Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (29) revelou quem são os favoritos na corrida pelas duas vagas do Senado Federal pelo Distrito Federal. O levantamento mostrou que a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro (PL) está à frente, com 26% das intenções de voto. A pesquisa foi realizada entre 25 e 28 de setembro, com 1.104 eleitores capitalinos.
Perfil dos candidatos e posicionamento nas urnas
Michelle Bolsonaro aparece como a candidata mais votada, seguida de perto por Leila do Vôlei (PDT), que acumula 20% das intenções. A deputada federal Bia Kicis (PL) fecha o trio de destaque com 18% das respostas. Em quarto lugar, Erika Kokay (PT) registra 16% de apoio.
Além desses nomes, outros concorrentes permanecem com apoio marginal: Sebastião Coelho (Novo), Ronaldo Fonseca (PSD), Professor Guilherme Amorim (UP) e Zanata (PSTU) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos não ultrapassaram o ponto percentual.
Rejeição dos eleitores: quem tem maior aversão?
O levantamento também mediu a taxa de rejeição, ou seja, a porcentagem de eleitores que afirmaram que não votariam em determinado candidato de forma alguma. Erika Kokay (PT) lidera esse ranking, com 44% de rejeição. Michelle Bolsonaro segue de perto, com 42% dos entrevistados indicando que não a escolheriam.
Leila do Vôlei tem 39% de rejeição, enquanto Bia Kicis registra 29%. Esses números revelam um cenário de polarização, onde os candidatos mais votados também concentram a maior parte da aversão.
Detalhes metodológicos da pesquisa
A Quaest entrevistou 1.104 eleitores do Distrito Federal, aplicando o questionário entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, podendo oscilar para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Além das intenções de voto, a pesquisa registrou 10% de respostas em branco ou nulas e 6% de eleitores que não souberam ou não quiseram responder. Esses índices são relevantes para entender a indecisão do eleitorado.
Impacto da disputa no cenário político do DF
O fato de Michelle Bolsonaro ter retomado a candidatura, após um breve afastamento motivado por conflitos internos na família, traz um elemento de imprevisibilidade à corrida. Sua presença no topo das intenções pode influenciar alianças e estratégias de campanha dos demais concorrentes.
Leila do Vôlei, conhecida por sua trajetória no esporte, tem buscado ampliar sua visibilidade política, enquanto Bia Kicis aposta em sua atuação no Congresso para captar eleitores conservadores. Erika Kokay, por sua vez, mantém forte base entre eleitores de esquerda, apesar da alta taxa de rejeição.
Os candidatos com apoio de 1% – Sebastião Coelho, Ronaldo Fonseca, Professor Guilherme Amorim e Zanata – ainda têm espaço para crescer, sobretudo se conseguirem captar eleitores indecisos ou migrar eleitores de candidatos com alta rejeição.
O que esperar nas próximas semanas
Com a campanha intensificando-se, os candidatos deverão ampliar sua presença em redes sociais, comícios e debates. A disputa por duas vagas aumenta a competitividade, pois cada partido busca garantir ao menos uma cadeira no Senado.
Analistas apontam que o desempenho nas pesquisas de intenção pode mudar rapidamente, sobretudo se houver escândalos, alianças inesperadas ou mudanças na agenda de campanha. A proximidade da votação também tende a reduzir a margem de erro das pesquisas subsequentes.
Os eleitores do DF, que historicamente apresentam alta participação nas eleições, deverão desempenhar papel decisivo na definição dos senadores que representarão a capital nos próximos oito anos.
Lista resumida dos principais candidatos e seus indicadores
- Michelle Bolsonaro (PL) – 26% de intenção, 42% de rejeição
- Leila do Vôlei (PDT) – 20% de intenção, 39% de rejeição
- Bia Kicis (PL) – 18% de intenção, 29% de rejeição
- Erika Kokay (PT) – 16% de intenção, 44% de rejeição
Os demais candidatos – Sebastião Coelho (Novo), Ronaldo Fonseca (PSD), Professor Guilherme Amorim (UP) e Zanata (PSTU) – permanecem com 1% de intenção cada, sem dados de rejeição significativos divulgados.
Conclusão
Os números da Quaest revelam um cenário competitivo e polarizado na corrida pelo Senado do Distrito Federal. Michelle Bolsonaro lidera a intenção de voto, mas enfrenta alta rejeição, assim como os demais concorrentes. A dinâmica da campanha, as alianças partidárias e a mobilização do eleitorado serão determinantes para definir quem ocupará as duas vagas em Brasília.








