Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada neste sábado (3), indica que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 60% da preferência entre os eleitores paulistas, colocando-o em posição de ser reeleito já no primeiro turno da eleição, marcada para domingo (4). O levantamento exclui votos brancos e nulos, apresentando a diferença de 24 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o ex‑ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que registra 36%.
Contexto da pesquisa
A Quaest entrevistou 3.702 eleitores em todo o estado de São Paulo entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-04726/2026.
Essas entrevistas foram realizadas presencialmente, seguindo rigorosos critérios de representatividade por idade, gênero, renda e região. O objetivo foi captar a opinião dos eleitores que pretendem votar em candidatos para o cargo de governador, excluindo aqueles que ainda não decidiram ou que pretendem votar em branco.
Desempenho de Tarcísio de Freitas
Com 60% dos votos válidos, Tarcísio de Freitas aparece com a maior vantagem histórica nas últimas eleições estaduais. Esse número supera a marca de 55% obtida em pesquisas anteriores, indicando uma consolidação de apoio ao seu governo.
Os principais fatores apontados pelos entrevistados foram a percepção de segurança pública, a gestão da saúde durante a pandemia e a aprovação dos projetos de infraestrutura, como a expansão da malha ferroviária e a duplicação de rodovias estratégicas.
- 60% de preferência em votos válidos
- Margem de erro de ±2 pontos percentuais
- Confiança de 95% nos resultados
Além disso, Tarcísio tem mantido uma presença constante nas redes sociais, com campanhas focadas em resultados concretos e em mensagens de continuidade. Essa estratégia parece ter fortalecido ainda mais sua base eleitoral, especialmente entre eleitores de classe média e empresários.
Posição de Fernando Haddad
Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, aparece com 36% da preferência, ficando em segundo lugar, mas com um afastamento significativo de 24 pontos percentuais em relação ao governador. Essa diferença coloca Haddad em uma situação desfavorável para avançar para o segundo turno.
Os entrevistados que apoiam Haddad apontam como principais críticas a gestão fiscal do atual governo e a necessidade de políticas públicas mais voltadas para a educação e a redução da desigualdade social. No entanto, a falta de consenso em torno de um plano de ação concreto tem limitado a expansão de sua base.
Haddad também tem buscado alianças com outros partidos de oposição, mas ainda não conseguiu transformar essas articulações em números expressivos nas pesquisas recentes.
Análise dos números e projeções
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de Tarcísio de Freitas ser eleito no primeiro turno permanece extremamente alta. Mesmo no cenário mais pessimista para o governador – com a margem de erro desfavorável – ele ainda manteria cerca de 58% da preferência, ainda muito acima da maioria absoluta necessária (50% + 1 voto).
Para Haddad, a única forma de reverter o quadro seria uma reviravolta significativa nas últimas 24 horas antes da votação, algo improvável diante da estabilidade dos índices apresentados. A tendência aponta para um pleito decisivo, com poucos estados em disputa para o segundo turno.
Especialistas em ciência política ressaltam que, além dos números, fatores como a logística da votação, a presença de observadores internacionais e a atuação das forças de segurança podem influenciar o resultado final. Contudo, a pesquisa Quaest fornece um panorama claro de que a corrida está praticamente decidida.
Em síntese, a eleição de domingo promete confirmar a liderança de Tarcísio de Freitas, reforçando a agenda de continuidade do governo atual e sinalizando uma nova fase de políticas públicas focadas em segurança, infraestrutura e gestão fiscal. O cenário para Fernando Haddad, por outro lado, indica a necessidade de repensar estratégias e buscar novas alianças para futuras disputas eleitorais.








