Na corrida pelo governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, nove nomes foram oficialmente registrados pela Justiça Eleitoral. A divulgação ocorreu nesta segunda‑feira, 3 de junho de 2026, e traz detalhes sobre os números que cada candidato usará nas urnas. A lista inclui políticos veteranos e novos rostos, além de um caso judicial que tem gerado atenção.
Quem são os candidatos
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro publicou a relação completa dos concorrentes que terão acesso à urna em outubro. Cada um recebeu um número de campanha que será exibido nas cédulas, nos materiais de propaganda e nas redes sociais. A diversidade de trajetórias reflete a fragmentação do cenário político estadual.
- André Marinho – número 12
- Coronel Busnello – número 45
- Cyro Garcia – número 23
- Douglas Ruas – número 31
- Eduardo Paes – número 15
- Garotinho – número 10
- Juliete – número 27
- Luan Monteiro – número 38
- William Siri – número 54
André Marinho, ex‑prefeito de Niterói, volta ao cenário estadual com a proposta de reforçar a segurança pública e ampliar a mobilidade urbana. Seu número 12 foi escolhido por representar a ideia de “doze meses de trabalho contínuo”.
Coronel Busnello, militar da reserva, aposta na disciplina e no combate à violência urbana como pilares de sua campanha. O número 45 remete ao ano de fundação da Polícia Militar do Rio, reforçando a mensagem de tradição.
Cyro Garcia, empresário do setor de construção, apresenta um plano de revitalização das áreas degradadas da capital. O número 23 simboliza a “nova era” que ele pretende inaugurar.
Douglas Ruas, deputado federal, tem como foco a reforma tributária estadual e a ampliação de programas sociais. O número 31 foi escolhido por representar a “trilogia de políticas” que ele pretende implementar.
Eduardo Paes, ex‑governador e atual prefeito do Rio, retorna ao estado com a promessa de retomar projetos de infraestrutura. O número 15 faz referência aos 15 anos de experiência que ele alega ter na gestão pública.
Garotinho, representante do Republicanos, surge com o número 10, tradicionalmente associado à liderança nas urnas. Seu registro, porém, foi indeferido em primeira instância, gerando um impasse jurídico que ainda não foi resolvido definitivamente.
Juliete, ativista ambiental, traz ao debate a urgência da preservação das áreas verdes e a transição para energias renováveis. O número 27 foi escolhido por representar a “zona de transição” entre desenvolvimento e sustentabilidade.
Luan Monteiro, jovem advogado, foca na modernização da justiça estadual e na redução da burocracia. O número 38 simboliza a “conexão” entre a sociedade civil e o poder público.
William Siri, empresário do ramo de tecnologia, propõe a criação de um hub de inovação no Rio. O número 54 remete ao “código” de transformação digital que ele pretende implementar.
Números de campanha e suas significâncias
Os números de campanha são mais que simples identificadores; eles funcionam como marcas de identidade visual nas peças publicitárias. Cada candidato escolheu um número que reforça sua mensagem central ou faz referência a marcos históricos.
No caso de Garotinho, o número 10 tem sido usado como símbolo de liderança, pois historicamente o candidato que ocupa a primeira posição nas pesquisas costuma adotar esse algarismo. A escolha reforça a estratégia de se posicionar como principal concorrente.
Outros candidatos também exploram o significado simbólico: o 12 de André Marinho remete a um ciclo completo de um ano, enquanto o 45 de Coronel Busnello evoca a tradição policial. Esses detalhes ajudam a criar narrativas consistentes que se espalham nas redes sociais.
Garotinho: indeferimento e decisão do TSE
O registro de Garotinho foi inicialmente indeferido pela Justiça Eleitoral por supostas irregularidades em documentos de filiação partidária. O recurso foi interposto dentro do prazo legal, mas o processo ainda não recebeu julgamento definitivo.
Em meio ao impasse, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu uma medida cautelar que permite ao candidato permanecer em campanha até que haja decisão final. Essa medida visa garantir o princípio da ampla defesa e evitar prejuízos ao eleitorado.
A decisão do TSE tem gerado debates acalorados entre juristas e partidos. Enquanto alguns defendem a necessidade de preservar a estabilidade do calendário eleitoral, outros argumentam que o indeferimento deveria ser mantido para evitar precedentes de irregularidades.
Se o julgamento final confirmar o indeferimento, Garotinho terá que retirar seu número 10 das cédulas e suspender a campanha, o que pode alterar drasticamente o cenário de disputa. Caso contrário, ele seguirá como candidato regular, mantendo sua estratégia de comunicação baseada no número 10.
O que esperar da disputa
Com a lista completa de candidatos e números definidos, a corrida eleitoral se encaminha para a fase de debates e propaganda intensiva. As pesquisas preliminares apontam Eduardo Paes e Garotinho como os principais concorrentes, embora a situação jurídica de Garotinho ainda seja incerta.
Os analistas destacam que a presença de candidatos com forte base regional, como André Marinho e Coronel Busnello, pode fragmentar o voto de setores específicos, dificultando a formação de maiorias claras. Alianças estratégicas poderão surgir nos últimos meses antes da votação.
Além das questões de segurança e infraestrutura, temas como meio ambiente, inovação tecnológica e reforma tributária ganharam destaque nas propostas dos concorrentes. Essa diversidade de pautas pode atrair eleitores de diferentes perfis socioeconômicos.
Em resumo, as eleições de 2026 no Rio de Janeiro prometem ser marcadas por uma disputa acirrada, números de campanha bem trabalhados e um caso judicial que ainda pode mudar o rumo da corrida. O eleitorado deverá acompanhar de perto tanto as propostas quanto os desdobramentos legais para fazer uma escolha informada.








