A nova pesquisa Genial/Quaest, programada para ser divulgada em 21 de outubro de 2026, avalia a repercussão das medidas adotadas pelo governo nas semanas que antecedem o segundo turno da eleição presidencial. O estudo foi realizado entre 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistas em todo o país, e tem como objetivo captar a intenção de voto e a percepção dos eleitores sobre os candidatos. Os resultados serão publicados quatro dias antes da votação, marcada para 25 de outubro.
Contexto e relevância da pesquisa
Após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o cenário político brasileiro se encontra polarizado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, Lula ficou com 45,16%, indicando um intervalo estreito que pode mudar com a divulgação de novas propostas governamentais. A pesquisa da Quaest surge, portanto, como um termômetro crucial para entender se as ações recentes do governo influenciam a decisão dos eleitores.
Entre as principais questões analisadas estão a avaliação das políticas sociais, a percepção sobre a economia e a confiança nas instituições democráticas. O levantamento também investiga se os eleitores consideram que as medidas anunciadas visam exclusivamente a manutenção do poder ou se são percebidas como necessárias para o país. Essa distinção pode ser decisiva para o desempenho de cada candidato no segundo turno.
Além disso, a pesquisa traz à tona temas que ganharam destaque na mídia nas últimas semanas, como o escândalo do Banco Master, as discussões sobre a legalização das apostas esportivas e a defesa da extinção da escala 6×1. Esses assuntos têm potencial de mobilizar eleitores indecisos ou reforçar a escolha de quem já tem preferência.
- Aumento do Bolsa Família;
- Proibição das bets (apostas esportivas);
- Fim da escala 6×1;
- Escândalo do Banco Master e envolvimento de Daniel Vorcaro;
- Denúncias envolvendo ministros do STF;
- Debates sobre Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Metodologia e principais indicadores
O instituto Genial/Quaest conduziu 2.154 entrevistas presenciais, distribuídas proporcionalmente entre as regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro‑Oeste, garantindo representatividade nacional. A margem de erro foi estabelecida em ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos resultados divulgados.
Do ponto de vista das intenções de voto, a pesquisa utilizou duas abordagens: a nomeada (ou “estimulada”) e a espontânea. Na primeira, os entrevistados escolheram entre uma lista pré‑definida de candidatos; na segunda, responderam sem receber sugestões. Essa dupla estratégia permite comparar a força real dos nomes com a percepção imediata dos eleitores.
Os indicadores de avaliação do governo incluem perguntas sobre a aprovação das medidas econômicas, a confiança nas políticas sociais e a opinião sobre a condução da pandemia. Também foram incluídas questões sobre a expectativa de mudança de voto até o segundo turno, permitindo mapear a volatilidade do eleitorado nas próximas semanas.
Um bloco específico do questionário analisou as prioridades dos eleitores para o futuro, apresentando opções como aumento de renda, preservação do emprego, pagamento de dívidas, redução de impostos, mais segurança e melhoria da moradia. Os resultados dessas escolhas ajudarão a identificar quais promessas de campanha têm maior ressonância entre a população.
Expectativas e possíveis impactos
Os analistas apontam que a pesquisa pode influenciar a estratégia de campanha de ambos os candidatos. Caso os números mostrem um ganho de aprovação para Lula após as recentes reformas, a campanha pode intensificar a divulgação de políticas sociais. Por outro lado, se Flávio Bolsonaro registrar aumento de intenção de voto, seu time poderá reforçar a mensagem de combate à corrupção e de defesa da família tradicional.
Outro ponto crítico é a percepção de risco à democracia. O questionário perguntou qual dos candidatos representa maior ameaça ao sistema democrático brasileiro. Essa avaliação pode gerar repercussão nas redes sociais e pressionar os candidatos a adotarem posturas mais conciliadoras.
Além das dimensões políticas, a pesquisa também mede o grau de confiança dos eleitores nas instituições econômicas, como o Banco Central, e nas decisões judiciais do STF. A resposta a essas perguntas pode indicar se o eleitorado está mais inclinado a apoiar políticas de liberalização econômica ou a defender um modelo mais intervencionista.
Finalmente, o estudo traz à tona a comparação entre duas visões de liderança: um presidente que promove mudanças estruturais versus um que oferece estabilidade. Essa dicotomia será decisiva para eleitores que priorizam segurança econômica versus aqueles que buscam transformações sociais profundas.
Em síntese, a pesquisa Genial/Quaest funciona como um termômetro de última hora antes da decisão final dos brasileiros. Os dados coletados entre 17 e 20 de outubro oferecerão insights valiosos sobre a direção que o país pode tomar nos próximos quatro anos, seja pela continuidade dos programas sociais de Lula ou pela proposta de mudança apresentada por Flávio Bolsonaro.








