A Konami lançou neste mês o novo título Belmont’s Curse, o primeiro jogo original da saga Castlevania em mais de dez anos, desenvolvido pelos estúdios Motion Twin e Evil Empire. O lançamento ocorreu mundialmente para PC, Xbox Series X|S, PlayStation 5 e Nintendo Switch, trazendo de volta a ação clássica com recursos modernos.
O anúncio foi acompanhado de trailers que destacaram a herança da franquia e a nova direção visual inspirada nas animações da Netflix, gerando grande expectativa entre fãs de longa data e novos jogadores.
Renascimento da franquia e influências contemporâneas
Belmont’s Curse marca o retorno da linha principal da série, que estava ausente desde o final da trilogia Lords of Shadow. Ao mesmo tempo, o gênero metroidvania recebeu um impulso significativo nos últimos anos graças a títulos indie como Hollow Knight e Dead Cells.
Esses jogos mostraram que a combinação de exploração não‑linear e combate ágil pode ser refinada, e a equipe francesa aproveitou essas lições para criar uma experiência que honra o legado ao mesmo tempo que avança.
A narrativa se conecta diretamente ao clássico Castlevania III, situando‑se após os eventos do jogo que inspirou a série animada da Netflix. A protagonista, Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades, assume a missão de defender a Europa de uma nova invasão de criaturas das trevas.
Ao longo da história, a trama apresenta reviravoltas previsíveis para os fãs, mas também introduz elementos inesperados que mantêm a experiência fresca e envolvente.
Jogabilidade e sistema de combate
O design de níveis começa de forma linear, permitindo que os jogadores se familiarizem rapidamente com os controles, mas rapidamente se abre para áreas interconectadas que incentivam a exploração profunda.
Com cerca de quinze horas de campanha principal, o jogo oferece ainda mais conteúdo para quem deseja desvendar segredos, colecionáveis e caminhos alternativos, potencialmente dobrando o tempo de jogo.
A movimentação é fluida e ritmada, característica dos desenvolvedores responsáveis por Dead Cells. Essa fluidez se reflete tanto nos saltos quanto nas esquivas, proporcionando uma sensação de agilidade que combina com o estilo gótico‑fantástico.
Os combates contra chefões são desafiadores, exigindo que o jogador aprenda padrões de ataque e ajuste sua estratégia em tempo real. A dificuldade elevada é equilibrada pela liberdade de personalização oferecida ao personagem.
Rose dispõe de um arsenal variado, composto por sete tipos de armas, cada uma com vantagens e desvantagens distintas:
- Espada curta: rápida e fácil de manejar, ideal para combos curtos.
- Espada de duas mãos: mais lenta, mas causa dano massivo em golpes carregados.
- Lança: permite atacar à distância curta e manter inimigos à distância.
- Manoplas: aumentam a velocidade de ataque e permitem golpes consecutivos.
- Chicote: oferece alcance médio e pode ser usado para puxar inimigos.
- Machado: combina poder de corte com capacidade de arremesso.
- Arco: possibilita ataques a longa distância e disparos precisos.
Além das armas, o jogo incorpora relíquias inspiradas em Hollow Knight, que concedem habilidades passivas como aumento de vida, resistência ao fogo ou aprimoramento de dano crítico.
Essas relíquias incentivam o jogador a experimentar diferentes builds, tornando cada sessão de jogo única e adaptável ao estilo preferido.
Estética visual e conexão com a série da Netflix
Visualmente, Belmont’s Curse abandona o pixel art detalhado que caracterizou muitos títulos anteriores e adota um estilo de animação mais próximo das séries produzidas pela Netflix.
Os personagens apresentam linhas curvas, cores vibrantes e sombras suaves, criando um ambiente que parece tirado diretamente de um desenho animado contemporâneo.
Essa escolha estética não apenas homenageia a adaptação televisiva, mas também facilita a leitura visual durante o combate, permitindo que o jogador identifique rapidamente inimigos e projéteis.
Os cenários variam entre castelos góticos, ruas sombrias de Paris e florestas enigmáticas, cada um repleto de detalhes que reforçam a atmosfera de horror vitoriano.
Embora a abundância de cores possa inicialmente confundir, a iluminação dinâmica e o contraste entre luz e sombra ajudam a distinguir áreas interativas de fundo decorativo.
Os efeitos sonoros e a trilha musical, compostos por orquestrações sombrias e coros melancólicos, complementam a experiência, reforçando a sensação de urgência e perigo constante.
Em suma, Belmont’s Curse representa um ponto de convergência entre nostalgia e inovação, oferecendo aos veteranos da série a oportunidade de reviver momentos icônicos enquanto introduz novos jogadores a um universo rico e visualmente atraente.
A combinação de mecânicas refinadas, narrativa conectada ao cânone e estética inspirada na Netflix sugere que a franquia tem potencial para continuar evoluindo nos próximos anos, possivelmente expandindo-se para novos projetos transmedia.








