Na segunda‑feira, 12 de maio, o Kremlin rejeitou a proposta de cessar‑fogo de 60 dias apresentada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que visava viabilizar eleições presidenciais em solo ucraniano.
A recusa foi comunicada pelo porta‑voz Dmitry Peskov, que enfatizou que a Rússia busca uma paz duradoura e está disposta a fazer tudo o que for necessário para alcançá‑la.
Contexto da proposta ucraniana
Zelensky fez o pedido durante entrevista à emissora americana ABC News, ao solicitar que o presidente Vladimir Putin conceda duas‑meses de trégua total para a realização das urnas.
O líder ucraniano explicou que o intervalo seria usado para organizar o processo eleitoral, garantir a segurança dos eleitores e permitir a observação internacional.
A iniciativa surge em meio ao término previsto do mandato de Zelensky em 2024, quando a oposição já questiona a legitimidade de sua permanência no cargo.
- Objetivo: garantir eleições livres e transparentes;
- Duração solicitada: 60 dias de cessar‑fogo total;
- Âmbito: paralisação de todas as hostilidades militares;
- Condição: reciprocidade da Rússia no cessar‑fogo energético.
Posição russa e argumentos de Moscou
O Kremlin argumentou que um cessar‑fogo temporário não resolve as causas profundas do conflito e que a prioridade é alcançar uma paz estável a longo prazo.
Peskov ressaltou que a Rússia está preparada para empregar todos os meios diplomáticos e militares necessários para garantir seus interesses de segurança.
Além disso, Moscou questionou a viabilidade de eleições sob lei marcial, que permanece em vigor desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
As autoridades russas ainda não confirmaram se aceitaram a proposta de cessar‑fogo energético anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a suspensão de ataques a instalações de energia de ambos os países.
Reação da Ucrânia e desdobramentos recentes
Zelensky respondeu que a Ucrânia está disposta a honrar a trégua, desde que a Rússia faça o mesmo, especialmente no que diz respeito ao cessar‑fogo energético.
Em discurso no Fórum de Segurança de Varsóvia, o presidente ucraniano advertiu que, caso Moscou não coopere, Kiev responderá com medidas proporcionais.
Ele também criticou a falta de ação prática do presidente americano, referindo‑se à promessa de Trump como algo que permanece “apenas no Truth Social”.
Autoridades ucranianas afirmam que, apesar das declarações de Trump, as forças russas continuam atacando redes de eletricidade e gás, provocando apagões generalizados.
O impasse tem gerado preocupação internacional, com aliados ocidentais pedindo um retorno imediato às negociações e o fim das hostilidades que afetam civis.
Especialistas em segurança apontam que a recusa russa pode prolongar o conflito e dificultar a realização de eleições que seriam vistas como um marco democrático para a Ucrânia.
Ao mesmo tempo, analistas políticos destacam que a pressão sobre Moscou pode aumentar, especialmente se a comunidade internacional intensificar sanções econômicas.
Em resumo, a situação permanece tensa, com ambas as partes mantendo posições firmes e a comunidade global observando atentamente os próximos passos.








