Tiririca, conhecido por sua trajetória como humorista, cantor e deputado federal, lançou nesta sexta-feira, 9 de outubro, seu novo álbum intitulado “Mundo coisado”. A estreia musical ocorre logo após sua primeira derrota nas urnas em 2026, marcando um retorno ao universo artístico que sempre o acompanhou. O lançamento acontece em São Paulo, com distribuição digital e em plataformas de streaming.
Um novo capítulo musical
Depois de quatro mandatos consecutivos no Congresso, o artista cearense decidiu transformar a frustração política em criatividade sonora. O álbum traz onze faixas autorais, todas compostas por Tiririca, que exploram temáticas cotidianas com humor ácido e críticas sutis. Cada música revela um lado diferente do forró, mesclando elementos de xote, piseiro e até influências de rap.
Entre os títulos mais provocativos, destacam‑se “É coisa de rapariga” e “Suvaco cabeludo”, que já circulam nas redes sociais gerando debates acalorados. A proposta é clara: divertir o público ao mesmo tempo em que questiona convenções sociais. O artista afirma que o álbum reflete sua visão de mundo, onde tudo pode ser tratado com leveza e ironia.
Os bastidores da produção
A produção ficou a cargo de Claudivan Santiago, multi‑instrumentista que assumiu a responsabilidade de tocar todos os instrumentos nas onze faixas. Santiago também cuidou dos arranjos, garantindo que cada música mantivesse a identidade forrozeira sem perder a originalidade. O processo de gravação ocorreu em estúdio localizado em Fortaleza, onde Tiririca passou longas horas revisando letras e ajustando melodias.
Para dar transparência ao público, a equipe divulgou um
- making‑of detalhado
- entrevistas exclusivas
- trechos de ensaios ao vivo
nas redes sociais. Essa estratégia ajudou a criar expectativa e a envolver fãs tanto da música quanto da política. O artista ainda destacou que a escolha de produzir tudo com um único músico foi intencional, buscando coerência sonora e economia criativa.
Além da produção musical, a arte da capa foi desenvolvida por um ilustrador local, que representou Tiririca em um cenário surrealista, reforçando o conceito de “coisado”. A capa já recebeu elogios por seu humor visual e por captar a essência do álbum. O design inclui referências a símbolos da cultura nordestina, como cactos e chapéus de couro.
Recepção e perspectivas
Nas primeiras 24 horas, o álbum acumulou mais de 200 mil streams, indicando forte aceitação do público. Críticos de música elogiaram a ousadia das letras, embora alguns apontem para a simplicidade melódica como ponto fraco. Ainda assim, a autenticidade e a energia contagiante são destacadas como os principais atrativos.
Para Tiririca, o sucesso musical pode abrir novas oportunidades, como turnês regionais e participações em programas de TV. Ele também sinaliza que pretende usar a visibilidade para promover causas sociais, como a educação infantil e o apoio a pequenos produtores culturais. A mensagem central é que, mesmo fora do Legislativo, ele continua comprometido com o bem‑estar da população.
O álbum “Mundo coisado” ainda conta com um vídeo oficial para a faixa “Vai ficar na cabeça”, que já circula nas plataformas digitais. O clipe mistura cenas de festas de forró com momentos de reflexão, reforçando a dualidade presente em todo o trabalho. A produção visual foi feita por uma equipe independente, que trouxe um toque de originalidade ao projeto.
Com a combinação de humor, crítica social e ritmos tradicionais, Tiririca demonstra que a criatividade pode ser um caminho de resistência e renovação. O álbum serve como um convite para que o público repense suas próprias “coisas” e encontre, na música, um espaço de descontração e reflexão.








