Nas eleições estaduais de 2026, oito nomes estão na corrida para assumir a chefia do Executivo do Paraná. A disputa se intensifica à medida que a data da votação se aproxima, e o cenário político do estado ganha novos contornos. O registro de alguns candidatos ainda está sob análise da Justiça Eleitoral, o que adiciona uma camada de incerteza ao processo.
Panorama geral da disputa
O pleito estadual de 2026 reúne representantes de diferentes siglas e ideologias, refletindo a pluralidade do eleitorado paranaense. Entre os concorrentes, há tanto figuras já conhecidas no cenário nacional quanto políticos regionais que buscam ampliar sua atuação. O número de cada candidato será decisivo nas urnas, pois facilita a identificação pelos eleitores.
O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza a lista oficial com os números que aparecerão nas cédulas. Essa informação, embora simples, tem grande peso na campanha, já que os números são usados em propagandas, panfletos e nas redes sociais. Cada candidato tem, portanto, um número exclusivo que o identifica ao longo de toda a corrida.
A Justiça Eleitoral ainda está analisando recursos de registro para alguns candidatos, o que pode alterar a composição final da disputa. Enquanto não houver decisão definitiva, os nomes permanecem na disputa, mantendo viva a expectativa dos eleitores. Essa situação evidencia a importância dos procedimentos legais no calendário eleitoral.
Perfil dos candidatos
A seguir, apresentamos um breve panorama dos oito concorrentes, destacando suas origens políticas e principais propostas.
- Adriano Funileiro (PCO) – número 29: Advogado de formação, Funileiro representa o Partido da Causa Operária e tem seu registro indeferido, mas mantém recurso pendente na Justiça Eleitoral.
- Doutor Alexandre Salomão – número 45: Médico e ex-diretor de saúde pública, Salomão foca em políticas de saúde universal e combate à pandemia.
- Luiz França – número 12: Empresário do setor agropecuário, enfatiza a modernização da produção rural e incentivos fiscais para pequenos produtores.
- Requião Filho – número 33: Advogado especializado em direito ambiental, propõe medidas de preservação da Mata Atlântica e desenvolvimento sustentável.
- Samuel de Mattos – número 07: Engenheiro civil, destaca a necessidade de investimento em infraestrutura urbana e saneamento básico.
- Sandro Alex – número 21: Professor universitário, tem como bandeira a educação de qualidade e a ampliação de vagas em universidades públicas.
- Sergio Moro – número 50: Ex-juiz federal, traz à tona a agenda de combate à corrupção e fortalecimento das instituições judiciais.
- Tayná Miessa – número 88: Jornalista e ativista social, foca em direitos humanos, igualdade de gênero e políticas de inclusão.
Cada candidato apresenta um número que será impresso nas cédulas eletrônicas e impressas. Esses números são fundamentais para a identificação rápida pelos eleitores nas urnas, sobretudo em regiões onde a alfabetização ainda apresenta desafios.
Além das propostas setoriais, os candidatos também abordam questões transversais, como segurança pública, geração de empregos e combate à desigualdade social. As campanhas já estão em plena fase de mobilização, com visitas a municípios, debates televisivos e forte presença nas redes sociais.
Desafios e questões jurídicas
Um dos pontos críticos da corrida eleitoral é a situação jurídica de alguns candidatos. O registro de Adriano Funileiro, por exemplo, foi indeferido pela Justiça Eleitoral, mas ele ainda mantém recurso pendente. Enquanto o recurso não for julgado, seu nome permanece na lista oficial de concorrentes.
Essa situação gera dúvidas entre os eleitores, que podem questionar a legitimidade de um candidato cujo registro ainda não foi definitivamente aprovado. As campanhas costumam esclarecer esses pontos por meio de comunicados e entrevistas, buscando garantir transparência.
Outros candidatos não enfrentam impedimentos legais, mas todos precisam observar as normas de financiamento de campanha, limites de gastos e regras de propaganda eleitoral. Qualquer violação pode resultar em sanções que impactam diretamente a elegibilidade.
Além das questões judiciais, o cenário político do Paraná apresenta desafios estruturais. O estado busca equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, especialmente nas regiões de Mata Atlântica e nas áreas de produção agrícola intensiva.
Os candidatos têm proposto diferentes estratégias para lidar com a crise hídrica que afeta o interior do estado. Enquanto alguns defendem a construção de novos reservatórios, outros priorizam a implantação de tecnologias de irrigação mais eficientes.
Na área da saúde, a pandemia de COVID‑19 ainda deixa marcas, e a população espera respostas concretas sobre a ampliação de leitos, vacinação e reforço da atenção básica. A proposta de Alexandre Salomão, médico, ganha destaque nesse debate.
Na educação, a demanda por mais vagas em escolas técnicas e universitárias tem sido crescente. Sandro Alex, professor, apresenta um plano de expansão da rede de ensino técnico, aliado à criação de bolsas de estudo para estudantes de baixa renda.
Por fim, a questão da segurança pública permanece como prioridade para grande parte do eleitorado. A proposta de Sergio Moro inclui a criação de uma força-tarefa de combate ao crime organizado e o fortalecimento da colaboração entre polícias estaduais e federais.
Em síntese, as eleições de 2026 no Paraná apresentam um leque diverso de candidatos, cada um com seu número exclusivo, propostas específicas e desafios jurídicos a serem superados. O resultado dependerá não apenas da capacidade de mobilização das campanhas, mas também da confiança que o eleitorado depositar em cada proposta.
Com a proximidade da data de votação, a atenção se volta para os debates, entrevistas e a divulgação dos números oficiais. O cenário está pronto para uma disputa acirrada, que definirá os rumos do estado nos próximos quatro anos.








