Nas eleições estaduais de 2026, a disputa pelo governo de São Paulo reúne seis candidatos oficialmente registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação está prevista para outubro de 2026, e os eleitores deverão digitar o número de dois dígitos que identifica cada candidato na urna eletrônica. O número também representa a legenda partidária, facilitando a identificação na hora da apuração.
Perfis dos candidatos e seus números de urna
A seguir, apresentamos cada um dos concorrentes em ordem alfabética, com partido, número da urna e candidato a vice‑governador. Essa informação permite ao eleitor comparar rapidamente as opções antes de marcar o voto.
- Carlos Machado – Partido da Social‑Democracia Brasileira (PSDB), número 45, vice‑governadora Ana Paula Silva.
- Fernando Haddad – Partido dos Trabalhadores (PT), número 13, vice‑governadora Mariana Ribeiro.
- Izadora Dias – Partido Liberal (PL), número 22, vice‑governadora Rogério Santos.
- Tarcísio de Freitas – União Brasil (UB), número 30, vice‑governadora Camila Oliveira.
- Vera Lúcia – Partido Socialista Brasileiro (PSB), número 55, vice‑governadora Júlio Costa.
- Vivian Mendes – Democracia Cristã (DC), número 70, vice‑governadora Patrícia Gomes.
Carlos Machado, veterano do PSDB, destaca sua experiência como ex‑prefeito de Campinas e promete retomar políticas de desenvolvimento econômico sustentável. Ele aposta em um programa de infraestrutura que inclui a ampliação de corredores de transporte público.
Fernando Haddad, ex‑prefeito de São Paulo e candidato à presidência em 2022, traz a proposta de reforçar a educação pública, ampliar o acesso à saúde e criar um plano de habitação popular. Seu número 13 já é familiar para muitos eleitores que o reconheceram nas eleições municipais anteriores.
Izadora Dias, representante do PL, apresenta-se como a alternativa liberal que pretende reduzir a carga tributária sobre pequenas empresas e incentivar a inovação tecnológica nas indústrias paulistas. Seu número 22 será exibido nas urnas ao lado de um vice‑governador com forte atuação no setor agropecuário.
Tarcísio de Freitas, atual governador e membro da União Brasil, busca a reeleição com o número 30. Seu governo tem sido marcado por projetos de segurança pública e pela expansão de obras de mobilidade urbana, como a linha 6‑Laranja do metrô.
Vera Lúcia, do PSB, foca sua campanha em políticas sociais, defesa dos direitos humanos e combate à desigualdade de renda. O número 55 simboliza a continuidade de programas de assistência social que ela considera essenciais para as camadas mais vulneráveis.
Vivian Mendes, da Democracia Cristã, destaca a importância de valores familiares e da ética na gestão pública. Seu número 70 será associado a propostas de combate à corrupção e de fortalecimento da transparência nos gastos governamentais.
Como funciona a numeração na urna eletrônica
Na urna eletrônica brasileira, cada candidato a governador possui um número de dois dígitos que identifica tanto a pessoa quanto a legenda partidária. Quando o eleitor chega ao local de votação, ele digita esse número antes de confirmar o voto, o que garante rapidez e reduz a margem de erro.
O TSE padroniza esses números para evitar sobreposições entre diferentes cargos. Por exemplo, o número 13 já está associado ao Partido dos Trabalhadores, e todos os candidatos do PT em diferentes eleições utilizam essa mesma sequência.
Além da digitação, a urna exibe o nome completo do candidato, a foto e a sigla do partido, permitindo ao eleitor conferir se o número digitado corresponde ao escolhido. Essa dupla verificação aumenta a confiança no processo eleitoral.
Em caso de erro de digitação, o eleitor pode corrigir antes de confirmar, apertando a tecla “corrige”. Se o voto for confirmado, ele é registrado de forma criptografada e transmitido para os servidores do TSE, que realizam a apuração em tempo real.
Impacto da decisão judicial sobre a sétima candidatura
Uma sétima candidatura, a da policial Edjane, foi indeferida pela Justiça Eleitoral por irregularidades no registro de documentos. A decisão impede que o número 88, que havia sido reservado para a candidatura, seja utilizado nas urnas.
O indeferimento gerou debates sobre a transparência dos processos de registro e a necessidade de cumprimento rigoroso das normas eleitorais. Alguns analistas apontam que a exclusão pode beneficiar os candidatos já registrados, ao reduzir a fragmentação do voto.
Para os eleitores que pretendiam apoiar a candidatura de Edjane, a decisão representa a necessidade de reavaliar suas opções e escolher entre os candidatos oficialmente reconhecidos. A Justiça Eleitoral reforçou que a medida segue a legislação vigente e que novos recursos podem ser interpostos até a data limite.
Enquanto isso, os demais candidatos intensificam suas campanhas, buscando consolidar alianças e ampliar a base de apoio. As próximas semanas serão decisivas para definir as estratégias de comunicação, especialmente nas redes sociais, onde a disputa por atenção do eleitorado está cada vez mais acirrada.








