Donald Trump anunciou, nesta quinta‑feira, 15 de setembro, a captação de US$ 333 milhões em recursos privados para construir um salão de festas na Casa Branca. O projeto, que pretende transformar parte da Ala Leste em um espaço de eventos de alto padrão, recebeu apoio de gigantes da tecnologia como Nvidia e Apple, além de outros magnatas.
Financiamento privado e principais investidores
O Washington Post revelou que a lista de doadores inclui empresas e indivíduos que já apoiam financeiramente o Partido Republicano. Nvidia e Apple contribuíram com US$ 25 milhões cada, totalizando US$ 50 milhões, o que representa cerca de 15% do montante total.
Outros nomes de destaque são a família da empresária Miriam Adelson, que destinou US$ 25 milhões, e o bilionário Charles Ergen, que também doou a mesma quantia. Cada um desses investidores acrescentou US$ 25 milhões ao fundo, reforçando o caráter multimilionário da operação.
- Nvidia – US$ 25 milhões
- Apple – US$ 25 milhões
- Família Adelson – US$ 25 milhões
- Charles Ergen – US$ 25 milhões
Os demais US$ 208 milhões foram provenientes de um conjunto de doadores ainda não identificados publicamente, mas que, segundo o porta‑voz da Casa Branca, compõem um “enorme conjunto de grandes empresas americanas”.
Detalhes da obra e controvérsias
O salão de festas ocupará mais de 8 mil metros quadrados e terá capacidade para receber mil convidados simultaneamente. Entre as especificações técnicas, estão abrigos antibomba, unidades médicas de emergência, sistemas de defesa contra drones e mísseis, além de outras tecnologias de segurança avançada.
Essas características geraram críticas de historiadores e conservacionistas, que alertam para a demolição da Ala Leste – um espaço tradicional da Casa Branca – para dar lugar ao novo recinto. A perda de um patrimônio arquitetônico tem sido apontada como um custo cultural elevado.
Quando o projeto foi divulgado pela primeira vez, Trump estimou que o custo total da reforma seria de US$ 400 milhões. Posteriormente, ele solicitou ao Congresso US$ 1 bilhão adicional para a construção de um bunker subterrâneo e outras medidas de segurança, ampliando ainda mais o orçamento previsto.
Reações políticas e implicações futuras
Um porta‑voz da Nvidia declarou que o apoio ao projeto reflete o compromisso da empresa com os Estados‑Unidos, afirmando que “como empresa americana, nosso suporte aos EUA é primordial, independente de qualquer interesse de negócios”. A Apple, por sua vez, optou por não comentar publicamente a doação.
Na Casa Branca, o secretário de comunicação Davis Ingle ressaltou que os doadores compreendem a importância de “um enorme conjunto de grandes empresas americanas” para viabilizar projetos de infraestrutura nacional.
Especialistas em ética política apontam que a participação de corporações de tecnologia em projetos de alto perfil pode criar percepções de influência indevida sobre decisões governamentais. O debate sobre transparência e conflitos de interesse deve ganhar ainda mais atenção nos próximos meses.
O Congresso ainda não se pronunciou oficialmente sobre a solicitação de US$ 1 bilhão para o bunker e outras melhorias de segurança. Enquanto isso, a população e grupos de defesa do patrimônio aguardam decisões que podem definir o futuro da arquitetura histórica da capital.








