Uma pesquisa recente divulgada nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, revelou como o eleitorado religioso está se posicionando no segundo turno da corrida presidencial. O levantamento, realizado pela BTG/Nexus, indica que católicos e evangélicos têm preferências marcadamente distintas entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.
Divisão do eleitorado católico
Entre os fiéis católicos, o ex-presidente Lula lidera com 51% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%. Essa diferença de sete pontos percentuais mostra uma vantagem modesta, porém significativa, para Lula dentro desse segmento.
Os demais 5% do grupo católico se dividem entre votos em branco ou nulo (2%) e eleitores indecisos ou que não responderam (3%). Esses números sugerem que a maioria dos católicos já tem uma escolha clara, mas ainda há espaço para campanhas de convencimento.
- Lula: 51%
- Flávio Bolsonaro: 44%
- Branco ou nulo: 2%
- Indecisos: 3%
Comparado ao cenário evangélico, a margem católica é bem menor, o que indica que a disputa entre os candidatos ainda pode ser influenciada por fatores externos ao campo religioso.
Preferência dos evangélicos
O panorama se inverte de forma acentuada entre os eleitores evangélicos. Flávio Bolsonaro obtém 58% das intenções de voto, enquanto Lula fica com 32%, gerando um abismo de 26 pontos percentuais.
Esse resultado evidencia a força do candidato de direita entre as comunidades evangélicas, que historicamente têm se alinhado a pautas conservadoras e a figuras políticas que compartilham valores religiosos semelhantes.
Os 8% restantes do segmento evangélico declararam voto em branco ou nulo, e 3% ainda não sabem ou não responderam, indicando que ainda há uma pequena parcela de eleitores que pode ser persuadida.
- Flávio Bolsonaro: 58%
- Lula: 32%
- Branco ou nulo: 8%
- Indecisos: 3%
Essa diferença substancial entre os candidatos dentro do eleitorado evangélico pode ser decisiva nas urnas, especialmente em estados onde essa religião tem grande representatividade.
Outros segmentos religiosos e conclusões gerais
Para eleitores que se declaram pertencentes a outras religiões, a disputa está mais equilibrada: Lula tem 51% e Flávio Bolsonaro 46%. Não há eleitores indecisos nesse recorte, apenas 3% que optam por voto em branco ou nulo.
Já entre os que afirmam não ter religião, Lula lidera com 56% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%. O mesmo percentual de 8% de votos em branco ou nulo aparece, sem indecisos.
Quando analisamos a amostra total do cenário estimulado, Flávio Bolsonaro tem 48% e Lula 45% nas intenções de voto. Considerando apenas os votos válidos, Flávio avança para 52% contra 48% de Lula, mostrando que a margem geral ainda é apertada.
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de ±2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.
Em síntese, o estudo evidencia que a religião continua sendo um fator determinante nas preferências eleitorais. Enquanto Lula tem maior aceitação entre católicos, outras religiões e ateus, Flávio Bolsonaro conta com o apoio predominante dos evangélicos, grupo que pode ser decisivo nas urnas.
Os candidatos ainda têm alguns dias para intensificar suas campanhas, buscar os indecisos e tentar reduzir a diferença nas categorias onde estão atrás. A dinâmica religiosa, aliada a questões econômicas e sociais, promete tornar o segundo turno ainda mais competitivo.








