Lita Sousa, influenciador digital de 59 anos, faleceu em 1º de outubro de 2024, deixando um rastro de dúvidas e emoções nas redes sociais. A viúva, Mila Seidl, de 41 anos, compartilhou detalhes sobre o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob, a busca por tratamento nos EUA e os planos para as empresas que o casal fundou.
O diagnóstico inesperado
Em uma viagem planejada para a Disney, a família percebeu que Lito apresentava sinais incomuns. O braço subia sozinho e ele caminhava com desequilíbrio, o que levou Mila a insistir em uma consulta médica imediatamente.
Os primeiros exames de imagem apontaram encefalite, uma inflamação cerebral que costuma ser a hipótese mais provável. Após 11 dias de internação, Lito recebeu alta, mas a melhora foi temporária.
Uma semana depois, o quadro piorou e uma nova ressonância revelou a suspeita de Creutzfeldt-Jakob, doença neurodegenerativa rara e fatal. Mila pesquisou sobre a condição, ficou apavorada e aguardou a confirmação do médico.
Quando o diagnóstico foi confirmado, a família se viu diante de um futuro incerto, com poucos meses de expectativa de vida, segundo especialistas.
A batalha por um tratamento experimental
Desesperada, Mila buscou opções de tratamento nos Estados Unidos, onde protocolos experimentais estavam em fase de testes. O objetivo era obter o uso compassivo de um medicamento ainda não aprovado no Brasil.
Para conseguir o acesso, foram necessários vários documentos, incluindo laudos médicos detalhados e autorizações da farmacêutica responsável. O processo envolveu contato direto com a empresa, aprovação regulatória e a tentativa de inclusão em estudos de Harvard e de outro laboratório americano.
Apesar de ser elegível, Lito não encontrou vagas nos estudos. A falta de disponibilidade atrasou a administração do remédio, que poderia ter sido iniciado 15 a 20 dias antes, aumentando as chances de eficácia.
Finalmente, Lito recebeu a primeira dose do medicamento experimental. No entanto, o efeito máximo do fármaco ocorre em quatro semanas, enquanto a doença avançava em dias, limitando os benefícios.
- Contato com a farmacêutica para uso compassivo
- Reunião de documentos médicos e autorizações
- Solicitação de inclusão em estudos clínicos
- Administração da primeira dose nos EUA
Mesmo com a dose administrada, Lito já não falava, não se movia e apresentava dificuldade para engolir, sinais de que a doença havia ultrapassado o ponto de controle.
O desfecho e as causas da morte
Embora a Creutzfeldt-Jakob seja a doença subjacente, a causa imediata da morte foi pneumonia. A perda de controle da deglutição provocou acúmulo de saliva e água nos pulmões, levando à infecção.
Durante o agravamento, Mila manteve comunicação com Lito por meio de piscadas, perguntando sobre dor e conforto. Essa estratégia mostrou que, apesar da deterioração física, a cognição permanecia parcialmente intacta.
A pneumonia se instalou rapidamente, e a equipe médica não conseguiu reverter a situação. Lito faleceu em casa, cercado pela família, após uma batalha de poucos meses contra a doença.
O relato de Mila destaca a importância de diagnóstico precoce e da disponibilidade de tratamentos experimentais, sobretudo para doenças raras que avançam de forma fulminante.
O futuro dos negócios e o legado de Lito
Além da dor pessoal, Mila enfrenta o desafio de assumir a liderança de quatro empresas fundadas com Lito. Ela já era CEO de todas, mas a ausência do parceiro traz questões estratégicas e emocionais.
As companhias incluem projetos de aviação, música, produção de conteúdo digital e uma plataforma de eventos. Cada negócio tem necessidades específicas, e Mila traçou três planos distintos para o segmento de aviação e música.
- Manter a equipe atual e reforçar a identidade da marca
- Buscar parcerias estratégicas para ampliar o alcance
- Investir em inovação tecnológica e novos formatos de conteúdo
Mila reconhece que ninguém pode substituir completamente Lito, cujas habilidades de comunicação e visão criativa eram únicas. Contudo, ela acredita que o legado pode ser preservado por meio de decisões colaborativas e respeito ao estilo do falecido.
Para honrar a memória, a família pretende criar um fundo de apoio a pesquisas sobre Creutzfeldt-Jakob, incentivando a descoberta de tratamentos mais eficazes. Essa iniciativa visa transformar a tragédia em um impulso para a ciência.
Além disso, Mila planeja manter o canal de comunicação com o público, compartilhando aprendizados e mantendo a transparência sobre os desafios enfrentados. A presença da coluna GENTE no Instagram será utilizada para divulgar esses projetos e engajar a comunidade.
Em síntese, a história de Mila Seidl e Lito Sousa evidencia a fragilidade diante de doenças raras, a importância de buscar alternativas médicas e o compromisso de transformar perdas em oportunidades de crescimento para os negócios e para a pesquisa.








