Nas eleições de domingo, 4 de outubro de 2024, a coalizão que apoia o governador Tarcísio de Freitas assegurou 65 dos 94 assentos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O resultado foi anunciado na capital paulista logo após a apuração final, confirmando a predominância do centro‑direita no Legislativo estadual.
A composição da nova Alesp
A nova bancada conta com representantes de dez partidos que compõem o bloco governista. Juntos, eles ultrapassaram a marca dos dois terços da Casa, o que garante estabilidade para a agenda do governador.
- PL – 27 deputados
- Republicanos – 6 deputados
- PSD – 9 deputados
- MDB – 5 deputados
- PP – 5 deputados
- Podemos – 6 deputados
- União Brasil – 4 deputados
- Novo – 2 deputados
- PRD – 2 deputados
- PSDB – 1 deputado
Com 65 votos, o bloco governista supera amplamente os 48 necessários para aprovar leis ordinárias e também os 57 exigidos para mudanças na Constituição estadual. Essa margem de segurança reduz a necessidade de negociações pontuais com a oposição.
A força da coalizão governista
O Partido Liberal (PL) lidera a aliança, tendo ampliado sua bancada em relação à legislatura anterior. O destaque ficou por conta da influenciadora conservadora Eduarda Campopiano, que recebeu quase 2 milhões de votos, tornando‑se a candidata mais votada da disputa.
Além do PL, o PSD consolidou sua presença com nove deputados eleitos, reforçando a base centrista da aliança. O Republicanos e o Podemos, com seis cadeiras cada, também desempenham papéis estratégicos nas comissões temáticas.
Os partidos MDB e PP, com cinco representantes cada, trazem experiência legislativa e atuam como pontes entre diferentes correntes do bloco. O União Brasil, Novo e PRD completam a formação com quatro, dois e dois deputados, respectivamente.
Essa diversidade partidária permite ao governo Tarcísio negociar projetos em áreas como infraestrutura, saúde e educação, sem depender de acordos pontuais com a oposição.
A oposição e os novos destaques
O Partido dos Trabalhadores (PT) mantém a posição de segunda maior bancada, com 16 deputados. O líder da legenda, Eduardo Suplicy, foi o segundo candidato mais votado do estado, acumulando 654 mil votos.
O PSOL registrou um salto significativo, passando de cinco para nove deputados, igualando‑se ao PSD como terceira maior bancada. Entre os eleitos, destacam‑se Sofia Favero, terceira candidata mais votada, Carlos Giannazi e a representante da Bancada Feminista, Paula.
- PT – 16 deputados
- PSOL – 9 deputados
- Outras oposições menores – 4 deputados
A presença ampliada do PSOL indica um fortalecimento da agenda progressista dentro da Alesp, especialmente em temas como direitos humanos, meio ambiente e políticas sociais.
Com a nova configuração, a oposição ainda detém a capacidade de bloquear mudanças constitucionais, que exigem 57 votos. Contudo, a maioria governista diminui consideravelmente o risco de impasses.
Implicações para o segundo mandato de Tarcísio
Ao concluir seu primeiro mandato, Tarcísio de Freitas já havia aprovado projetos estratégicos, como a privatização da Sabesp, graças ao apoio legislativo. A nova maioria amplia essa margem de manobra, permitindo avançar com reformas estruturais e investimentos em infraestrutura.
Especialistas apontam que a estabilidade política pode atrair mais investimentos privados e acelerar a conclusão de obras de mobilidade urbana, que são prioridade da administração.
Entretanto, a ampla base governista também eleva as expectativas da sociedade, que espera resultados concretos em áreas como saúde pública, educação básica e segurança. A pressão por transparência e eficiência será maior, já que a oposição tem condições de fiscalizar e denunciar eventuais desvios.
Em resumo, a composição da nova Alesp coloca o governador Tarcísio de Freitas em uma posição confortável para conduzir seu segundo mandato, mas também impõe a necessidade de governar com responsabilidade e foco nas demandas dos paulistas.






