Na manhã de 7 de outubro, dois indivíduos arrombavam um depósito comercial na Rua José Antônio Marcello, na Vila Galvão, e mantiveram funcionários como reféns. A ação foi registrada por câmeras de segurança e pelo áudio ambiente, que capturou momentos de tensão e a reação inesperada de uma das colaboradoras.
Detalhes da invasão
Os criminosos entraram no estabelecimento às primeiras horas do dia, usando força para romper o portão de acesso. Uma vez dentro, conduziram os trabalhadores ao mezanino, onde foram mantidos sob ameaça de uma arma que, posteriormente, foi identificada como falsa.
O sistema de monitoramento não gravou todos os funcionários, mas mostrou claramente a entrada dos assaltantes e parte da dinâmica da tomada de reféns. O áudio gravado revela gritos, ordens e a tentativa de acalmar a situação por parte dos presentes.
- Data: 7 de outubro
- Local: Rua José Antônio Marcello, Vila Galvão
- Vítimas: funcionários do depósito
- Arma: pistola de aparência real, mas sem munição
- Fuga: Hyundai Santa Fe preto, placa EGT-2E41
A reação da funcionária
Uma das colaboradoras, que também foi a responsável pelo relato à polícia, percebeu que a arma era falsa e decidiu agir. Sem hesitar, avançou contra o assaltante, iniciando uma luta corporal que surpreendeu a todos.
Durante o confronto, o suspeito tentou desferir golpes, chegou a segurá‑la pelos cabelos e manteve a postura agressiva, enquanto a funcionária buscava se defender. Apesar da violência, ela afirmou que não sofreu ferimentos graves.
No áudio, ouvem‑se colegas pedindo que ela soltasse o agressor, mas a colaboradora manteve a postura firme, demonstrando coragem e presença de espírito.
Ao final da briga, o assaltante recuou momentaneamente, o que parece ter interrompido a sequência de violência e evitado que outros funcionários fossem atingidos.
Fuga dos criminosos e tentativas de resistência
Após o confronto, os dois homens abandonaram o depósito e fugiram em um Hyundai Santa Fe preto, placa EGT‑2E41. Durante a fuga, o veículo teria perdido momentaneamente o controle, possivelmente por causa do nervosismo dos ocupantes.
Um dos funcionários, ainda no local, lançou uma pedra contra o carro, numa tentativa de impedir a fuga ou ao menos chamar a atenção das autoridades que chegariam ao local.
O suspeito que portava a arma falsa continuou falando ao telefone enquanto a fuga acontecia, demonstrando um comportamento desconcertante e possivelmente indicando que ele já tinha contatos externos preparados.
Segundo informações da própria funcionária, a polícia já conhecia o veículo por envolvimento em ocorrências semelhantes, embora ainda não haja confirmação oficial sobre o histórico do carro.
Repercussões e investigação
O mesmo dia, antes da invasão ocorrida durante a manhã, o depósito havia sido alvo de outra tentativa de assalto durante a madrugada. Na ocasião, os criminosos danificaram o portão de entrada e furtaram todos os aparelhos eletrônicos presentes.
Esses dois episódios consecutivos aumentaram a preocupação dos trabalhadores com a segurança do imóvel e levantaram dúvidas sobre a possível ligação entre as duas invasões.
Até o momento, não foram realizadas prisões relacionadas ao caso. A polícia continua investigando a identidade dos suspeitos, a origem da arma falsa e a possível conexão entre os dois ataques.
As autoridades ainda não confirmaram se o mesmo grupo está por trás das duas invasões, mas o padrão de ação e a escolha do mesmo veículo sugerem uma estratégia coordenada.
Os funcionários aguardam respostas das forças de segurança e reforços nas medidas de proteção, enquanto a comunidade da Vila Galvão acompanha o caso com apreensão.








