram citados como causa de realocação. Quando a estrutura de um prédio não oferece condições adequadas para pessoas com deficiência, a zona eleitoral determina a mudança para um endereço que cumpra as normas de acessibilidade, como rampas, elevadores e sinalização tátil.
Eventos climáticos extremos tiveram papel decisivo em alguns casos. No interior de Mato Grosso, em Confresa, chuvas intensas e ventos fortes nos dias 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola municipal que seria o local de votação. Um laudo de engenharia, emitido em 11 de outubro, recomendou a interdição imediata do prédio, resultando na transferência das seções para um endereço vizinho.
Esses exemplos ilustram a variedade de fatores que podem levar à necessidade de mudança de local, reforçando a importância da vigilância constante das condições físicas e ambientais dos pontos de votação.
Como consultar o novo endereço da sua seção eleitoral
Os eleitores que já conhecem o local de votação do primeiro turno devem confirmar se haverá alteração antes de sair de casa. A consulta pode ser feita de forma rápida e segura por meio de dois canais oficiais.
- Aplicativo e‑Título: disponível para Android e iOS, permite ao usuário inserir o número do título e visualizar o endereço atualizado da seção.
- Autoatendimento Eleitoral: portal do TSE que oferece a mesma funcionalidade via navegador, sem necessidade de download.
Ambos os sistemas são alimentados em tempo real pelos cartórios eleitorais. Assim que a zona eleitoral registra a mudança, a informação aparece imediatamente nos aplicativos, evitando que o eleitor se desloque para um local inexistente ou fechado.
Para quem prefere o contato presencial, os cartórios de registro também fornecem a lista de seções alteradas. É possível obter a informação por telefone ou presencialmente, porém o uso dos meios digitais é recomendado para maior agilidade.
É fundamental que o eleitor verifique o endereço com antecedência, pois a logística de deslocamento pode mudar significativamente, sobretudo em áreas rurais onde a distância entre as seções pode ser grande.
Impactos nas eleições e as medidas de segurança climática adotadas pelo TSE
No segundo turno, além da escolha do presidente da República, os eleitores de seis estados e do Distrito Federal decidirão também o governador. Em sete municípios – Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO) – haverá ainda eleições suplementares para prefeito e vice‑prefeito.
Os mandatos dos candidatos eleitos terão validade até 31 de dezembro de 2028, o que destaca a relevância de garantir um processo eleitoral livre de interrupções ou falhas logísticas.
Para monitorar riscos climáticos que possam comprometer a votação, o Tribunal Superior Eleitoral criou a Sala Nacional de Situação Climática. Essa estrutura reúne dados diários de órgãos como INMET, CEMADEN, INPE, ANA, Defesa Civil e Forças Armadas.
A sala acompanha eventos como chuvas intensas, ventos fortes, alagamentos e quedas de energia que possam afetar tanto os locais de votação quanto as rotas de transporte dos eleitores e dos materiais eleitorais.
Quando um risco é identificado, a equipe de apoio técnico do TSE aciona imediatamente as zonas eleitorais responsáveis, que podem decidir pela realocação de seções ou pela implementação de medidas de contingência, como geradores de energia ou reforço de segurança nas áreas vulneráveis.
Essa estratégia preventiva tem como objetivo minimizar atrasos na abertura das urnas e garantir que o processo de votação ocorra de forma segura e transparente, mesmo diante de condições climáticas adversas.
Além da Sala Nacional de Situação Climática, o TSE mantém um canal de comunicação direto com a população por meio de redes sociais e do site oficial, onde são divulgadas atualizações em tempo real sobre possíveis alterações de última hora.
Portanto, ficar atento às informações oficiais, conferir o endereço atualizado da seção e estar ciente das medidas de segurança adotadas são passos essenciais para que o voto seja exercido de forma consciente e sem contratempos.
- Arroio do Sal (RS)
- Santana do Itararé (PR)
- Macedônia (SP)
- Martinópolis (SP)
- Narandiba (SP)
- Itaguaí (RJ)
- Goiatins (TO)
Em síntese, a alteração de mais de quatro mil locais de votação reflete a necessidade de adaptação constante às condições locais e climáticas. A Justiça Eleitoral reforça, assim, seu compromisso com a integridade do processo democrático, oferecendo ferramentas digitais para que cada eleitor possa confirmar seu ponto de votação e participar plenamente das decisões que moldarão o futuro do país.








