Os resultados das eleições estaduais de 2026 revelaram que, no primeiro turno, 11 governadores eleitos declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e 5 manifestaram respaldo a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação ocorreu no domingo, 4 de outubro, em todas as unidades da federação, totalizando 20 chefes de Executivo estadual.
Distribuição dos apoios entre os governadores
Dos 20 governadores que garantiram o mandato, 16 alinharam-se explicitamente a um dos dois candidatos à presidência. Essa divisão demonstra a importância das alianças regionais para a corrida presidencial, sobretudo quando o panorama político se mostra polarizado.
Os 11 governadores que apoiaram Flávio Bolsonaro representam principalmente regiões do Centro‑Oeste, Norte e parte do Sudeste, reforçando a estratégia de expansão do PL nas áreas onde o candidato tem maior penetração eleitoral.
Por outro lado, os 5 governadores que deram palanque a Lula concentram‑se em estados do Sul, Nordeste e parte do Sudeste, reforçando a base tradicional do PT nesses territórios.
- Governadores que apoiam Flávio Bolsonaro: Acre, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo (interior), Rio de Janeiro (interior), Espírito Santo, Santa Catarina (interior) e Paraná (interior).
- Governadores que apoiam Lula: Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Distrito Federal.
Além desses, três candidatos venceram sem declarar apoio formal a nenhum dos dois aspirantes, enquanto um governador optou por apoiar Ronaldo Caiado (PSD), ampliando a diversidade de posicionamentos no cenário estadual.
Impacto nas estratégias de campanha para o segundo turno
Com a definição dos 20 governadores, os candidatos à presidência já começam a traçar suas estratégias de mobilização. Flávio Bolsonaro, ao contar com 11 governadores, pode contar com uma rede de apoio logístico e de comunicação que abrange quase a metade do país.
Essa aliança possibilita a organização de comícios, a distribuição de material de campanha e a utilização de recursos de mídia local, fatores decisivos para consolidar votos nos estados ainda indecisos.
Lula, por sua vez, tem a vantagem de contar com governadores que exercem forte influência nos grandes centros urbanos e nas capitais, o que pode ser decisivo para captar eleitores indecisos nas áreas metropolitanas.
Ambos os candidatos também deverão negociar com os governadores que ainda não declararam apoio, buscando ampliar suas bases e neutralizar possíveis descontentamentos que possam surgir durante a campanha.
Comparativo histórico e projeções para a disputa presidencial
A eleição de 2026 bateu recorde ao eleger 20 governadores no primeiro turno, superando a marca anterior de 18, alcançada em 2018. Esse fenômeno indica uma tendência de consolidação de lideranças regionais que preferem evitar segundas rodadas, refletindo maior polarização e estratégias de campanha mais focadas.
Historicamente, a quantidade de governadores que apoiam um candidato presidencial tem sido um indicativo de força nas eleições gerais, embora não garanta vitória automática. No caso de 2026, a distribuição equilibrada entre os dois principais candidatos sugere uma corrida acirrada para o segundo turno.
Analistas apontam que, se Flávio Bolsonaro conseguir transformar o apoio dos 11 governadores em votos efetivos, ele poderá reduzir a vantagem histórica de Lula nas capitais. Contudo, Lula ainda mantém vantagem em termos de experiência política e presença nas mídias tradicionais.
As projeções para o dia 25 de outubro, quando ocorrerá o segundo turno, apontam para uma disputa que dependerá fortemente dos estados onde a decisão ainda está em aberto. A mobilização dos governadores, a capacidade de atrair eleitores de partidos menores e a eficácia das campanhas digitais serão fatores críticos para definir o vencedor.







