A cantora canadense Rochelle Jordan chega ao Brasil para se apresentar no Zig Festival, em São Paulo, neste sábado, 10 de outubro de 2026. A estreia marca a primeira vez que a artista toca em território brasileiro e promete agitar a pista de dança da principal balada LGBTQ+ da cidade. O evento conta ainda com Slayyyter, Haute & Freddy e outras atrações internacionais.
A trajetória musical de Rochelle Jordan
Rochelle começou a compor ainda na adolescência, lançando mixtapes ao longo da primeira década de 2010. Seu primeiro álbum oficial, 1021, saiu em 2014, mas enfrentou problemas contratuais e questões de saúde que a afastaram temporariamente dos palcos.
Após um hiato, a cantora retornou com força total em 2021, apresentando Play With The Changes. O disco mesclou R&B, drum‑and‑bass, house e UK garage, criando um som que críticos internacionais classificaram como “à frente do seu tempo”.
Em 2025, lançou Through the Wall, que recebeu elogios ainda mais intensos e apareceu em diversas listas de melhores lançamentos do ano. O álbum consolidou sua reputação como uma das vozes mais inovadoras da cena dance‑R&B.
- 2014 – Álbum debut “1021”
- 2021 – “Play With The Changes”
- 2025 – “Through the Wall”
Além dos discos, Rochelle tem se destacado por remixes de artistas consagrados, como a colaboração em um remix de Mariah Carey para a edição especial do álbum “Glitter”.
Influências e colaborações internacionais
Jordan se inspira em produtores e cantoras que desafiam convenções. Ela cita a dupla The Neptunes, Kelis e Aaliyah como referências fundamentais para sua abordagem experimental.
Em entrevistas, relata que, ao trabalhar com o produtor KLSH, costumava pedir a “batida mais estranha” disponível, usando-a como base para escrever letras que misturam vulnerabilidade e energia de pista.
Essas experimentações geraram um estilo que combina vocais suaves de R&B com a agressividade rítmica do drum‑and‑bass, criando faixas que são ao mesmo tempo acessíveis e ousadas.
Rochelle também reconhece a influência recíproca com grandes nomes do pop. Ela afirma que o álbum “Renaissance” de Beyoncé a motivou a explorar ainda mais a house music, enquanto acredita que seu próprio trabalho contribuiu para a sonoridade de projetos como “Confessions II” de Madonna.
Outras inspirações citadas incluem Anita Baker, Robin S, Cevin Fisher, Corona e Crystal Waters, artistas que ajudaram a moldar a história da dance music nas décadas de 1990 e 2000.
Expectativas para a estreia no Brasil
Ao saber que o Zig Festival pertence à balada Zig, principal ponto de encontro da comunidade LGBTQ+ de São Paulo, Rochelle expressou entusiasmo: “Tenho que dar o meu melhor para as garotas!”.
Além do show, a cantora planeja encontrar Liniker, artista brasileira que conheceu em um festival na Holanda. Ela descreve Liniker como “uma vocalista maravilhosa, deslumbrante e excepcional” e demonstra vontade de trocar experiências musicais.
Rochelle também está curiosa sobre a cultura local. Ela pretende usar o Shazam para descobrir músicas brasileiras e criar uma playlist personalizada, além de experimentar a culinária do país, comparando-a à comida caribenha que cresceu comendo.
O repertório que será apresentado no Zig inclui faixas de Through the Wall e clássicos de Play With The Changes, garantindo uma mistura de hits conhecidos e novidades que prometem fazer a plateia dançar sem parar.
Os organizadores do festival esperam que a presença de Rochelle atraia um público diversificado, reforçando o papel da Zig como um espaço de inclusão e celebração da música eletrônica.
- Encontro com Liniker
- Exploração da culinária brasileira
- Descoberta de artistas locais via Shazam
Com a combinação de influências globais e o desejo de se conectar com o público brasileiro, a apresentação de Rochelle Jordan tem tudo para ser um marco na sua carreira e um momento memorável para os fãs de música dance‑R&B no país.








